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sábado, 28 de abril de 2012

Vem Espírito Santo!

...A Tua Luz acendeu em meu coração e eu pude ver em meio a escuridão Tua presença, Tua Fidelidade, Graça e Amor me levantaram outra vez, me deram forças e prosseguirei.

Irei contigo onde quer que fores meu Senhor. O Teu Chamado cumprirei na Alegria ou na dor. E toda vez que eu chorar ou quiser desanimar o Teu Espírito me consolará...
Celebração da Crisma de 2011.

Uma grande expectativa... Os anjos começam a afinar os instrumentos e a ensaiar os cantos no Céu, os santos com alegria se confraternizam. O Céu está em festa, dentro de pouco mais de 48 horas mais uma turma de jovens (144 jovens) e adultos (40 adultos) serão crismados em nossa Paróquia.
Missa de encerramento do retiro para jovens Jovem Levanta-te.
Março / 2012. 
Sexta-feira eles entraram em retiro e domingo serão crismados! A cerimonia será presidida pelo nosso querido Arcebispo Dom Orani João, no Colégio Nossa Senhora da Piedade, av. Amaro Cavalcante 2.591 - Encantado - às 18horas. Todos estão convidados.
Peço a Deus que como Saulo (primeira leitura de sexta-feira, At 9, 1-20) estes sejam os dias de mudança de vida, de conversão e encontro pessoal com Jesus, Amigo, Mestre e Ressuscitado. 
É tempo de clamarmos o Espírito Santo para que estes jovens e adultos se abram à Graça do Espirito Santo, que é derramado com largueza sobre aqueles que pedem. Que eles estejam preparados para receber este Sacramento tão importante, que com esta maturidade espiritual a cada dia sejam mais santos e mais cheio do Espírito Santo.
Contamos com a presença de todos os amigos, paroquianos, crismados, crismandos, enfim, todo o povo de Deus está mais do que convidado, está convocado!
Parabéns crismandos!



Nos encontraremos lá!
Um grande abraço. 


Vem Espírito Santo!

segunda-feira, 19 de março de 2012

19 de Março - São José esposo de Nossa Senhora


Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua móe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado. 
MT 1, 16.18-24 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Crer que somos escolhidos


Naquele tempo, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios. Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu”. (Mc 3, 13-19)

Jesus escolheu doze homens para a importante missão de acompanhá-lo mais de perto. Eles seriam instruídos constantemente pelo Mestre e teriam a oportunidade de receber direção específica do Senhor. Veriam também Seus milagres e, certamente, teriam um lugar importante na realização dos planos de Jesus. O único critério usado por Jesus para a escolha desses homens é descrito por Marcos: “chamou os que Ele quis”. O convite foi um presente de Deus, pois não consta que nenhum deles estivesse à altura de tal missão. Ao contrário, todos corriam o risco de fracassar, como veio a acontecer com aquele que depois traiu o Senhor. A todos, porém, Jesus concedeu autoridade espiritual e o conforto de Sua companhia.
Você também foi escolhido por Deus para uma missão. Hoje, mais uma vez, é preciso investir nela. Não se assuste se você não se sente à altura ou preparado o bastante. Busque Jesus! Ele está perto para lhe dar autoridade, consolo e direção.
Dois elementos importantes para o cumprimento da missão

Se é verdade que Jesus conhece aqueles que escolheu, seu potencial e suas limitações, também é verdade que Ele é um instrutor capaz de preparar grandes servos para o Reino. Por isso, numa de suas tantas correções aos discípulos (Mc 9, 14-29), o Senhor lhes indicou duas lições importantes no bom combate do cristão: tudo é possível a quem tem fé e tudo se alcança pela oração. Conhecendo essas lições e colocando-as em prática, os discípulos estariam capacitados a se tornar instrumentos de cura e graça divina. Fé e oração nos tornam ativos no combate, enquanto que incredulidade (dúvida) e murmuração nos colocam em atitude passiva, como que numa guerra já perdida. Você tem se empenhado pessoalmente no combate da fé ou já se rendeu ao desânimo? Hoje, não espere que os problemas se aproximem e peguem você de surpresa. Antecipe-se a eles, proclamando a vitória de Jesus em sua vida e suplicando ao Senhor os livramentos de que você precisa.

Vamos orar, exercitando nossa fé:

Pai Santo, em Nome de Jesus, agradeço por ser um escolhido. Sei que não estou preparado ainda para a grande missão que me deste, mas não me amedrontarei porque Teu Espírito Santo vai me dirigir. Nesta hora, Senhor, deixo tudo para trás e venho buscar em Ti a fortaleza de que necessito para ir adiante em meu caminho. Encho-me de fé e oro com confiança, acreditando que pela fé e pela oração sairei vencedor em todo combate no dia de hoje. Obrigado, Pai, porque investes em mim para que se cumpram os Teus planos de amor nessa terra. Muito obrigado por me dar tanto valor. Glória a Ti, Senhor.

Para refletir nesse dia:
Você ainda investe na missão que Deus lhe deu ou já está desistindo dela? Seu casamento, sua família, seu ministério, sua profissão e tantas outras coisas são sonhos de Deus plantados em seu coração para a sua felicidade e a de muitos outros. Volte a investir nelas e, de modo especial, nas pessoas que Deus colocou em seu caminho.

Escrito por Padre Antonio José
Do livro Basta uma Palavra

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

a.C ou d.C???

Neste dia, em que estamos nas oitavas do Natal do Senhor, celebramos o primeiro mártir cristão: Estevão. 
Ontem celebrávamos o nascimento do Senhor. E assim, Deus nos convida a deixar Jesus nascer em nossa vida. A deixar a graça do Natal acontecer em nossas vidas, em nossas famílias... Todos os anos somos chamados a celebrar este acontecimento que até podemos chamar de histórico, que marcou toda a história, mas sobretudo marcou toda a humanidade, e marcou a minha e a sua história. O Natal é momento de fazer compras, é momento de fazer amigo ocultos entre os amigos do trabalho, da faculdade, dos grupos, é momento de trocar presentes, de fazer a ceia, reunir a família, não economizamos em nada, mas para que tudo isso se não entendemos o grande sentido desta celebração? É perder muita coisa não aproveitar esta celebração no seu real sentido. Natal feliz é Natal com Jesus. Pode até ser meio estranho dizer isso porque não é o nascimento dele comemorado no dia 25? É sim, mas o verdadeiro sentido se perde quando achamos que é simplesmente uma festa, onde o mundo inteiro pára, enfeita as casas, as ruas, o comércio...Quando não vemos o sentido verdadeiro no Natal, ficamos olhando somente para o que faltou, se faltou algo na ceia, para o presente que não ganhou ou que podia ser diferente, ficamos tristes pela falta das pessoas que já se foram e não fizeram parte da ceia neste ano... Natal é tempo de conversão. É tempo de deixar o Menino nascer e marcar a nossa história. E você, em que tempo da sua história está a.C. ou  d.C.???

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Is9:6" O Menino se chama Deus conosco, se chama o Caminho, a Verdade, a Vida, a Palavra, que sustenta todo o universo e pelo qual todo o universo foi criado. Se chama Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Principe da Paz. Tudo foi feito por ele e sem ele nada foi feito. Deixe Jesus nascer, marcar a sua história e transformar a sua vida. Se você está vivendo na era antes de Cristo, e "é desses" onde "quem com ferro fere, com ferro será ferido", que "farinha pouca meu pirão primeiro", que você diz "quem fala o que quer ouve o que não quer". Se em seu coração só existe amargura, orgulho, grosseria, inveja, maus pensamentos, raiva, disputa, etc... Hoje é o dia de você mudar de era. Viva o Natal de Jesus em sua vida! Deixe o Menino nascer em seu coração vivendo a conversão a que todos os dias somos chamados. Viva esta metanóia, mude de direção, quando o menino nasce sua imensa Luz dissipa toda treva. Natal é tempo de conversão, de mudança de vida, de viver o amor, a reconciliação, de buscar a santidade. Jesus veio, vem e virá. Não queremos ser pegos despreparados! Que quando nosso Senhor voltar sejamos como as virgens que foram prudentes e estavam preparadas para a chegada do Esposo.

Que a exemplo de Santo Estevão, possamos ser contradição neste tempo. Vivendo radicalmente o amor, o perdão, a santidade, se for preciso até a morte. Quando deixamos o Menino nascer, não há como conter, nossa missão é falar desse Menino que traz de volta a esperança, a paz, a alegria... Santo Estevão falava com a Sabedoria vinda de Deus. O Menino tem o poder de falar direto ao nosso coração, ele nos incomoda, não podemos mais ser os mesmos quando o Menino nasce em nossos corações.

No Evangelho de hoje o Senhor diz que "quem perseverar até o fim será salvo" que neste Natal possamos Recomeçar com Deus, e sermos anunciadores de Jesus falando com a Sabedoria dada por Deus perseverando nos ensinamentos que aprendemos do Senhor. 

E a recompensa para fidelidade é contemplar a Glória de Deus. O fruto da perseverança de Estêvão era ser cheio do Espírito Santo. Seja fiel, a vida vai te dar várias oportunidades de ser fiel ao Senhor e quando as circunstancias te derem a opção de dizer sim ou não ao Senhor não pense duas vezes! Seja generoso no SIM ao Senhor, seja fiel custe o que custar, seja perseverante no amor, no perdão, na esperança e você não se arrependerá.

Vamos orar, diga ao Senhor seu desejo de se converter, o desejo de que ele nasça em seu coração, em sua família...

Jesus Menino, quero recomeçar, não quero mais viver no pecado, com o coração amargurado, sendo instrumento das trevas, com ódio, rancor, inveja, ciúmes, palavrões, palavras malditas em meu coração. Nasce aqui no meu coração, ilumina as trevas com tua luz. Faz de mim uma nova criatura. Quero amar, quero perdoar, quero voltar a acreditar. Faz-me fiel a ti em todo tempo quero ser cheio(a) do teu Espírito. Faz de mim contradição neste tempo, quero ser fiel, se for preciso até a morte.

Que este Natal seja o Recomeço em sua vida!

Feliz Natal!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

"Amplia o espaço da tua tenda, desdobra sem constrangimento as telas que te abrigam, alonga tuas cordas, consolida tuas estacas,"

Hoje o Senhor nos convida a ampliar o espaço de nossas tendas. A não se fechar ao designio de Deus. Deus tem planos, tem sonhos, tem promessas para mim e para cada um de nós, e nós só temos duas opções: ou estamos abertos para que eles aconteçam ou nos fechamos aos designios de Deus e eles se frustram. No Evangelho o testemunho da vida de Jõao provocava naqueles que estavam dispostos a acolher a Palavra de Jesus um profundo desejo de conversão, de mudança sincera de vida, e eles receberam o batismo de conversão que João pregava. Mas os fariseus e os Doutores da Lei recusaram o batismo de João e frustaram o designio de Deus a seu respeito.

Os fariseus se achavam importantes demais, 'sabidos' demais para acolher a Palavra de Jesus. Não era que eles não acreditassem em Deus, mas é preciso simplicidade e humildade para conhecer a Deus. Faltava para eles o ‘conhecimento’ mas não somente de ouvir falar, mas o ‘conhecimento’ de ter uma comunhão íntima com Deus, um relacionamento pessoal, se deixar transformar por Deus, esta é a verdadeira conversão que João pregava.

Jesus perguntava-lhes:" o que fostes ver no deserto?" Fostes ver alguém mais do que um profeta, era aquele que fora enviado para pregar o arrependimento dos pecados, era aquele que fora enviado para pregar a conversão e a mudança de vida. João viveu esperando a vinda dAquele que devia vir, Jesus Cristo. Este é o tempo para se converter, arrepender-se dos pecados e mudar de vida. No versículo 8 de Isaías 54 o Senhor diz: “Num acesso de ira volvi de ti minha face . Mas no meu eterno amor, tenho compaixão de ti.” Deus tem nos envolvido de amor e de compaixão, mas com nosso orgulho, nos achando auto-suficientes continuamos no pecado e cada vez nos perdendo mais, procurando o amor em lugares que não encontraremos.

Hoje o Senhor faz um grande chamado a cada um de nós para nos convertermos de todo orgulho que não nos deixa conhecer verdadeiramente ao Senhor e acolher sua Palavra. Deus tem um desígnio, tem planos, sonhos para cada um de nós, mas para que eles não se frustrem é preciso nos converter,  acolher o perdão de Deus e viver a vida nova em Cristo vivendo nesta terra esperando o Senhor que voltará.

Ele voltará, que nós não sejamos pegos de surpresa, sem nos converter. Mas que estejamos preparados para sua vinda.

Que hoje o Espírito Santo nos dê um coração contrito e arrependido. E nos faça conhecer e viver o desígnio de Deus para nossas vidas!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Frases de São João da Cruz

Imagem de Destaque


Senhor, quero padecer e ser desprezado por amor de Vós








São João da Cruz foi um dos santos mais desconcertantes e ao mesmo tempo mais transparentes da mística moderna. Grande mestre da vida espiritual, transformou todas as cruzes em meios de santificação para si e para os irmãos.
Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro, dar-lhe força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não o fazer sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: deixá-lo morrer desprezado e escarnecido pelos homens. Pregador, místico, escritor epoeta, João da Cruz faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591 com 49 anos de idade e o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja.
Confira um pouco de sua riqueza espiritual expressa em suas frases:
"Não se contentar com o que diz o confessor é orgulho e falta de fé."
"A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer, sente-se impedida em sua liberdade e contemplação."
"O mais leve movimento de uma alma animada de puro amor é mais proveitoso à Igreja do que todas as demais obras reunidas."
"Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos."
"Meus são os Céus e minha é a Terra, meus são os homens, e os justos são meus; e meus os pecadores. Os Anjos são meus, e a Mãe de Deus, todas as coisas são minhas. O próprio Deus é meu e para mim, pois Cristo é meu e tudo para mim." (Sobre a Eucaristia)
"Não faça coisa alguma, nem diga palavra alguma que Cristo não faria ou não diria se encontrasse as mesmas circunstâncias."
"Renuncie aos desejos e encontrará e encontrará o que seu coração deseja."
"Que felicidade o homem poder libertar-se de sua sensualidade! Isto não pode ser bem compreendido, a meu ver, senão por quem o experimentou. Só então se verá claramente como era miserável a escravidão em que se estava."
"Quem se queixa ou murmura não é cristão perfeito, nem mesmo um bom cristão."
"Senhor, quero padecer e ser desprezado por amor de Vós."
"A pessoa que está presa por algum afeto a alguma coisa, mesmo pequena, não alcançará a união com Deus, mesmo que tenha muitas virtudes. Pouco importa se o passarinho esta com um fio grosso ou fino... ficará sempre preso e não poderá voar."
"Para possuir Deus plenamente é preciso nada ter; porque se o coração pertence a Ele, não pode voltar-se para outro."
"O demônio teme a alma unida a Deus como ao próprio Deus."
"O afeto e o apego da alma à criatura torna-a semelhante a esta mesma criatura. Quanto maior a afeição, maior a identidade e semelhança, porque é próprio do amor tornar aquele que ama semelhante ao amado."
"Dar tudo pelo tudo."
"A pessoa que caminha para Deus e não afasta de si as preocupações, nem domina suas paixões, caminha como quem empurra um carro encosta a cima."
"A constância de ânimo, com paz e tranqüilidade, não só enriquece a pessoa, como a ajuda muito a julgar melhor as adversidades, dando-lhes a solução conveniente."
"O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em despojar-se e sofrer pelo amado."
"O progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber."
"Deus quer mais de ti um mínimo de obediência e docilidade, do que todas as ações que realizas por ele."
"Mesmo carregado de grandes e molestas tentações, o homem pode ir a Deus, desde que sua razão e vontade não consintam nelas."
"Queira torna-te, no padecer, algo semelhante a este nosso grande Deus, humilhado e crucificado, pois que esta vida só tem razão de ser se for para imitá-lo."
"Quando a alma se acha livre e purificada de tudo, em união com Deus, nenhuma coisa poderá aborrecê-la. Daqui se origina para ela, neste estado, o gozo de uma contínua vida e tranqüilidade, que ela nunca perde nem jamais lhe falta."
"Tal é a alma que está enamorada de Deus. Não pretende vantagem ou prêmio algum a não ser perder tudo e a si mesma, voluntariamente, por Deus, e nisto encontra todo seu lucro."
"Não fujas dos sofrimentos, porque neles está a tua saúde."
Canção Nova

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Que é a contrição perfeita?

Contrição é uma dor da alma e uma detestação dos pecados cometidos.
Deve acompanhá-la o propósito, quer dizer, uma firme vontade de emendar a
vida e de não mais pecar. Para que a contrição seja legítima, deve ser interna
e estar na alma, isto é‚ que não seja uma mera expressão feita com os lábios
e sem reflexão: isto seria apenas contrição de boca.

Não é necessário manifestar exteriormente a contrição interna por meio
de suspiros, lágrimas, etc.: tudo isto pode ser sinal de contrição, não é,
porém, sua essência. A essência da contrição está na alma, na vontade, em
afastar-se deveras do pecado e converter-se para Deus.

Além disto, a contrição deve ser geral, quer dizer, deve estender-se a
todos os pecados cometidos ou, pelo menos, a todos os mortais. Deve,
finalmente, ser sobrenatural e não meramente natural, pois esta nada
aproveita.

Segue-se que a contrição, como todo o bem, deve proceder de Deus e da
sua graça, e, com a graça de Deus, desenvolver-se na alma. Porém, não
tenhas receio; basta que a peças, basta que tenhas boa vontade e te
arrependas por algum motivo legítimo, sobrenatural, e Deus te dará a graça
necessária.

Se o motivo se funda na natureza ou somente na razão (por exemplo, nos
danos temporais, na vergonha, doença, etc.), é muito fácil que a dor seja
puramente natural e sem mérito; porém, se o motivo da contrição é alguma
verdade da Fé, por exemplo: o inferno, o purgatório, o céu, Deus, etc., então a
contrição é legítima, sobrenatural.


E esta contrição legítima e sobrenatural pode, por sua vez, ser de duas
classes: perfeita e imperfeita; e com isto temos chegado a nossa matéria da
contrição perfeita.

Em poucas palavras, contrição perfeita é a contrição que procede de
amor; imperfeita, a que procede do temor de Deus.

É contrição perfeita quando procede de amor perfeito a Deus. Pois bem, o
nosso amor a Deus é perfeito quando o amamos porque Ele é em Si
infinitamente perfeito, formoso e bom (amor de benevolência), e porque nos
mostrou de uma maneira tão admirável o seu amor (amor de agradecimento).
É imperfeito o amor de Deus quando o amamos porque esperamos
alguma coisa dEle. De modo que, com o amor imperfeito, pensamos
sobretudo nos dons; com o perfeito, na bondade do dador; com o amor
imperfeito, amamos mais os dons; com o perfeito amamos mais o dador, e
isto não tanto pelos seus dons como pelo amor e bondade que nos dons se
manifesta.

Do amor nasce a contrição. Será, pois, perfeita a contrição se nos
arrependermos dos pecados por amor perfeito de Deus, quer seja de
benevolência quer de agradecimento. Será imperfeita se nos arrependermos
dos pecados por temor de Deus, porque pelo pecado perdemos a
recompensa de Deus, o Céu, e merecemos seu castigo, o inferno ou o
purgatório.
Na contrição imperfeita, fixamo-nos principalmente em nós e nas
desgraças que, segundo a Fé nos ensina, nos acarretou o pecado. Na
contrição perfeita, fixamo-nos sobretudo em Deus, na sua grandeza, na sua
formosura, amor e bondade, vendo quanto o pecado O ofende, e que foi o
pecado que Lhe ocasionou tantos sofrimentos e dores para nos redimir. Na
contrição perfeita, não queremos unicamente o nosso bem, senão o bem de
Deus.

 Com um exemplo o verás melhor. Quando São Pedro negou o Divino
Salvador, saiu fora e “chorou amargamente” (I Lc 22,62). — Por que chora
São Pedro? É, porventura, pensando na vergonha que vai ter diante dos
outros apóstolos? Se assim fosse, a sua dor teria sido puramente natural e
sem mérito. É porque receia que seu Divino Mestre lhe tire, como ele merece,
o cargo de Apóstolo e Superior e o expulse do seu reino? Então seria boa
contrição, mas somente imperfeita. Mas, não; Pedro arrepende-se e chora,
antes de tudo, porque ofendeu a seu amado Mestre, tão bom, tão santo, tão
digno de ser amado e por ser tão desagradecido ao seu imenso amor por ele.
Tem, pois, verdadeira e perfeita contrição.

Agora dize-me: tens tu também, cristão de minha alma, algum
fundamento, algum motivo, parecido com o de São Pedro, para te
arrependeres dos teus pecados por amor, e por amor perfeito e agradecido?
Sim, certamente, pois os benefícios que Deus te tem feito são mais que os
cabelos da tua cabeça, e, considerando-os, podes dizer, em cada um deles, o
que dizia São João: “Amemos a Deus já que Ele nos amou primeiro” (I Jo 4,19).

E como te amou?
“Com amor eterno te amei — disse Ele — e me compadeci de ti e te atrai
a mim” (Jer 31,3).

Sim, com amor eterno te amou. Desde toda a eternidade, desde quando
ainda não havia nem um átomo de ti sobre a terra, te olhou com aqueles seus
olhos amorosos e que tudo penetram, e te preparou alma e corpo, céu e terra,
com o amor com que uma mãe prepara todo o necessário para o filhinho que
ainda não nasceu. Ele deu-te a saúde e a vida, Ele te deu e te dá, em cada
dia, todos os bens naturais. Consideração esta que até aos pagãos pode
fazê-los chegar ao conhecimento e amor perfeito de Deus; quanto mais a ti,
cristão, que conheces outro gênero muito diferente de amor e de bondade, o

amor e bondade sobrenatural de Deus para contigo; porque Deus se
compadeceu de ti; e quando, com todo o gênero humano, estavas condenado
pela culpa original, Deus enviou o seu Unigênito Filho, e Ele se fez teu
Salvador e te remiu com seu sangue, morrendo na Cruz. E em ti pensava com
entranhado amor quando agonizava no horto das Oliveiras, e quando
derramava o seu sangue com os açoites e os espinhos, e quando subia
arrastando a pesada Cruz pelo longo e áspero caminho do Calvário; e
quando, cravado nela, se desfazia em sangue entre indizíveis tormentos. Em
ti pensava com entranhado amor, como se tu foras o único homem da terra.
Que tens a concluir daqui? “Amemos a Deus já que Ele nos amou
primeiro” (I Jo 4,19).

E Deus te atraiu a Ele pelo batismo, graça capital e primeira da tua vida, e
pela Igreja, em cujo seio foste então admitido. Quantos há que, só a força de
trabalhos e canseiras, conseguem encontrar a verdadeira Fé, e a ti te a
ofereceu Deus desde o berço, por puro amor. Atraiu-te a Ele e te atrai sempre
pelos sacramentos e pelas inumeráveis graças interiores e exteriores de que
te enche todos os dias, pois, em verdade, estás nadando, como em imenso
mar, na bondade e amor de Deus. E este amor, quer ainda coroá-lo
colocando-te consigo no Céu e fazendo-te eternamente feliz. Que lhe deves
por tanto amor? Não é verdade que deves corresponder a ele? Amemos
também a Deus já que Ele nos amou primeiro.

Pois, vamos a contas e dize-me: Como tens pago a Deus, tão bom e
amoroso, o seu amor e bondade para contigo? Dir-me-ás, sem dúvida, que
com ingratidão e pecados. E pesa-te essa ingratidão? Sem dúvida que sim e
queres ressarcir a tua pesada ingratidão, amando quanto possas tão grande e
amoroso benfeitor. Pois, olha, se assim é, já tens contrição perfeita, contrição
de amor de Deus. Para facilitar, chama-se a esta contrição de amor de Deus,
contrição de amor ou de caridade.

Na mesma contrição de caridade, há uma mais levantada, que é quando
alguém ama a Deus porque Ele é em si infinitamente formoso, glorioso,
perfeito e digno de amor, prescindindo do seu amor e misericórdia para
conosco. Há estrelas — e com esta comparação julgo que entenderás melhor
— que, por estarem muito longe de nós, não as podemos distinguir, e,
contudo, são tão grandes e formosas como o sol, que tão prodigamente nos
dá o calor e a vida. Pois assim, ainda quando o homem não tivesse visto nem
gozado nunca do amor de Deus, eterna estrela do céu, ainda quando Deus
não tivesse criado o mundo nem criatura alguma, seria apesar disso grande,
formoso, glorioso e digno de ser amado, porque é em si mesmo e para si, o
bem mais excelente, o mais perfeito e digno de amor. Isto e não outra coisa
quer dizer essa expressão que, mais de uma vez, terás encontrado nos
devocionários e nas fórmulas do ato de contrição e te terá parecido talvez
algum tanto obscura.

Detém-te, pois, agora e contempla o amor de Deus; contempla-o,
sobretudo, nos amargos sofrimentos do Salvador, a cuja luz o compreenderás
tão facilmente como facilmente te arrebatará o coração.

Eis aqui o modo de alcançar praticamente a contrição perfeita..

J. de Driesch
Sacerdote da Arquidiocese de Colônia

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!
Celebra-se a 8 de dezembro, em todo o mundo católico, a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, dentro do tempo do Advento. Com essa celebração, recordamos que, assim como o Pai preparou Maria para ser a mãe do seu Filho, também este tempo litúrgico quer que preparemos os caminhos para o encontro com o Senhor. Celebramos a “bendita entre as mulheres” que trouxe o “bendito fruto no seu seio”, pois o “menino que vai nascer será chamado Filho de Deus”.

Nossa Senhora foi imune do pecado original em virtude da escolha para ser Mãe de Deus, o maior dos privilégios de Maria. A Redenção, que Jesus Cristo nos alcançou com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, foi aplicada a Maria por antecipação. O privilégio da Imaculada Conceição era festejado no Oriente já no século VIII, no norte da Europa no século XI, e o Concílio de Basiléia em 1439 já indicava como verdade de fé.

Todos os privilégios de Maria dependem do fato de que ela é Mãe de Jesus, Filho de Deus, nosso irmão e Salvador. Maria foi preparada por Deus desde o primeiro instante de sua existência, para acolher Aquele que realizaria a salvação do mundo. O Senhor antecipou para Maria, a “bendita entre todas as mulheres”, a graça da Redenção que seu Filho conquistaria com sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto da Redenção de Jesus.

A Igreja, por meio desse Dogma de Fé, ensina que a Mãe de Deus foi concebida sem mancha por um especial privilégio divino. Ao proclamar, em 1854, o dogma da Imaculada Conceição, o Papa Pio IX escreveu: “Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso, e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis”.

A definição do Dogma da Imaculada Conceição foi cercada de fatos e sinais muito significativos. Já existia a devoção dos fiéis a esse privilégio de Maria, afirmado na Liturgia, nas homilias e em obras teológicas, como em Santo Anselmo, quando aos 17/11/1830 uma Irmã de Caridade de Paris, Catarina Labouré, (canonizada em 27 de julho de 1947 pelo Papa Pio XII), em oração teve uma revelação particular. Ela declara: "Os seus pés repousavam sobre o globo terrestre; de suas mãos voltadas para a Terra jorravam feixes de luz. Formou-se em torno da Virgem uma moldura oval, sobre a qual se liam em letras de ouro estas palavras: 'Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós'".

O Papa Pio IX, depois de um profundo estudo e consulta a bispos e teólogos, e considerando que era oportuno resolver, definiu o dogma aos 08/12/1854 na Basílica de São Pedro, na presença de mais de duzentos bispos e uma enorme multidão de fiéis.

Menos de quatro anos após a definição do Dogma da Imaculada, ocorreu as aparições de Lourdes, de 11/02 a 16/07 de 1858. Sendo que a 25/03, através de revelação particular, veio a declaração expressa: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Era como um eco da manifestação a Santa Catarina Labouré e uma resposta à declaração do Papa em 1854.

Deste modo, na festa de hoje, celebramos sua Imaculada Conceição, isto é, desde a sua concepção, no ventre de sua mãe, ela não só não traz a mancha do pecado, mas, sobretudo, é plenificada pela graça de Deus. Assim, Maria é preservada do pecado e plenificada pela graça por antecipação, tendo em vista os futuros méritos de Cristo. Na verdade, santa devia ser, desde sua concepção, aquela que daria à luz a Jesus Cristo, Salvador da humanidade passada, presente e futura.

Se Maria é a Virgem cheia de graça, celebrar a Imaculada Conceição é reviver a nossa vocação para, como Maria Santíssima, sermos homens e mulheres repletos da graça de Deus, abandonando o pecado e procurando viver com intensidade a nossa fé.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo, para sempre, amém!


† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ



Fonte: Rádio Vaticano : Imaculada Conceição

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Comemoração da Igreja Padecente

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

A todos os que morreram “no sinal da fé” a Igreja reserva um lugar importante na liturgia: há uma lembrança diária na missa, com o Memento (= lembrança) dos mortos, e no Ofício divino com a breve oração (as almas dos fiéis pela misericórdia de Deus, descansem em paz), e existe sobretudo a celebração hodierna na qual cada sacerdote pode celebrar três missas em sufrágio das almas dos falecidos. A comemoração dos falecidos, devida ao abade de Cluny, santo Odilon, em 998, não de todo nova na Igreja, pois em toda parte se celebrava a festa de todos os santos e o dia seguinte era dedicado a memória dos fiéis falecidos. Mas o fato de que milhares de mosteiros beneditinos dependessem de Cluny favoreceu a ampla difusão da comemoração e muitas partes da Europa setentrional. Depois também em Roma, em 1311, foi sancionada oficialmente a memória dos falecidos.

O privilégio das três missas no dia 2 de novembro, concedido a Espanha em 1748, foi estendido a Igreja universal por Bento XV em 1915. Desejava-se assim sublinhar uma grande verdade, que tem o seu fundamento na Revelação: a existência da Igreja triunfante e a militante. Estado intermediário, mas temporário “onde o espírito humano se purifica e se torna apto ao céu”, segundo a imagem de Dante. Na primeira epístola aos coríntios, são Paulo usa a imagem de um edifício em construção.

Os pregadores são os operários que edificam sobre o fundamento colocado pelos primeiros enviados de Cristo, os Apóstolos. Existem os que cumprem um trabalho, caprichado e sua obra fica sem defeitos, outros ao contrário misturam com o bom material um material de segunda, madeira e palha, isto é vanglória e indiferença. Depois vem a vistoria, que são Paulo chama de dia do Senhor, a prova de fogo: a provação apreciará a obra de cada um. Alguns assistirão a resistência do seu edifício, outros verão desabar o seu. “Ora – acrescenta o apóstolo são Paulo – se a obra que alguém edificou permanecer em pé, ele receberá a recompensa, se se queimar, sofrerá prejuízo, mas ele será salvo por meio de fogo.”

A essas almas, que a prova de fogo obriga a purificação, em vista da plena alegria do paraíso, a Igreja dedica hoje, uma memória particular, para ressaltar mediante a caridade do sufrágio aquele vínculo de amor que une perenemente aqueles que morreram no sinal da fé e foram destinados a eterna comunhão com Deus.
Fonte: Cléofas

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