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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dom Bosco: nasceu para ser o santo dos jovens


''Meus caros jovens, eu vos amo de todo coração, basta-me saber que sois jovens para que vos ame profundamente". 31 de janeiro é Dia de São João Bosco, ou Dom Bosco, como é mais conhecido. Fundador dos salesianos, é copnsiderado o "apóstolo dos jovens", em razão de sua dedicação a acolher e educar crianças e adolescentes, especialmente os mais pobres.
Ele ficou muito conhecido também por suas visões - como aquela que muitos consideram como a profecia da construção de Brasília (sim, a capital do Brasil!), cidade da qual ele é padroeiro, junto com Nossa Senhora Aparecida.
Conheça, a seguir, um pouco mais sobre a história desse grande santo.
Nascido em Murialdo, aldeia de Castelnuovo de Asti, no Piemonte, aos dois anos de idade faleceu-lhe o pai, Francisco Bosco. Mas, felizmente, tinha ele como mãe Margarida Occhiena, que lembra as mulheres fortes do Antigo Testamento. Com sua piedade profunda, capacidade de trabalho e senso de organização, conseguiu manter a família, mesmo numa época tão difícil para a Europa como foi a do início do século XIX, dilacerada pelas cruentas guerras napoleônicas. João Bosco tinha um irmão, dois anos mais velho que ele, e um meio-irmão já entrando na adolescência.
Sua Mãe ensina o caminho de santidade
A influência da mãe sobre o filho caçula foi altamente benéfica. “Parece que a paciência e a doce firmeza de Mamãe Margarida influenciaram São João Bosco, e que toda uma parte de sua amenidade, de seus métodos afáveis, deve ser atribuída aos modos de sua mãe, à sua maneira de ordenar e de prescrever, sem gritos nem tumulto. [...] Margarida terá sido uma dessas grandes educadoras natas, que impõem sua vontade à maneira de doce implacabilidade” [...].
“João Bosco é um entusiasta da Virgem. Mamãe Margarida lhe revelou, pelo seu exemplo, a bondade, a ternura, a solicitude de Mamãe Maria. As duas mães se confundem em seu coração. Dom Bosco será um dos grandes campeões de Maria, seu edificador, seu encarregado de negócios”1.
Pleno dos dons do Espírito Santo
A Providência falava a ele, como a São José, em sonhos. Aos nove anos teve o primeiro sonho profético, no qual — sob a figura de um grupo de animais ferozes que, sob sua ação, vão se transformando em cordeiros e pastores — foi-lhe mostrada sua vocação de trabalhar com a juventude abandonada e fundar uma sociedade religiosa para dela cuidar.
Com dotes físicos e intelectuais, era um líder nato. Por isso, "se bem que pequeno de estatura, tinha força e coragem para meter medo em companheiros de minha idade; de tal forma que, quando havia brigas, disputas, discussões de qualquer gênero, era eu o árbitro dos contendores, e todos aceitavam de bom grado a sentença que eu desse”, dirá ele em sua autobiografia. Observador como era, aprendia os truques dos saltimbancos e prestidigitadores, de maneira a atrair seus companheiros para seus jogos e pregação, pois desde os sete anos foi um apóstolo entre eles.
Possuía um vivo discernimento do Espírito Santo, como ele mesmo afirmou: "Ainda muito pequeno, já estudava o caráter de meus companheiros. Olhava-os na face e ordinariamente descobria os propósitos que tinham no coração”3. Essa preciosa qualidade depois o ajudaria muito no apostolado com a juventude.
Órfão de pai, muito pobre para estudar para o sacerdócio como pretendia, e tendo sobretudo a incompreensão do meio-irmão, que o queria no campo, aos 12 anos a mãe lhe pôs sobre os ombros um bornal com alguns pertences e o enviou a procurar trabalho nas fazendas vizinhas. Assim o adolescente perambulou pela região, servindo de garçom num café, de aprendiz de alfaiate, de sapateiro, de marceneiro, de ferreiro, preceptor, tudo com um empenho exímio, que o levará depois a ensinar esses ofícios a seus "birichini"4 nas escolas profissionais que fundará.
Confiança no sobrenatural
A vida de São João Bosco é um milagre constante. É humanamente inexplicável como ele conseguiu, sem dinheiro algum, construir escolas, duas igrejas — uma sendo a célebre Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora — prover de máquinas específicas suas escolas profissionais, nutrir e vestir mais de 500 rapazes numa época de carestia.
Para Pio XI, "em D. Bosco o sobrenatural havia chegado a ser natural; o extraordinário, ordinário; e a legenda áurea dos séculos passados, realidade presente”.
Quando mais ele precisava e menos possibilidade tinha de obter dinheiro, aparecia algum doador anônimo para lhe dar a exata quantia necessitada. Mas ele empenhava-se também em promover rifas, leilões e tudo que pudesse render algum dinheiro para sua obra.
Educador ímpar, e sobretudo eficaz diretor de consciências, vários de seus meninos morreram em odor de santidade, sendo o mais conhecido deles São Domingos Sávio. Dom Bosco escreveu-lhe a biografia e a de vários outros.
Necessitando Dom Bosco de ajuda para seu apostolado incipiente, não teve dúvidas em ir pedi-la à sua mãe, já entrada na velhice e vivendo retirada junto ao outro filho e netos. Essa mulher forte pegou alguma roupa e objetos de que poderia necessitar, e, sem olhar para trás, seguiu seu filho a pé, nos 30 quilômetros que separavam sua vila de Turim. Tornou-se ela a mãe de tantos "birichini", aos quais alimentava, vestia e ainda dava sábios conselhos. Foi seguindo seu costume que seu filho instituiu as belas Boa Noite, ou palavras edificantes aos meninos antes de eles irem dormir.
Escrevendo a reis e imperadores
São João Bosco mantinha uma correspondência intensa, escrevendo para imperadores, reis, nobreza, dirigentes da nação, com uma liberdade que só os santos podem ter. Assim, transmitiu ao Imperador da Áustria um recado memorável de Nosso Senhor para que ele se unisse às potências católicas, a fim de se opor ao poderio crescente da Prússia protestante. Escreveu também à nossa Princesa Isabel, recomendando-lhe seus salesianos no Brasil. Ao rei do Piemonte, prestes a tomar medidas contra a Igreja, alertou-o da morte que reinaria no palácio, caso isso ocorresse. Como o soberano não voltou atrás, quatro membros da família real se sucederam no túmulo, em breve espaço de tempo.
São João Bosco morreu em Turim a 31 de janeiro de 1888, sendo canonizado por Pio XI em 1934.
Por Padre ToninhoRamos Prado, sdb, com informações do site Lepanto e do livro "Dom Bosco e os Jovens", de Bosco Terésio.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

São Francisco de Sales


Francisco de Sales, primogênito dos treze filhos dos Barões de Boisy, nasceu no castelo de Sales, na Sabóia, em 21 de agosto de 1567. A família devota de São Francisco de Assis, escolheu esse para ele, que posteriormente o assumiu como exemplo de vida. A mãe se ocupava pessoalmente da educação de seus filhos. Para cada um escolheu um preceptor. O de Francisco era o padre Deage, que o acompanhou até sua morte, inclusive em Paris, onde o jovem barão fez os estudos universitários no Colégio dos jesuítas.
Francisco estudou retórica, filosofia e teologia que lhe permitiu ser depois o grande teólogo, pregador, polemista e diretor espiritual que caracterizaram seu trabalho apostólico. Por ser o herdeiro direto do nome e da tradição de sua família, recebeu também lições de esgrima, dança e equitação, para complementar sua já apurada formação. Mas se sentia chamado para servir inteiramente a Deus, por isso fez voto de castidade e se colocou sob a proteção da Virgem Maria.
Aos 24 anos, Francisco, doutor em leis, voltou para junto da família, que já lhe havia escolhido uma jovem nobre e rica herdeira para noiva e conseguido um cargo de membro do Senado saboiano. Ao vê-lo recusar tudo, seu pai soube do seu desejo de ser sacerdote, através do tio, cônego da catedral de Genebra, com quem Francisco havia conversado antes. Nessa mesma ocasião faleceu o capelão da catedral de Chamberi, e, o cônego seu tio, imediatamente obteve do Papa a nomeação de seu sobrinho para esse posto.
Só então seu pai, o Barão de Boisy, consentiu que seu primogênito se dedicasse inteiramente ao serviço de Deus. Sem poder prever que ele estava destinado a ser elevado à honra dos altares; e, muito mais, como Doutor da Igreja!
Durante os cinco primeiros anos de sua ordenação, o então padre Francisco, se ocupou com a evangelização do Chablais, cidade situada às margens do lago de Genebra, convertendo, com o risco da própria vida, os calvinistas. Para isso, divulgava folhetos nos quais refutava suas heresias, mediante as verdades católicas. Conseguindo reconduzir ao seio da verdadeira Igreja milhares de almas que seguiam o herege Calvino. O nome do padre Francisco começava a emergir como grande confessor e diretor espiritual.
Em 1599, foi nomeado Bispo auxiliar de Genebra; e, três anos depois, assumiu a titularidade da diocese. Seu campo de ação aumentou muito. Assim, Dom Francisco de Sales fundou escolas, ensinou catecismo às crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza, que desempenharam papel preponderante na reforma religiosa empreendida na época com madre Joana de Chantal, depois Santa, que se tornou sua co-fundadora da Ordem da Visitação, em 1610.
Todos queriam ouvir a palavra do Bispo, que era convidado a pregar em toda parte. Até a família real da Sabóia não resistia ao Bispo-Príncipe de Genebra, que era sempre convidado para pregar também na Corte.
Publicou o livro que se tornaria imortal: "Introdução à vida devota". Francisco de Sales também escreveu para suas filhas da Visitação, o célebre "Tratado do Amor de Deus", onde desenvolveu o lema : "a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida". Os contemporâneos do Bispo-Príncipe de Genebra não tinham dúvidas a respeito de sua santidade, dentre eles Santa Joana de Chantal e São Vicente de Paulo, dos quais foi diretor espiritual.
Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lion, França. O culto ao Santo começou no próprio momento de sua morte. Ele é celebrado no dia 24 de janeiro porque neste dia, do ano de 1623, as suas relíquias mortais foram trasladadas para a sepultura definitiva em Anneci. Sua beatificação, em 1661, foi a primeira a ocorrer na basílica de São Pedro em Roma. Foi canonizado quatro anos depois. Pio IX declarou-o Doutor da Igreja e Pio XI proclamou-o o Padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos. Dom Bosco admirava tanto São Francisco de Sales que deu o nome de Congregação Salesiana à Obra que fundou para a educação dos jovens.

24 de janeiro - São Francisco de Sales


Glorioso São Francisco de Sales,
vosso nome carrega a doçura do coração mais aflito;
suas obras exalam a seleta piedade;
sua vida foi um sacrifício contínuo de amor perfeito
cheio de sabor real para as coisas espirituais,
abandono generoso e amoroso à vontade divina.
Ensina-me a humildade interior e a doçura exterior
e a imitação de todas as virtudes que tens sábido imitar dos Corações de Jesus e Maria. 
Amém

Que pela intercessão de São Francisco de Sales Deus nos abençoe e fortaleça na missão de evangelizar comunicando.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A festa de são Sebastião nos chama a não ter medo de anunciar Jesus Cristo:


São Sebastião: exemplo de testemunho para os cristãos

Finalizando o quinto dia de peregrinação pela cidade com a réplica da imagem original do Padroeiro do Rio de Janeiro, o cortejo ao Jovem Discípulo de Jesus Cristo visitou, nesta quarta-feira, 11 de janeiro, a Paróquia São Sebastião, em Bento Ribeiro.

Com uma grande queima de fogos, a comunidade acolheu a Imagem Peregrina do Santo Mártir e participou da Celebração Missionária, presidida pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, e concelebrada pelo Vigário Episcopal do Vicariato Suburbano, Monsenhor Gilson José Macedo da Silveira, pelo Pároco Padre Alexander Prata de Oliveira, e pelo Padre Tiago Sardinha.

Durante a reflexão da Palavra de Deus (Hebreus 11, 1-2. 12, 1-4), o Arcebispo ressaltou a importância das várias testemunhas de Jesus Cristo para os cristãos, sendo São Sebastião uma delas.

- Nós conhecemos muitas pessoas que vivem como heróis e testemunham Jesus Cristo. E a Igreja também reconhece aqueles que ela já beatificou e canonizou. Como diz a Carta aos Hebreus: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem. Por ela, os antigos receberam um bom testemunho de Deus. Portanto, com tamanha nuvem de testemunhas em torno de nós, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que nos envolve”. São Sebastião é uma dessas testemunhas que compõem essa tamanha nuvem que está escrita em  Hebreus. Precisamos olhar para ele não só como intercessor, mas como aquele que testemunha a fé, afirmou Dom Orani.

O Pároco, Padre Alexander Prata de Oliveira, agradeceu a presença do Arcebispo e testemunhou a devoção de todos os paroquianos, que durante alguns dias peregrinaram pelas ruas do bairro com algumas imagens do Padroeiro, levando a mensagem do Evangelho e o testemunho de São Sebastião a diversos lugares.

- De modo especial eu fico muito feliz com este carinho de Deus, que nos traz uma experiência de continuidade na missão. Renovemos a situação difícil que se apresenta hoje em nossas vidas e olhemos com fé para nosso Padroeiro. Que nos ajuda a enxergar esse amor de Deus por nós. (...) Cada uma das imagens de São Sebastião, que foram a tantos lugares, levaram a Palavra e esse amor de Deus que faz, fez e fará maravilhas em nossas vidas. Por isso, saímos às ruas para dizer que somos filhos de Deus e uma, duas, três milhões de flechas não irão nos abater, porque estamos em Jesus Cristo, ressaltou Padre Alexander.

O Vigário Episcopal do Vicariato Suburbano, Monsenhor Gilson José Macedo da Silveira, também falou sobre a missionariedade de São Sebastião, exortando os fiéis para que não tenham medo de testemunhar Jesus Cristo.

- Nós todos somos os peregrinos de Jesus, e ele nos convida a caminhar no mundo de hoje como aqueles que levam a luz de Cristo. O maior sinal que São Sebastião deu foi testemunhar e levar a verdadeira luz a todos. Que não tenhamos medo das trevas e que a luz de Jesus Cristo acenda em qualquer lugar por onde formos. Que manifestemos o Senhor em todas as nossas ações, orientou Monsenhor Gilson.

No término da Celebração Missionária, os fiéis foram aspergidos com água benta e se despediram da imagem peregrina de São Sebastião, com cânticos em homenagem ao Santo Padroeiro e outra grande queima de fogos.
– Para nós, é um momento de benção e graça acolher a Imagem do Padroeiro da comunidade e do Rio de Janeiro, e o nosso Arcebispo, que tem sido um verdadeiro pai para todos de nossa Arquidiocese. É sempre uma grande graça para nós acolher a Trezena e que São Sebastião possa interceder por todos nós, disse a paroquiana Tininha.

Em apenas cinco dias da Trezena de São Sebastião, a Arquidiocese do Rio de Janeiro já levou a Imagem Peregrina do Santo Padroeiro a vinte lugares diferentes, entre paróquias, capelas, conventos, hospitais, órgãos de segurança pública, empresas de comunicação, praças e comunidades da cidade.

Na próxima quinta-feira, 12 de janeiro, o cortejo a São Sebastião visitará a sede da Prefeitura, na Cidade Nova, e o Mosteiro de Nossa Senhora da Ajuda, em Vila Isabel.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

a.C ou d.C???

Neste dia, em que estamos nas oitavas do Natal do Senhor, celebramos o primeiro mártir cristão: Estevão. 
Ontem celebrávamos o nascimento do Senhor. E assim, Deus nos convida a deixar Jesus nascer em nossa vida. A deixar a graça do Natal acontecer em nossas vidas, em nossas famílias... Todos os anos somos chamados a celebrar este acontecimento que até podemos chamar de histórico, que marcou toda a história, mas sobretudo marcou toda a humanidade, e marcou a minha e a sua história. O Natal é momento de fazer compras, é momento de fazer amigo ocultos entre os amigos do trabalho, da faculdade, dos grupos, é momento de trocar presentes, de fazer a ceia, reunir a família, não economizamos em nada, mas para que tudo isso se não entendemos o grande sentido desta celebração? É perder muita coisa não aproveitar esta celebração no seu real sentido. Natal feliz é Natal com Jesus. Pode até ser meio estranho dizer isso porque não é o nascimento dele comemorado no dia 25? É sim, mas o verdadeiro sentido se perde quando achamos que é simplesmente uma festa, onde o mundo inteiro pára, enfeita as casas, as ruas, o comércio...Quando não vemos o sentido verdadeiro no Natal, ficamos olhando somente para o que faltou, se faltou algo na ceia, para o presente que não ganhou ou que podia ser diferente, ficamos tristes pela falta das pessoas que já se foram e não fizeram parte da ceia neste ano... Natal é tempo de conversão. É tempo de deixar o Menino nascer e marcar a nossa história. E você, em que tempo da sua história está a.C. ou  d.C.???

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Is9:6" O Menino se chama Deus conosco, se chama o Caminho, a Verdade, a Vida, a Palavra, que sustenta todo o universo e pelo qual todo o universo foi criado. Se chama Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Principe da Paz. Tudo foi feito por ele e sem ele nada foi feito. Deixe Jesus nascer, marcar a sua história e transformar a sua vida. Se você está vivendo na era antes de Cristo, e "é desses" onde "quem com ferro fere, com ferro será ferido", que "farinha pouca meu pirão primeiro", que você diz "quem fala o que quer ouve o que não quer". Se em seu coração só existe amargura, orgulho, grosseria, inveja, maus pensamentos, raiva, disputa, etc... Hoje é o dia de você mudar de era. Viva o Natal de Jesus em sua vida! Deixe o Menino nascer em seu coração vivendo a conversão a que todos os dias somos chamados. Viva esta metanóia, mude de direção, quando o menino nasce sua imensa Luz dissipa toda treva. Natal é tempo de conversão, de mudança de vida, de viver o amor, a reconciliação, de buscar a santidade. Jesus veio, vem e virá. Não queremos ser pegos despreparados! Que quando nosso Senhor voltar sejamos como as virgens que foram prudentes e estavam preparadas para a chegada do Esposo.

Que a exemplo de Santo Estevão, possamos ser contradição neste tempo. Vivendo radicalmente o amor, o perdão, a santidade, se for preciso até a morte. Quando deixamos o Menino nascer, não há como conter, nossa missão é falar desse Menino que traz de volta a esperança, a paz, a alegria... Santo Estevão falava com a Sabedoria vinda de Deus. O Menino tem o poder de falar direto ao nosso coração, ele nos incomoda, não podemos mais ser os mesmos quando o Menino nasce em nossos corações.

No Evangelho de hoje o Senhor diz que "quem perseverar até o fim será salvo" que neste Natal possamos Recomeçar com Deus, e sermos anunciadores de Jesus falando com a Sabedoria dada por Deus perseverando nos ensinamentos que aprendemos do Senhor. 

E a recompensa para fidelidade é contemplar a Glória de Deus. O fruto da perseverança de Estêvão era ser cheio do Espírito Santo. Seja fiel, a vida vai te dar várias oportunidades de ser fiel ao Senhor e quando as circunstancias te derem a opção de dizer sim ou não ao Senhor não pense duas vezes! Seja generoso no SIM ao Senhor, seja fiel custe o que custar, seja perseverante no amor, no perdão, na esperança e você não se arrependerá.

Vamos orar, diga ao Senhor seu desejo de se converter, o desejo de que ele nasça em seu coração, em sua família...

Jesus Menino, quero recomeçar, não quero mais viver no pecado, com o coração amargurado, sendo instrumento das trevas, com ódio, rancor, inveja, ciúmes, palavrões, palavras malditas em meu coração. Nasce aqui no meu coração, ilumina as trevas com tua luz. Faz de mim uma nova criatura. Quero amar, quero perdoar, quero voltar a acreditar. Faz-me fiel a ti em todo tempo quero ser cheio(a) do teu Espírito. Faz de mim contradição neste tempo, quero ser fiel, se for preciso até a morte.

Que este Natal seja o Recomeço em sua vida!

Feliz Natal!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Frases de São João da Cruz

Imagem de Destaque


Senhor, quero padecer e ser desprezado por amor de Vós








São João da Cruz foi um dos santos mais desconcertantes e ao mesmo tempo mais transparentes da mística moderna. Grande mestre da vida espiritual, transformou todas as cruzes em meios de santificação para si e para os irmãos.
Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro, dar-lhe força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não o fazer sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: deixá-lo morrer desprezado e escarnecido pelos homens. Pregador, místico, escritor epoeta, João da Cruz faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591 com 49 anos de idade e o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja.
Confira um pouco de sua riqueza espiritual expressa em suas frases:
"Não se contentar com o que diz o confessor é orgulho e falta de fé."
"A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer, sente-se impedida em sua liberdade e contemplação."
"O mais leve movimento de uma alma animada de puro amor é mais proveitoso à Igreja do que todas as demais obras reunidas."
"Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos."
"Meus são os Céus e minha é a Terra, meus são os homens, e os justos são meus; e meus os pecadores. Os Anjos são meus, e a Mãe de Deus, todas as coisas são minhas. O próprio Deus é meu e para mim, pois Cristo é meu e tudo para mim." (Sobre a Eucaristia)
"Não faça coisa alguma, nem diga palavra alguma que Cristo não faria ou não diria se encontrasse as mesmas circunstâncias."
"Renuncie aos desejos e encontrará e encontrará o que seu coração deseja."
"Que felicidade o homem poder libertar-se de sua sensualidade! Isto não pode ser bem compreendido, a meu ver, senão por quem o experimentou. Só então se verá claramente como era miserável a escravidão em que se estava."
"Quem se queixa ou murmura não é cristão perfeito, nem mesmo um bom cristão."
"Senhor, quero padecer e ser desprezado por amor de Vós."
"A pessoa que está presa por algum afeto a alguma coisa, mesmo pequena, não alcançará a união com Deus, mesmo que tenha muitas virtudes. Pouco importa se o passarinho esta com um fio grosso ou fino... ficará sempre preso e não poderá voar."
"Para possuir Deus plenamente é preciso nada ter; porque se o coração pertence a Ele, não pode voltar-se para outro."
"O demônio teme a alma unida a Deus como ao próprio Deus."
"O afeto e o apego da alma à criatura torna-a semelhante a esta mesma criatura. Quanto maior a afeição, maior a identidade e semelhança, porque é próprio do amor tornar aquele que ama semelhante ao amado."
"Dar tudo pelo tudo."
"A pessoa que caminha para Deus e não afasta de si as preocupações, nem domina suas paixões, caminha como quem empurra um carro encosta a cima."
"A constância de ânimo, com paz e tranqüilidade, não só enriquece a pessoa, como a ajuda muito a julgar melhor as adversidades, dando-lhes a solução conveniente."
"O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em despojar-se e sofrer pelo amado."
"O progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber."
"Deus quer mais de ti um mínimo de obediência e docilidade, do que todas as ações que realizas por ele."
"Mesmo carregado de grandes e molestas tentações, o homem pode ir a Deus, desde que sua razão e vontade não consintam nelas."
"Queira torna-te, no padecer, algo semelhante a este nosso grande Deus, humilhado e crucificado, pois que esta vida só tem razão de ser se for para imitá-lo."
"Quando a alma se acha livre e purificada de tudo, em união com Deus, nenhuma coisa poderá aborrecê-la. Daqui se origina para ela, neste estado, o gozo de uma contínua vida e tranqüilidade, que ela nunca perde nem jamais lhe falta."
"Tal é a alma que está enamorada de Deus. Não pretende vantagem ou prêmio algum a não ser perder tudo e a si mesma, voluntariamente, por Deus, e nisto encontra todo seu lucro."
"Não fujas dos sofrimentos, porque neles está a tua saúde."
Canção Nova

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Música: Educação para vida"

Santo Agostinho nos diz que "o canto é a expressão do amor", mas, como devemos expressar o amor? Cantando tudo que nos vem na cabeça? Acho que não! Santo agostinho faz referência ao verdadeiro amor, o amor "Ágape", ao amor de Deus que tudo suporta. Volto a perguntar, mas "como expressar este amor"? O papa Bento XVI vem, então, preencher esta lacuna, quando reitera que "a música não se trata apenas de um exercício exterior, mas uma educação do interior, do coração, um exercício de educação para a vida e para a paz". Precisamos educar o nosso coração com músicas que expressem o amor verdadeiro. Letras que dê sentido a nossa vida e que nos permita interiorizar e expressar a paz de Deus. Eu me pergunto quantas vezes eu investir na propagação desta "expressão do amor" a qual nos remete santo agostinho e o papa Bento. Gastamos dinheiro muitas vezes com coisas supérfluas, somos incapazes de comprar um cd com canções católicos, mas nos consumimos o tempo todo por falsas expressões de amor nas ruas que caminhamos porque somos obrigados, ou as vezes, nem tão obrigados assim, em nossos momentos de descontração em boates, bares ou casas de show. Mas, alguns podem dizer isto é errado? Não, podemos enquadrar isso a um exercício exterior como nos fala o papa Bento, o problema é quando exercitamos mais o exterior do que o interior, e ao colocarmos na balança, nos depararmos que pouco nos educamos para a vida e menos ainda expressamos o verdadeiro amor. Diante de tudo isso, maior se faz o papel do músico a quem é atribuído o dom para que se possa ser expressado tal amor. Contudo, uma das pessoas que soube educar-se para a expressar o amor ágape foi Santa Cecília.

No dia 22 de novembro a igreja faz memória a mártir Santa Cecília. A jovem de família romana pagã, nobre, rica e influente desde pequena era muito religiosa, dedicou-se a estudar música, filosofia e a Palavra. Por vontade própria, Cecília desprezou os prazeres do mundo para se tornar esposa de Cristo, sobre os votos de virgindade. Entretanto, seus pais haviam escolhido um esposo para ela. Cecília, então, contou seus votos para o marido. Este junto de seu irmão ao ouvir a pregação do Papa Urbano se converteram aos cristianismo. Mas tarte, o boato de que eram cristãos levou Cecília, o marido e o cunhado a pena de morte sobre o mandado do Prefeito de Roma. Santa Cecília é tida como a padroeira da música e do canto sacro. Seu corpo até hoje permanece intacto em uma basílica dedicada a ela, construída em seu antigo palácio.

Fonte: PJ Rio

Santa Cecília


Hoje celebramos a santidade da virgem que foi exaltada como exemplo perfeitíssimo de mulher cristã, pois em tudo glorificou a Jesus. Santa Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto assim que no século V uma Basílica foi construída em sua homenagem. Embora se trate da mesma pessoa, na prática fala-se de duas santas Cecílias: a da história e a da lenda. A Cecília histórica é uma senhora romana que deu uma casa e um terreno aos cristãos dos primeiros séculos. A casa transformou-se em igreja que se chamou mais tarde Santa Cecília no Trastévere; o terreno tornou-se cemitério de São Calisto, onde foi enterrada a doadora, perto da cripta fúnebre dos Papas. No século VI, quando os peregrinos começaram a perguntar quem era essa Cecília cujo túmulo e cuja inscrição se encontravam em tão honrosa companhia, para satisfazer a curiosidade deles, foi então publicada uma Paixão, que deu origem à Cecília lendária; esta foi sem demora colocada na categoria das mártires mais ilustres. Segundo o relato da sua Paixão Cecília tinha sido uma bela cristã da mais alta nobreza romana que, segundo o costume, foi prometida pelos pais em casamento a um nobre jovem chamado Valeriano. Aconteceu que, no dia das núpcias, a jovem noiva, em meio aos hinos de pureza que cantava no íntimo do coração, partilhou com o marido, com transparência, o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um Anjo guardava sua decisão.


Valeriano, que até então era pagão, a respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o Anjo. Desse desafio Cecília conseguiu a conversão do esposo que foi apresentado ao Papa Urbano, sendo então preparado e batizado, juntamente com um irmão de sangue de nome Tibúrcio. Depois de batizado, o jovem, agora cristão, contemplou o Anjo, que possuía duas coroas (símbolo do martírio) nas mãos. O Anjo colocou uma coroa sobre a cabeça de Cecília e outra sobre a de Valeriano, o que significava um sinal, pois primeiro morreu Valeriano e seu irmão por causa da fé abraçada e logo depois Santa Cecília sofreu o martírio, após ter sido presa ao sepultar Valeriano e Tibúrcio na sua vila da Via Ápia.


Colocada perante a alternativa de fazer sacrifícios aos deuses ou morrer, escolheu a morte. Ao prefeito Almáquio, que lembrava Cecília que tinha sobre ela direito de vida ou de morte, ela respondeu: "É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida". Almáquio condenou-a a morrer asfixiada; como ela sobreviveu a esse suplício, mandou cortar-lhe a cabeça. Nas Atas de Santa Cecília lê-se esta frase:"Enquanto ressoavam os concertos profanos das suas núpcias, Cecília cantava no seu coração um hino de amor a Jesus, seu verdadeiro esposo". Estas palavras, lidas um tanto por alto, fizeram acreditar no talento musical de Santa Cecília e valeram-lhe o ser padroeira dos músicos. Hoje essa grande mártir e padroeira dos músicos canta louvores ao Senhor no céu.


Santa Cecília, rogai por nós!


Fonte: Canção Nova

domingo, 6 de novembro de 2011

A vocação à santidade - Solenidade de Todos os Santos


Encontramos hoje, na liturgia da palavra, uma boa resposta para a pergunta "Quem são os santos?". Isto, dá-nos o salmo que rezamos em resposta à primeira leitura (cf. Ap 7,2-4.9-14): “Eis a geração que o buscam, que buscam a tua face, ó Deus de Jacó”. Santos são aqueles que buscam a face de Deus. Muitos têm a ideia de que os santos sejam pessoas extraordinárias, fenomenais, que estabeleceram algum tipo de trabalho ou algum tipo de milagre em sua vida. Mas, na realidade, são pessoas que não se cansaram de buscar a Deus e seu rosto e, talvez por isso, é que algumas pessoas têm realmente feito coisas extraordinárias. Por isso são bem-aventurados, são felizes!

Este é o caminho para o qual nos conduz o apóstolo São Paulo em sua Carta aos Filipenses, que por ele são chamados de santos em Cristo Jesus... Buscar a sua face é concordar com Jesus, que é o único que nos faz santos; é dar tudo em nossas vidas para acolher esta santidade – cada cristão é santo em Cristo Jesus porque vive numa vinculação original, radical e substancial com o seu Senhor.

Esta busca do rosto de Deus ajuda a entender melhor que a santidade é uma viagem, um caminho. É responsavelmente acolher os aspectos da vida, mesmo nos menos convidativos... nos momentos do pranto, da dor, da incompreensão, do sofrimento, do vazio...

A santidade é vocação para todos: recordemos aqui as preocupações do Beato João Paulo II, que dizia isso ao beatificar e canonizar tantos irmãos e irmãs. Nesse caso a imagem da primeira leitura pode nos ajudar: “Apareceu uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, raça e língua”.  Contar todas as pessoas que foram e são santas é impossível, porque seria como tentar medir a misericórdia de Deus, pois a misericórdia de Deus não conhece limites. Mateus, no Evangelho das Bem-Aventuranças (cf. Mt 5,1-12a) enfatiza o fato de Jesus sentar-se, ou seja, o ato de ensinar, falar como um mestre.

O Concílio Ecumênico Vaticano II já recordava a vocação universal a que todos somos chamados: a santidade! Em união com a Igreja triunfante (na comunhão dos santos), peçamos ao Pai que os membros da Igreja peregrina se comprometam com a sua vocação à santidade. Que em cada família os pais, ao abençoarem seus filhos, desejem que os mesmos sejam santos, que vivam a vocação a que foram chamados, buscando a face de Deus em todos que deles se aproximarem. Vivamos, pois, a santidade, cada qual em seu estado, e possamos, como nos ensinou o papa Bento XVI, levar essa direção como meta de vida:
“A Solenidade de Todos os Santos é a ocasião propícia para elevar o olhar das realidades terrenas, dispersas pelo tempo, à dimensão de Deus, a dimensão da eternidade e da santidade”. O papa então enfatizou que a solenidade de todos os santos “nos recorda que a santidade é a vocação originária de cada batizado” e “que todos os membros do Povo de Deus são chamados a ser santos, segundo a afirmação do apóstolo Paulo ‘esta, de fato, é a vontade de Deus, a vossa santificação’ (1 Ts 4,3)”.

Sejamos santos e vivamos a santidade, do levantar e ao deitar, em casa, no trabalho, no lazer e na vida comunitária. Só vence as lutas cotidianas quem, se espelhando na imensidão de santos e santas, busca a comunhão nessa realidade temporal com a comunhão dos santos. Que todos os santos e santas de Deus nos ajudem a viver a santidade e a missão, amém!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Frei Galvão, seu coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos.

Santo do Dia
25 de outubro - Frei Galvão, o primeiro Santo brasileiro.





Conhecido como "o homem da paz e da caridade", Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP). 


Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas. Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo. Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição. Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do "recolhimento". Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis. 


Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: "Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822". Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado. Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: "O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades". O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai por nós!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

18 de outubro - Santo do dia


São Lucas
Lucas é um dos quatro evangelistas. O seu Evangelho é reconhecido como o do amor e da misericórdia. Foi escrito sob o signo da fé, nos tempos em que isso podia custar a própria vida. Mas falou em nascimento e ressurreição, perdão e conversão, na salvação de toda a humanidade. Além do terceiro evangelho, escreveu os Atos dos Apóstolos, onde registrou o desenvolvimento da Igreja na comunidade primitiva, relatando os acontecimentos de Jerusalém, Antioquia e Damasco, deixando-nos o testemunho do Cristo da bondade, da doçura e da paz.

Lucas nasceu na Antioquia, Síria. Era médico e pintor, muito culto, e foi convertido e batizado por são Paulo. No ano 43, já viajava ao lado do apóstolo, sendo considerado seu filho espiritual. Escreveu o seu Evangelho em grego puro, quando são Paulo quis pregar a Boa-Nova aos povos que falavam aquele idioma. Os dois sabiam que mostrar-lhes o caminho na própria língua facilitaria a missão apostólica. Assim, através de seus escritos, Lucas tornou-se o relator do nascimento de Jesus, o principal biógrafo da Virgem Maria e o primeiro a expressá-la através da pintura.

Quando das prisões de são Paulo, Lucas acompanhou o mestre, tanto no cárcere como nas audiências. Presença que o confortou nas masmorras e deu-lhe ânimo no enfrentamento do tribunal do imperador. Na segunda e derradeira vez, Paulo escreveu a Timóteo que agora todos o haviam abandonado. Menos um. "Só Lucas está comigo" E essa foi a última notícia certa do evangelista.

A tradição cristã diz-nos que depois do martírio de são Paulo o discípulo, médico e amigo Lucas continuou a pregação. Ele teria seguido pela Itália, Gálias, Dalmácia e Macedônia. E um documento traduzido por são Jerônimo trouxe a informação que o evangelista teria vivido até os oitenta e quatro anos de idade. A sua morte pelo martírio em Patras, na Grécia, foi apenas um legado dessa antiga tradição.

Todavia, por sua participação nos primeiros tempos, ao lado dos apóstolos escolhidos por Jesus, somada à vida de missionário, escritor, médico e pintor, transformou-se num dos pilares da Igreja. Na suas obras, Lucas dirigia-se a um certo Teófilo, amigo de Deus, que tanto poderia ser um discípulo como uma comunidade, ou todo aquele que entrava em contato com a mensagem da Boa-Nova através dessa leitura. Com tal recurso literário, tornou seu Evangelho uma porta de entrada à salvação para todos os povos, concedendo o compartilhamento do Reino de Deus por todas as pessoas que antes eram excluídas pela antiga lei.
São Lucas, rogai por nós


fonte: http://catolicismobrasil.blogspot.com

domingo, 16 de outubro de 2011

Santa Margarida Maria Alacoque


Ainda muito pequena, bastava alguém dizer-lhe que tal coisa ofendia a Deus, para que ela compreendesse imediatamente que não devia fazer. A menina Margarida rezou certo dia: “ó meu Deus, eu vos consagro minha pureza e vos faço o voto da castidade perpétua”. Mais tarde, ela própria disse que não sabia bem o que significava tal voto, mas sentiu-se inspirada a fazer tal consagração.

Faleceu com apenas quarenta e três anos de idade, no dia 17 de outubro de 1690, em Paray-le-Monial, na sua França. Foi canonizada, em 1920, pelo papa Bento XV. Santa Margarida Maria Alacoque teve a data de sua festa litúrgica antecipada por um dia para não coincidir com a de santo Inácio de Antioquia.

É válido salientar que no dia 16 de Junho de 1675 Santa Margarida Maria estava rezando diante do Santíssimo Sacramento, quando Nosso Senhor Jesus lhe aparece. E apontando para o seu próprio coração diz: “Eis aqui o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-se e consumir-se, para testemunhar-lhes seu amor e não recebe da maior parte deles senão ingratidões, por suas irreverências, sacrilégios, indiferenças e desprezos”.

Principais promessas feitas pelo Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria:
1 – “As almas consagradas a meu Coração, lhes darei as graças necessárias para seu estado.”
2 – “Darei paz as famílias”.
3 – “As consolarei em todas as aflições”.
4 – “Serei seu amparo e refúgio seguro durante a vida e principalmente na hora da morte”.
5 – “Derramarei bênçãos abundantes sobre seus projetos”.
6 – “Os pecadores encontrarão em meu coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia”.
7 – “As almas tíbias se tornarão fervorosas”.
8 – “As almas fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição”.
9 – “Abençoarei as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta e for honrada”.
10 – “Darei aos sacerdotes a graça de mover os corações empedernidos”.
11 – “As pessoas que propagarem esta devoção, terão escrito seu nome em meu coração e jamais será apagado dele”.
12 – “A todos os que comungarem nove primeiras sextas-feiras do mês contínuos, o amor onipotente de meu coração lhes concederá a graça da perseverança final.

Busquemos as graças que o Senhor tem a nos dar!


Fontehttp://www.filhosdacruz.com.br

sábado, 15 de outubro de 2011

Santa Teresa de Ávila

(Gotarrendura28 de março de 1515 — Alba de Tormes4 de outubro de 1582) foi uma religiosa e escritora espanhola, famosa pela reforma que realizou na Ordem dos Carmelitas e pelas suas obras místicas. Foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa Paulo VI.

Alguns de seus pensamentos...

"Quanto mais recebe, mais é obrigado a dar. E então, que podemos nós fazer por um Deus tão generoso que chegou a morrer por nós, que nos criou e nos conserva a vida, senão retribuir, ao menos em parte, o muito que lhe devemos em vista dos grandes serviços que nos prestou?"

"O Senhor nos ama mais do que nós mesmos nos amamos"



"Quem não ama o próximo não vos ama, pois Vós, meu Senhor, como sabemos, demonstraste vosso amor pelos pobres filhos de Adão com toda a efusão do vosso sangue"


"Jesus só quer a nossa amizade"


"Deus tem cuidado dos nossos interesses muito mais do que nós mesmos, sabendo o que convém a cada um"


A sua festa é celebrada no dia 15 de outubro.

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