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sábado, 28 de abril de 2012

Vem Espírito Santo!

...A Tua Luz acendeu em meu coração e eu pude ver em meio a escuridão Tua presença, Tua Fidelidade, Graça e Amor me levantaram outra vez, me deram forças e prosseguirei.

Irei contigo onde quer que fores meu Senhor. O Teu Chamado cumprirei na Alegria ou na dor. E toda vez que eu chorar ou quiser desanimar o Teu Espírito me consolará...
Celebração da Crisma de 2011.

Uma grande expectativa... Os anjos começam a afinar os instrumentos e a ensaiar os cantos no Céu, os santos com alegria se confraternizam. O Céu está em festa, dentro de pouco mais de 48 horas mais uma turma de jovens (144 jovens) e adultos (40 adultos) serão crismados em nossa Paróquia.
Missa de encerramento do retiro para jovens Jovem Levanta-te.
Março / 2012. 
Sexta-feira eles entraram em retiro e domingo serão crismados! A cerimonia será presidida pelo nosso querido Arcebispo Dom Orani João, no Colégio Nossa Senhora da Piedade, av. Amaro Cavalcante 2.591 - Encantado - às 18horas. Todos estão convidados.
Peço a Deus que como Saulo (primeira leitura de sexta-feira, At 9, 1-20) estes sejam os dias de mudança de vida, de conversão e encontro pessoal com Jesus, Amigo, Mestre e Ressuscitado. 
É tempo de clamarmos o Espírito Santo para que estes jovens e adultos se abram à Graça do Espirito Santo, que é derramado com largueza sobre aqueles que pedem. Que eles estejam preparados para receber este Sacramento tão importante, que com esta maturidade espiritual a cada dia sejam mais santos e mais cheio do Espírito Santo.
Contamos com a presença de todos os amigos, paroquianos, crismados, crismandos, enfim, todo o povo de Deus está mais do que convidado, está convocado!
Parabéns crismandos!



Nos encontraremos lá!
Um grande abraço. 


Vem Espírito Santo!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

DILIGENCIA


O ANTIDOTO DA PREGUIÇA

Se abrirmos o pequeno catecismo da nossa Primeira Comunhão, é quase certo que encontraremos uma pergunta acerca dos pecados capitais, seguida da lista dos seus sete nomes. E, a seguir, uma outra pergunta esclarecerá quais são as virtudes opostas aos vícios capitais. Nessa segunda pergunta, estarão impressas certamente estas três palavras: contra preguiça, diligência.

A diligência é o antídoto específico do pecado capital da preguiça. Onde a preguiça cava um abismo, a diligência ergue uma montanha. E o que é a diligência?

Georges Chevrot, no seu livro sobre “As pequenas virtudes do lar”, reproduz, com muito bom humor, o seguinte diálogo. Um garoto, ouvindo falar em diligência, mostra logo com um brilho nos olhos a sua sabedoria histórico-cinematográfica: – “A diligência – diz – era uma carruagem puxada por cavalos, que se usava no faroeste antes de haver automóveis...

– “Muito bem, meu rapaz, você sabe muito – retruca o pai –; também deve saber que lhes foi dado esse nome porque iam muito depressa. Para a época, evidentemente”. Os pais quase sempre têm razão. Mas, neste caso, o pai da história, ao aprofundar na explicação, deu uma pequena escorregadela.

Pode ser que, àqueles trambolhos rolantes, acostumados a fugir dos índios nos desertos do Arizona, tivessem dado o nome de diligência em homenagem à sua rapidez. Mas o que é certo é que a palavra diligência, na sua origem, nada tem a ver compressa ou velocidade.

Na realidade, diligência é uma palavra que vem diretamente do verbo latino diligere, que significa amar. De modo que, na língua-mãe do Lácio, diligens (diligente) significava aquele que ama. Isto é da maior importância para o tema que nos ocupa. Dizíamos que a acédia – a preguiça – é o contrário do amor, pelo fato de sentir aversão e tristeza por aquilo mesmo que atrai e alegra o amor: o bem, mesmo que seja árduo e difícil. 

Em confronto com a preguiça, a virtude da diligência consiste no carinho, alegria e prontidão (coisa diferente da pressa) com que pensamos no bem e nos prontificamos a realizá-lo da melhor maneira possível. 

Poucas descrições da diligência existem, mais ricas de conteúdo, do que a contida numa das homilias de Mons. Escrivã, que transcrevemos a seguir: “Quem é laborioso aproveita o tempo (...). Faz o que deve e está no que faz, não por rotina nem para ocupar as horas, mas como fruto de uma reflexão atenta e ponderada. Por isso é diligente. O uso normal dessa palavra – diligente – já nos evoca a sua origem latina. 

Diligente vem do verbo diligo, que significa amar, apreciar, escolher alguma coisa depois de uma atenção esmerada e cuidadosa. Não é diligente quem se precipita, mas quem trabalha com amor, primorosamente”.

Se quiséssemos retratar o anti-preguiçoso típico, é bem provável que imaginássemos a figura de um personagem acelerado e febril, um incansável trabalhador impelido por uma sorte de movimento contínuo. E, no entanto, não é assim. É mais fácil encontrar agitados entre os preguiçosos que entre os diligentes. Paradoxalmente, a diligência está – num certo sentido – mais perto do “devagar”, e a preguiça mais perto do “depressa”. Mas esse “certo sentido” precisa de uma explicação. 

Reparemos que as palavras de Mons. Escrivã, acima citadas, esclarecem que uma pessoa é diligente quando aproveita o tempo “como fruto de uma reflexão atenta e ponderada”; recordam, ao mesmo tempo, que só há amor – diligência – quando se sabe “apreciar, escolher alguma coisa depois de uma atenção esmerada e cuidadosa", e concluem alertando: "Não é diligente quem se precipita”.

Muitas pessoas oferecem a imagem de um ativismo desenfreado. Não param um instante. Vão de cá para lá, assoberbados de tarefas, numa incessante corrida atrás do tempo, que sempre se lhes torna escasso. As ocupações os envolvem como que num redemoinho. lá não são donos de si mesmos. A sua atividade – ativismo, deveria chamar-se – domina-os como um cavalo sem freio, do qual perderam completamente as rédeas.

Lembram a história daquele oficial de artilharia, inexperiente nas lidas da equitação, que certa vez quis fazer uma experiência: pediu um cavalo, acomodou-se como pôde na sela e olhou na direção noroeste, para a localidade aonde desejava dirigir-se. Meia hora depois, no mais perfeito rumo sudeste, um grupo de oficiais observa o trotezinho desajeitado do cavalo e o olhar espavorido do colega que se lhe agarra ao pescoço, e
indagam com ar brincalhão: – “Para onde é que você está indo?” – “Eu – responde o atribulado cavaleiro – ia para tal lugar, mas não sei para onde é que este cavalo me está levando...”.

Muitos cavaleiros da agitação poderiam dizer a mesma coisa. Donas de casa que parecem uma Maria-fumaça sem breque, descendo descontroladas a ladeira do dia, sacolejadas por tarefas, saídas, telefonemas, problemas de escola, pagamentos, etc., literalmente arrastadas para o abismo de um permanente nervosismo e uma canseira atordoada. Ou profissionais tensos, em constante disparada, sem tempo para pensar, cuja alma de robô faz deles, mais do que trabalhadores, devoradores de tempo, autênticos “cronófagos”. 

Homens e mulheres desse estilo não são diligentes. São apenas agitados. Não percebem que, por trás do seu vaivém descontrolado e fatigante, estão sendo atacados por uma forma perniciosa de preguiça: a preguiça espiritual, a preguiça mental. “O nosso século – escreve Jacques Leclercq – orgulha-se de ser o da vida intensa, e essa vida intensa não é senão uma vida agitada, porque o sinal do nosso século é a corrida, e as mais belas descobertas de que se orgulha não são as descobertas da sabedoria, mas da velocidade. E a nossa vida só é propriamente humana se nela há calma, vagar, sem que isto signifique que deva ser ociosa (...). Acumular corridas e mais corridas não é acumular montanhas, mas ventos”.

Fonte: Parte do livro A PREGUIÇA de FRANCISCO FAUS

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Viva este Recomeço!

HOMEM: UM VOCACIONADO À RESSURREIÇÃO

Homem: Um Vocacionado à Ressurreição
Tendo ou não vivido ativamente junto à Igreja a Semana Santa, nós conseguimos compreender que Jesus Cristo no seu Mistério Pascal, morreu, mas venceu a morte com a sua ressurreição e tudo isso por causa de nós. Então se Cristo hoje Vive, com Ele também estamos vivendo.
Não é um escritor humano qualquer que diz isso, são todos àqueles escolhidos por Deus para escrever e conduzir as Sagradas Escrituras aos homens veja: Rm 6, 3-11*; Cl 3, 1-4*.
*Obviamente existem mais exemplos, os que são citados possuem caráter demonstrativo.
Por essas passagens bíblicas podemos compreender o Plano de Deus em nossas vidas. Se seguirmos os seus Mandamentos, a ressurreição de Cristo Jesus será “compartilhada” conosco no Reino dos Céus para toda a eternidade.
Nós que compomos a humanidade, temos um apelido bastante carinhoso diante de Deus: “Herdeiros da Jerusalém Celeste”. Somos o povo escolhido. E o que é essa “Jerusalém Celeste”? Ora, não foi em Jerusalém que Jesus morreu, mas também ressuscitou dentre os mortos. Na Jerusalém Celeste encontraremos também nós a ressurreição com Jesus Nazareno, ou seja, é lá o lugar – talvez não materializado como nós conhecemos – que encontraremos Deus e o seu Reino de Amor para todos nós.
O título diz: “Homem: Um Vocacionado à Ressurreição”, isso significa que a Salvação ou a Ressurreição com Jesus é pertença nossa, nós possuímos esse Dom nas mãos, o que muitas vezes acontece – e isso de acordo com nossa vontade – é que deixamos que esse Dom de Deus para nós escape das nossas mãos, aí sim é que perdemos a Salvação.
Lembremo-nos sempre dessa frase: “Vigiai-vos, pois vós não sabeis quando o Senhor virá” (Mt 24,42). Ela não nos ensina somente a recusar práticas pagãs como adivinhação, mas também a construirmos uma vida plena de oração, para que se deixarmos a Salvação escorregar, que ela volte imediatamente para nossas mãos (lugar de onde nunca deve sair) e se o Senhor vier nesse momento, que Ele possa nos encontrar na forma do seu agrado, e por fim, consigamos chegar todos à morada eterna.
Que Deus nosso Criador e Pai possa nos abençoar sempre e em todo lugar, e nós possamos por Cristo Nosso Senhor, louvar a Deus pela Salvação e a Vida ao seu lado. 
Amém.

A ESPIRITUALIDADE EM GERAL


Que é espiritualidade...



Temos de começar com um pergunta: que vem a ser espiritualidade? 


Geralmente se confunde espiritualidade com piedade.
De modo geral, quando falamos em espiritualidade, estamos usando a palavra para indicar preocupações com as coisas do espírito, em oposição às preocupações com as coisas materiais. 

A espiritualidade consiste em procurar desenvolver aquilo que há de espiritual no homem, incluindo uma variedade muito grande de realidades. Espiritualidade pode ser entendida também como um ideal, uma proposta de vida. Aqui tomaremos a expressão num sentido mais estrito.

Nesse sentido, espiritualidade, como parte da teologia, é uma apresentação sistemática da doutrina e da prática da procura da perfeição cristã, conforme as diversas situações e estados de vida. É nesse sentido que poderemos dizer que para os casais existe uma espiritualidade própria, um caminho próprio para chegar à perfeição da vida cristã.

Podemos ainda falar de espiritualidade enquanto maneira de cada ordem e congregação religiosa, ou movimento encarar e pôr em prática as propostas do evangelho, dando um enfoque especial a este ou àquele aspecto. 

Assim podemos falar de espiritualidade franciscana, redentorista, das Equipes de N. Senhora e outras.

Pe. Flávio Cavalca de Castro cssr

sábado, 10 de março de 2012

Crer na ressurreição é para nós um motivo de inquietude.


Crer na ressurreição é para nós um motivo de inquietude.(Não sei se estava escrito assim, mas a frase queria dizer isso rsrsrs E provocou em mim certa inquietude...) Esta frase foi da 15ª estação da Via-Sacra ontem, e é motivo para pensar....

Cremos em um Deus que está vivo, e como alguém vivo ele fala a nós! Precisamos estar "conectados" a ele e com os ouvidos atentos à sua voz. Ele é Deus dos vivos, ressuscitou e vive! Ele voltará! Suas Palavras são de vida e vivificam." O Senhor Deus deu-me a língua de um discípulo para que eu saiba reconfortar pela palavra o que está abatido. Cada manhã ele desperta meus ouvidos para que escute como discípulo" Is 50,4

Quando acolhemos o Deus vivo em nossa vida ele põe em nós esta inquietude, é algo inexplicável, quando conhecemos o tamanho do amor de Deus por nós desejamos que todos conheçam o Amor que é o próprio Jesus!

Hoje, eu desejo a você esta inquietude que é própria de quem conhece o Deus vivo! Na quaresma celebramos o cume do Amor de Deus: Deus tanto amou o mundo que deu seu Filho único para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a Vida eterna. Depois da cruz, vem a ressurreição! E ele não está mais morto, no terceiro dia ressuscitou. Que nesta quaresma, esta inquietude o leve a refletir em que área da sua vida é preciso conversão, que esta inquietude não o deixe parar onde está e sempre o leve a ser santo a cada dia, que esta inquietude o impulsione a deixar para trás tudo que pertence ao homem velho e vir para esta geração nova, onde não é na idade física que conta a idade, mas pelo poder da ressurreição somos transfigurados ao Novo, ao Belo que é Jesus! Nesta quaresma deixe-se inquietar pela inquietude que é o próprio Deus agindo com Seu Espírito de ressurreição desejoso por nos transformar à sua imagem.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

"Santo assassino"


A cada dia, uma nova chance de Recomeçar!

“Santo assassino" 
Posted by Carlos Eduardo Burle in Santos 

Estamos acostumados a ouvir 
histórias de santos que desde a infância tiveram uma adesão humilde e forte à fé recebida em seu santo Batismo. Santos que se tornaram notáveis pelo amor incondicional à Igreja e ao próximo. Santos que gozavam de tamanha fé que lhes permitia operarem grandes milagres. Isto fez com que alguns encarassem a santidade como algo extraordinário, impossível de ser alcançado. Eis a razão pela qual muitos se escandalizaram quando foi encerrada a fase de informação diocesana e aberto o processo de beatificação de Jacques Fesch, jovem francês, condenado à prisão e finalmente executado na guilhotina há 53 anos, por ter matado um policial e ferido um funcionário de uma casa de câmbio numa tentativa de roubo. 

Nascido em família rica, filho de um poderoso banqueiro belga, ateu e adúltero, indiferente quanto à formação religiosa de seus filhos. Não possuía gosto pelos estudos. Foi enviado à Alemanha para combater pelo exército francês. Depois de ter prestado serviço militar, foi-lhe arranjado um emprego com alto salário em um banco, sendo demitido após três meses. Levava uma vida mundana. Com fama de playboy, era dado à bebedeiras e frequentemente se envolvia com prostitutas. Casou-se aos 21 anos numa cerimônia civil com Pierrette Polack, filha da vizinha, que estava esperando um filho seu. Seus pais, antissemitas, não aceitaram o fato de sua nora ser filha de pai judeu. Não obstante o nascimento da filha, o jovem Fesch continuou a se encontrar com outras mulheres. Desses encontros nasceu Gérard, filho bastardo que foi entregue aos cuidados de um orfanato. Logo após, o casal se divorciou. 

Inquieto e deprimido, pretendendo fugir das responsabilidades da família que, muito jovem, havia formado, decidiu empreender uma navegação solitária em redor do mundo. Pediu a seus pais a ajuda financeira necessária para comprar um barco e realizar tal viagem. Eles, não compreendendo a delicada situação emocional de seu filho, tendo-o por desequilibrado e ilusionista, negaram todo o apoio. A fim de conseguir recursos para o seu plano, acertou com o famoso cambista Alexander Silberstein a troca de dois milhões de francos por barras de ouro. No entardecer do dia 25 de fevereiro de 1954, dirige-se à casa de câmbio. Lá, apontou um revólver e exigiu a entrega do dinheiro que estava guardado na registradora. O cambista reagiu, sendo atingido com duas coronhadas na cabeça. Enquanto fugia com a quantia roubada, por meio de uma rua movimentada, deparou-se com um policial, Jean Vergne, de 35 anos, viúvo e pai de uma filha pequena. O policial, que havia sido alertado por alguém que estava a passar, de que aquele jovem havia assaltado uma casa de câmbio, ordenou que ele parasse e se entregasse. Hesitante, o jovem atirou três vezes, o que custou a vida do policial. Revoltada, a multidão começou a perseguir o assassino, que continuava a atirar, ferindo uma moça no pescoço. Finalmente, ele se rendeu e foi preso. 

O crime ganhou repercussão na França. O homicida não era um homem comum, mas filho de um rico banqueiro. Levado a julgamento, não demonstrava arrependimento. Com seu característico humor sarcástico, limitou-se a dizer: “Arrependo-me de não ter usado uma metralhadora”. O tribunal marcou uma audiência futura, na qual seria decidida a condenação à guilhotina. Já na prisão de La Santé, foi levado ao capelão, a quem falou: “Não tenho fé. Não se preocupe comigo”. No entanto seu advogado, Paul Baudet, católico fervoroso, decidiu lutar não apenas para salvar a vida de seu cliente, mas, sobretudo para salvar sua alma. Jacques Fesch contava também com o apoio espiritual do velho capelão dominicano. Com o passar do tempo, começou a sentir uma angústia que penetrava no mais profundo de seu ser. Uma angústia pela vergonha que havia causado à sua família. Crescia o temor da morte, ao passo que os dias para sua possível execução se aproximavam. Entretanto, ele continuava cético e descrente. Chegou por vezes a ter desejos de atentar contra sua própria vida. 

Foi na noite de 28 de fevereiro de 1955 que sofreu uma conversão repentina após ter passado por uma experiência mística. Assim descreve: “Estava deitado, olhos abertos, realmente sofrendo pela primeira vez na vida. Repentinamente, um grito saiu de meu peito, uma súplica por ajuda – Meu Deus – e, como um vento impetuoso que passa sem que soubesse de onde vem, o Espírito do Senhor me agarrou pela garganta. Tive a impressão de um infinito poder e de uma infinita bondade que, daquele momento me fez crer com convicção que nunca estive abandonado.” 

Fesch ainda passaria dois anos e meio na prisão. Durante este tempo, levou uma vida ascética. Evitava qualquer regalia. Dizia sempre que na cadeia existem duas formas de viver, ou se rebelar contra sua própria situação, ou adotar um estilo de vida monástico. Tendo verdadeiramente a certeza de que começara a viver pela primeira vez, recluso em sua cela, transmitia a sua fé por meio de cartas que se tornaram objetos de reflexão por parte de jovens católicos franceses. Mesmo passando por períodos depressivos, o temor da morte desapareceu face ao temor de morrer em pecado. Finalmente, após quase três anos de espera, Jacques foi levado ao julgamento definitivo. Lá, demonstrou sincero arrependimento pelo que havia causado ao policial e à sua família. Todavia, não obstante a eloquência do advogado e as lágrimas de remorso do réu, a corte foi unânime em declará-lo condenado à morte. Agendada a data da decapitação, procurou aguardar a execução em paz e em oração, enxergando-a como uma forma de santificação. Resistiu à tentação de odiar aqueles que o haviam sentenciado ao cruel destino. Escreveu em seu diário: “Que cada gota do meu sangue apague um pecado mortal.” 

As notícias de sua conversão comoveram milhares de pessoas. Sua última esperança seria a absolvição dada pelo presidente René Coty. Este, por pressão da polícia, não demonstrou misericórdia. Nas vésperas da execução, o jovem escreveu: “Último dia de luta. Amanhã, nesta hora, estarei no Paraíso. Que eu morra, se essa for a vontade do bom Deus. A noite avança e eu fico cada vez mais apreensivo. Meditarei na agonia do Senhor no Horto das Oliveiras. Oh, bom Jesus, ajudai-me, não me abandoneis. Mais cinco horas, e estarei na verdadeira Vida. Mais cinco horas, e eu verei Jesus!”. Foi guilhotinado em 1º de outubro de 1957. 

Sua experiência mística, sua espiritualidade fervorosa, sua vitória na batalha contra si mesmo e contra os demônios da amargura e do desespero, inspiraram a abertura de seu processo de beatificação. Porém, não faltaram objeções. Uns alegaram que era um absurdo se beatificar um criminoso. Outros argumentavam que a beatificação poderia levar outros assassinos a usarem a desculpa de conversão como meio de evitar qualquer punição. É salutar ressaltar que na história da Igreja há um só condenado à morte por crimes que foi elevado à glória dos altares: o Bom Ladrão, a quem a Tradição atribuiu o nome de Dimas, morto com o Senhor no Calvário. Essa é a prova de que ninguém está perdido aos olhos de Deus, mesmo que a sociedade o tenha condenado e desprezado. Ele conhece nossas fraquezas, nossos limites e, com a ternura de um Pai, está sempre disposto a nos perdoar, mesmo que nos arrependamos nos últimos momentos. 

Por se tratar de um precedente único, o processo de beatificação de Jacques Fesch foi tratado com a maior cautela. Foram analisados todos os seus escritos. Quando estava para ser aberto o processo, o Em.mo Sr. Cardeal Jean-Marie Lustiger, então arcebispo de Paris, declarou que para a Igreja declarar alguém santo, não significa propor à admiração seus erros ou crimes; pelo contrário, significa apontar o exemplo de conversão de alguém que, apesar de uma vida pregressa condenável, soube ouvir a voz de Deus e retornar a Ele. Não existem pecados, por mais graves que sejam, que impeçam a Deus de ir ao encontro do ser humano e de lhe propor a salvação, concluiu o cardeal.

Hoje, concluído o processo de beatificação, resta aguardar a comprovação de um milagre alcançado por sua intercessão. É provável que o Santo Padre Bento XVI tenha a honra de elevar aos altares em um futuro não muito longínquo, um jovem desorientado pertencente à alta burguesia, homicida e condenado à morte, que, no cárcere, logrou em pouco tempo altos cumes de espiritualidade com sua fulgurante conversão. Penso que se ele foi capaz de entregar-se totalmente a Deus, também nós, apesar de nossa fraqueza e miséria, não devemos nos desesperar, por pouco que perseveremos em sair de nossos pecados. Basta que ponhamos nossa confiança no nosso Salvador, sempre vivo a interceder por nós e disposto a nos perdoar.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quaresma é tempo de Recomeçar

" Voltai para mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto. Rasgais vossos corações e vossas vestes; voltai ao Senhor, vosso Deus, porque ele é bom e compassivo longânime e indulgente pronto para arrepender-se do castigo que inflige."  Com essa passagem de Joel entramos no tempo da Quaresma.


A partir do dia em que encontramos o Senhor e nos arrependemos começa a nossa conversão, mas ela não pára por aí, ela deve acontecer todos os dias, precisamos conhecer a nós mesmos, nossas fraquezas, nossas virtudes e a partir daí começa a incansável luta pela conversão. E essa luta está em abandonar todo o pecado e cada dia ser restaurado e voltarmos a ser o que Deus nos criou: sua imagem e sua semelhança. Fomos criados para o amor e para amar, mas o pecado deturpa tudo, as coisas boas da vida, fazendo com que estas coisas apreciadas de forma errada, na quantidade errada ou na hora errada nos levem à perdição. 


Este é o tempo em que a Igreja nos oferece para que voltemos a Deus, é tempo de recomeçar, de conversão. Que este tempo seja bem vivido em nossas vidas, é um tempo para parar e pensar : O que eu fiz com a vela do meu Batismo? O que fiz com o meu compromisso de ser cristão? Será que me esqueci do que realmente sou? O Batismo me faz filho de Deus!!! Será que me comportei como filho de Deus lutando contra o pecado até o fim??
Em que eu preciso melhorar? Preciso perdoar mais, preciso dar mais atenção às pessoas que estão perto de mim, preciso amar mais, preciso pensar mais antes de falar, preciso morrer mais para mim... Tive inveja, ciúmes, raiva..... Aonde posso ser mais santo(a)? Em minhas palavras? Em meus pensamentos? Em minhas amizades? Em minhas diversões e prazeres? Este é um caminho para jejum, penitencia e oração. Este é um tempo para pensar em que andamos fazendo, e se lembrar que Deus é bom, e age com misericórdia conosco. 


Que Deus te dê a Graça de se arrepender dos pecados que cometeu. Que este seja um  tempo para crescer em Deus, para conhecê-Lo mais ... Que a sua Confissão nesta Quaresma seja uma Confissão de conversão, uma Confissão de Recomeço.


Hoje, Quarta-Feira de Cinzas é dia de ir à Missa. Saiba dos horários da Missa em sua paróquia e participe das celebrações desta Quaresma.



Um boa e santa quaresma! 


Irmãos e irmãs, abracemos confiadamente o itinerário quaresmal, animados por uma mais intensa oração, penitência e atenção aos necessitados." Beato João Paulo II,  2004.

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