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sábado, 25 de fevereiro de 2012

"Santo assassino"


A cada dia, uma nova chance de Recomeçar!

“Santo assassino" 
Posted by Carlos Eduardo Burle in Santos 

Estamos acostumados a ouvir 
histórias de santos que desde a infância tiveram uma adesão humilde e forte à fé recebida em seu santo Batismo. Santos que se tornaram notáveis pelo amor incondicional à Igreja e ao próximo. Santos que gozavam de tamanha fé que lhes permitia operarem grandes milagres. Isto fez com que alguns encarassem a santidade como algo extraordinário, impossível de ser alcançado. Eis a razão pela qual muitos se escandalizaram quando foi encerrada a fase de informação diocesana e aberto o processo de beatificação de Jacques Fesch, jovem francês, condenado à prisão e finalmente executado na guilhotina há 53 anos, por ter matado um policial e ferido um funcionário de uma casa de câmbio numa tentativa de roubo. 

Nascido em família rica, filho de um poderoso banqueiro belga, ateu e adúltero, indiferente quanto à formação religiosa de seus filhos. Não possuía gosto pelos estudos. Foi enviado à Alemanha para combater pelo exército francês. Depois de ter prestado serviço militar, foi-lhe arranjado um emprego com alto salário em um banco, sendo demitido após três meses. Levava uma vida mundana. Com fama de playboy, era dado à bebedeiras e frequentemente se envolvia com prostitutas. Casou-se aos 21 anos numa cerimônia civil com Pierrette Polack, filha da vizinha, que estava esperando um filho seu. Seus pais, antissemitas, não aceitaram o fato de sua nora ser filha de pai judeu. Não obstante o nascimento da filha, o jovem Fesch continuou a se encontrar com outras mulheres. Desses encontros nasceu Gérard, filho bastardo que foi entregue aos cuidados de um orfanato. Logo após, o casal se divorciou. 

Inquieto e deprimido, pretendendo fugir das responsabilidades da família que, muito jovem, havia formado, decidiu empreender uma navegação solitária em redor do mundo. Pediu a seus pais a ajuda financeira necessária para comprar um barco e realizar tal viagem. Eles, não compreendendo a delicada situação emocional de seu filho, tendo-o por desequilibrado e ilusionista, negaram todo o apoio. A fim de conseguir recursos para o seu plano, acertou com o famoso cambista Alexander Silberstein a troca de dois milhões de francos por barras de ouro. No entardecer do dia 25 de fevereiro de 1954, dirige-se à casa de câmbio. Lá, apontou um revólver e exigiu a entrega do dinheiro que estava guardado na registradora. O cambista reagiu, sendo atingido com duas coronhadas na cabeça. Enquanto fugia com a quantia roubada, por meio de uma rua movimentada, deparou-se com um policial, Jean Vergne, de 35 anos, viúvo e pai de uma filha pequena. O policial, que havia sido alertado por alguém que estava a passar, de que aquele jovem havia assaltado uma casa de câmbio, ordenou que ele parasse e se entregasse. Hesitante, o jovem atirou três vezes, o que custou a vida do policial. Revoltada, a multidão começou a perseguir o assassino, que continuava a atirar, ferindo uma moça no pescoço. Finalmente, ele se rendeu e foi preso. 

O crime ganhou repercussão na França. O homicida não era um homem comum, mas filho de um rico banqueiro. Levado a julgamento, não demonstrava arrependimento. Com seu característico humor sarcástico, limitou-se a dizer: “Arrependo-me de não ter usado uma metralhadora”. O tribunal marcou uma audiência futura, na qual seria decidida a condenação à guilhotina. Já na prisão de La Santé, foi levado ao capelão, a quem falou: “Não tenho fé. Não se preocupe comigo”. No entanto seu advogado, Paul Baudet, católico fervoroso, decidiu lutar não apenas para salvar a vida de seu cliente, mas, sobretudo para salvar sua alma. Jacques Fesch contava também com o apoio espiritual do velho capelão dominicano. Com o passar do tempo, começou a sentir uma angústia que penetrava no mais profundo de seu ser. Uma angústia pela vergonha que havia causado à sua família. Crescia o temor da morte, ao passo que os dias para sua possível execução se aproximavam. Entretanto, ele continuava cético e descrente. Chegou por vezes a ter desejos de atentar contra sua própria vida. 

Foi na noite de 28 de fevereiro de 1955 que sofreu uma conversão repentina após ter passado por uma experiência mística. Assim descreve: “Estava deitado, olhos abertos, realmente sofrendo pela primeira vez na vida. Repentinamente, um grito saiu de meu peito, uma súplica por ajuda – Meu Deus – e, como um vento impetuoso que passa sem que soubesse de onde vem, o Espírito do Senhor me agarrou pela garganta. Tive a impressão de um infinito poder e de uma infinita bondade que, daquele momento me fez crer com convicção que nunca estive abandonado.” 

Fesch ainda passaria dois anos e meio na prisão. Durante este tempo, levou uma vida ascética. Evitava qualquer regalia. Dizia sempre que na cadeia existem duas formas de viver, ou se rebelar contra sua própria situação, ou adotar um estilo de vida monástico. Tendo verdadeiramente a certeza de que começara a viver pela primeira vez, recluso em sua cela, transmitia a sua fé por meio de cartas que se tornaram objetos de reflexão por parte de jovens católicos franceses. Mesmo passando por períodos depressivos, o temor da morte desapareceu face ao temor de morrer em pecado. Finalmente, após quase três anos de espera, Jacques foi levado ao julgamento definitivo. Lá, demonstrou sincero arrependimento pelo que havia causado ao policial e à sua família. Todavia, não obstante a eloquência do advogado e as lágrimas de remorso do réu, a corte foi unânime em declará-lo condenado à morte. Agendada a data da decapitação, procurou aguardar a execução em paz e em oração, enxergando-a como uma forma de santificação. Resistiu à tentação de odiar aqueles que o haviam sentenciado ao cruel destino. Escreveu em seu diário: “Que cada gota do meu sangue apague um pecado mortal.” 

As notícias de sua conversão comoveram milhares de pessoas. Sua última esperança seria a absolvição dada pelo presidente René Coty. Este, por pressão da polícia, não demonstrou misericórdia. Nas vésperas da execução, o jovem escreveu: “Último dia de luta. Amanhã, nesta hora, estarei no Paraíso. Que eu morra, se essa for a vontade do bom Deus. A noite avança e eu fico cada vez mais apreensivo. Meditarei na agonia do Senhor no Horto das Oliveiras. Oh, bom Jesus, ajudai-me, não me abandoneis. Mais cinco horas, e estarei na verdadeira Vida. Mais cinco horas, e eu verei Jesus!”. Foi guilhotinado em 1º de outubro de 1957. 

Sua experiência mística, sua espiritualidade fervorosa, sua vitória na batalha contra si mesmo e contra os demônios da amargura e do desespero, inspiraram a abertura de seu processo de beatificação. Porém, não faltaram objeções. Uns alegaram que era um absurdo se beatificar um criminoso. Outros argumentavam que a beatificação poderia levar outros assassinos a usarem a desculpa de conversão como meio de evitar qualquer punição. É salutar ressaltar que na história da Igreja há um só condenado à morte por crimes que foi elevado à glória dos altares: o Bom Ladrão, a quem a Tradição atribuiu o nome de Dimas, morto com o Senhor no Calvário. Essa é a prova de que ninguém está perdido aos olhos de Deus, mesmo que a sociedade o tenha condenado e desprezado. Ele conhece nossas fraquezas, nossos limites e, com a ternura de um Pai, está sempre disposto a nos perdoar, mesmo que nos arrependamos nos últimos momentos. 

Por se tratar de um precedente único, o processo de beatificação de Jacques Fesch foi tratado com a maior cautela. Foram analisados todos os seus escritos. Quando estava para ser aberto o processo, o Em.mo Sr. Cardeal Jean-Marie Lustiger, então arcebispo de Paris, declarou que para a Igreja declarar alguém santo, não significa propor à admiração seus erros ou crimes; pelo contrário, significa apontar o exemplo de conversão de alguém que, apesar de uma vida pregressa condenável, soube ouvir a voz de Deus e retornar a Ele. Não existem pecados, por mais graves que sejam, que impeçam a Deus de ir ao encontro do ser humano e de lhe propor a salvação, concluiu o cardeal.

Hoje, concluído o processo de beatificação, resta aguardar a comprovação de um milagre alcançado por sua intercessão. É provável que o Santo Padre Bento XVI tenha a honra de elevar aos altares em um futuro não muito longínquo, um jovem desorientado pertencente à alta burguesia, homicida e condenado à morte, que, no cárcere, logrou em pouco tempo altos cumes de espiritualidade com sua fulgurante conversão. Penso que se ele foi capaz de entregar-se totalmente a Deus, também nós, apesar de nossa fraqueza e miséria, não devemos nos desesperar, por pouco que perseveremos em sair de nossos pecados. Basta que ponhamos nossa confiança no nosso Salvador, sempre vivo a interceder por nós e disposto a nos perdoar.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dom Bosco: nasceu para ser o santo dos jovens


''Meus caros jovens, eu vos amo de todo coração, basta-me saber que sois jovens para que vos ame profundamente". 31 de janeiro é Dia de São João Bosco, ou Dom Bosco, como é mais conhecido. Fundador dos salesianos, é copnsiderado o "apóstolo dos jovens", em razão de sua dedicação a acolher e educar crianças e adolescentes, especialmente os mais pobres.
Ele ficou muito conhecido também por suas visões - como aquela que muitos consideram como a profecia da construção de Brasília (sim, a capital do Brasil!), cidade da qual ele é padroeiro, junto com Nossa Senhora Aparecida.
Conheça, a seguir, um pouco mais sobre a história desse grande santo.
Nascido em Murialdo, aldeia de Castelnuovo de Asti, no Piemonte, aos dois anos de idade faleceu-lhe o pai, Francisco Bosco. Mas, felizmente, tinha ele como mãe Margarida Occhiena, que lembra as mulheres fortes do Antigo Testamento. Com sua piedade profunda, capacidade de trabalho e senso de organização, conseguiu manter a família, mesmo numa época tão difícil para a Europa como foi a do início do século XIX, dilacerada pelas cruentas guerras napoleônicas. João Bosco tinha um irmão, dois anos mais velho que ele, e um meio-irmão já entrando na adolescência.
Sua Mãe ensina o caminho de santidade
A influência da mãe sobre o filho caçula foi altamente benéfica. “Parece que a paciência e a doce firmeza de Mamãe Margarida influenciaram São João Bosco, e que toda uma parte de sua amenidade, de seus métodos afáveis, deve ser atribuída aos modos de sua mãe, à sua maneira de ordenar e de prescrever, sem gritos nem tumulto. [...] Margarida terá sido uma dessas grandes educadoras natas, que impõem sua vontade à maneira de doce implacabilidade” [...].
“João Bosco é um entusiasta da Virgem. Mamãe Margarida lhe revelou, pelo seu exemplo, a bondade, a ternura, a solicitude de Mamãe Maria. As duas mães se confundem em seu coração. Dom Bosco será um dos grandes campeões de Maria, seu edificador, seu encarregado de negócios”1.
Pleno dos dons do Espírito Santo
A Providência falava a ele, como a São José, em sonhos. Aos nove anos teve o primeiro sonho profético, no qual — sob a figura de um grupo de animais ferozes que, sob sua ação, vão se transformando em cordeiros e pastores — foi-lhe mostrada sua vocação de trabalhar com a juventude abandonada e fundar uma sociedade religiosa para dela cuidar.
Com dotes físicos e intelectuais, era um líder nato. Por isso, "se bem que pequeno de estatura, tinha força e coragem para meter medo em companheiros de minha idade; de tal forma que, quando havia brigas, disputas, discussões de qualquer gênero, era eu o árbitro dos contendores, e todos aceitavam de bom grado a sentença que eu desse”, dirá ele em sua autobiografia. Observador como era, aprendia os truques dos saltimbancos e prestidigitadores, de maneira a atrair seus companheiros para seus jogos e pregação, pois desde os sete anos foi um apóstolo entre eles.
Possuía um vivo discernimento do Espírito Santo, como ele mesmo afirmou: "Ainda muito pequeno, já estudava o caráter de meus companheiros. Olhava-os na face e ordinariamente descobria os propósitos que tinham no coração”3. Essa preciosa qualidade depois o ajudaria muito no apostolado com a juventude.
Órfão de pai, muito pobre para estudar para o sacerdócio como pretendia, e tendo sobretudo a incompreensão do meio-irmão, que o queria no campo, aos 12 anos a mãe lhe pôs sobre os ombros um bornal com alguns pertences e o enviou a procurar trabalho nas fazendas vizinhas. Assim o adolescente perambulou pela região, servindo de garçom num café, de aprendiz de alfaiate, de sapateiro, de marceneiro, de ferreiro, preceptor, tudo com um empenho exímio, que o levará depois a ensinar esses ofícios a seus "birichini"4 nas escolas profissionais que fundará.
Confiança no sobrenatural
A vida de São João Bosco é um milagre constante. É humanamente inexplicável como ele conseguiu, sem dinheiro algum, construir escolas, duas igrejas — uma sendo a célebre Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora — prover de máquinas específicas suas escolas profissionais, nutrir e vestir mais de 500 rapazes numa época de carestia.
Para Pio XI, "em D. Bosco o sobrenatural havia chegado a ser natural; o extraordinário, ordinário; e a legenda áurea dos séculos passados, realidade presente”.
Quando mais ele precisava e menos possibilidade tinha de obter dinheiro, aparecia algum doador anônimo para lhe dar a exata quantia necessitada. Mas ele empenhava-se também em promover rifas, leilões e tudo que pudesse render algum dinheiro para sua obra.
Educador ímpar, e sobretudo eficaz diretor de consciências, vários de seus meninos morreram em odor de santidade, sendo o mais conhecido deles São Domingos Sávio. Dom Bosco escreveu-lhe a biografia e a de vários outros.
Necessitando Dom Bosco de ajuda para seu apostolado incipiente, não teve dúvidas em ir pedi-la à sua mãe, já entrada na velhice e vivendo retirada junto ao outro filho e netos. Essa mulher forte pegou alguma roupa e objetos de que poderia necessitar, e, sem olhar para trás, seguiu seu filho a pé, nos 30 quilômetros que separavam sua vila de Turim. Tornou-se ela a mãe de tantos "birichini", aos quais alimentava, vestia e ainda dava sábios conselhos. Foi seguindo seu costume que seu filho instituiu as belas Boa Noite, ou palavras edificantes aos meninos antes de eles irem dormir.
Escrevendo a reis e imperadores
São João Bosco mantinha uma correspondência intensa, escrevendo para imperadores, reis, nobreza, dirigentes da nação, com uma liberdade que só os santos podem ter. Assim, transmitiu ao Imperador da Áustria um recado memorável de Nosso Senhor para que ele se unisse às potências católicas, a fim de se opor ao poderio crescente da Prússia protestante. Escreveu também à nossa Princesa Isabel, recomendando-lhe seus salesianos no Brasil. Ao rei do Piemonte, prestes a tomar medidas contra a Igreja, alertou-o da morte que reinaria no palácio, caso isso ocorresse. Como o soberano não voltou atrás, quatro membros da família real se sucederam no túmulo, em breve espaço de tempo.
São João Bosco morreu em Turim a 31 de janeiro de 1888, sendo canonizado por Pio XI em 1934.
Por Padre ToninhoRamos Prado, sdb, com informações do site Lepanto e do livro "Dom Bosco e os Jovens", de Bosco Terésio.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Segredo de Santidade



Já havia dito pra mim mesmo
você não muda
desiste que não tem mais jeito
E só enxergando os meus erros
e ao invés de me amar
me olhava com desprezo

Mas quando entraste em minha vida
com a Tua misericórdia
Me deste um novo olhar
pra que eu enxergasse uma nova história

Hoje eu sei que a santidade
eu posso alcançar
sei que acreditas em mim Jesus
eu também vou acreditar

Me reavivastes
abristes o meu olhar
pra que Tua misericórdia, eu
possa enxergar
Me ensinaste
que conversão é uma eterna luta
E que santo é pecador
que não desiste nunca.

Santo é pecador que não desiste nunca.

Frutos de Medjugorje




sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"O Padroeiro do Rio tem tudo a ver com a juventude"


Encorajados pela mensagem do Papa Bento XVI para o 45º Dia Mundial da Paz e cada vez mais próximos da realização da Jornada Mundial da Juventude, os jovens cariocas têm mais um grande motivo para se alegrar neste novo ano que se inicia. No próximo dia 13 de janeiro, a partir das 22h, no Santuário Nacional de Adoração Perpétua, a Vigília dos Jovens Adoradores receberá a ilustre visita da imagem peregrina de São Sebastião, Padroeiro do Rio de Janeiro.

Promovida pelo Setor Juventude da Arquidiocese e pelo Comitê Organizador Local (COL) da JMJ RIO2013, a Vigília, que está em sua terceira edição, será um encontro festivo, quando a juventude terá a oportunidade de apresentar suas intenções a São Sebastião — Padroeiro da Cidade Maravilhosa, que acolherá peregrinos do mundo inteiro para o encontro com o Papa Bento XVI em 2013.

Além da imagem peregrina do Padroeiro do Rio de Janeiro, que receberá homenagens durante a vigília, o momento de oração contará também com a presença do Arcebispo Dom Orani João Tempesta. Segundo o assessor eclesiástico do Setor Juventude, Padre Renato Martins, é uma grande graça para os jovens estarem em vigília também sob a intercessão de São Sebastião.

— A juventude do Rio de Janeiro se prepara para a Jornada Mundial da Juventude, que vai acontecer na nossa Cidade Maravilhosa. E os jovens se preparam, especialmente, através da oração, adoração e louvor ao Senhor. No dia 13 de janeiro, dentro dos festejos de São Sebastião, nós teremos a vigília e a alegria de receber a imagem peregrina do Padroeiro e a presença do nosso Arcebispo, Dom Orani. (...) Todos estão convidados a participar deste momento de adoração, que nos conduz e nos aproxima cada dia mais do nosso Senhor Jesus Cristo, disse o Sacerdote.

Trezena de São Sebastião ligada à juventude

A menos de um mês do início da trezena em honra ao Padroeiro da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o Coordenador de Eventos de Massa da Arquidiocese do Rio, Padre Omar Raposo, ressalta que em 2012 os festejos de São Sebastião estarão profundamente ligados à juventude.

— São Sebastião é o jovem mártir da fé, modelo para a nossa juventude. Pastoralmente, vimos essa necessidade da devoção primaz da cidade do Rio de Janeiro e dessa realidade que está vindo ao nosso encontro, que é a JMJ RIO2013. Sendo assim, nós vimos a oportunidade de fazer uma releitura da festa de São Sebastião indo visitar também os lugares onde os jovens estão e tornar esse grande evento em algo também voltado para a juventude. (...) O Padroeiro do Rio tem tudo a ver com a juventude, e quem recebe os milhões de peregrinos para a JMJ RIO2013 não é somente o seu embaixador, o Cristo Redentor com seus braços abertos, mas também o jovem mártir e mensageiro da paz, São Sebastião, afirmou Padre Omar Raposo.

De acordo com a Coordenadora da Pastoral da Juventude, Juliana Fernandes, a Vigília dos Jovens Adoradores de janeiro contará também com a presença da banda Frutos de Medjugorje e da Comunidade Pequeno Rebanho, entre outras pastorais, grupos e movimentos ligados ao Setor Juventude da Arquidiocese do Rio.

Para a apresentadora do programa “Nas Ondas da PJ”, da Rádio Catedral FM 106,7, Ana Paula Albino, a juventude precisa fazer do ano de 2012 um tempo de oração e vigilância.

— Começando o ano de 2012, o coração já bate mais forte por ter a Jornada Mundial da Juventude RIO2013 mais próxima. Precisamos vigiar, orar, e entregar nossos
projetos, sonhos e toda a Jornada nas mãos de Deus. Sabendo que não estamos sozinhos, mas sempre com Deus, precisamos estar juntos em todas as vigílias, orando pela mesma intenção: que é evangelizar a juventude cada vez mais, ressaltou Ana Paula.

Para a Coordenadora de Comunicação da Pastoral da Juventude (COMPJ), Anna Bayer, as vigílias que serão realizadas no próximo ano trarão aos jovens cariocas a unidade necessária para que se realize uma Jornada Mundial da Juventude.

— As vigílias que se realizarão ao longo de 2012 serão momentos de integração de toda a juventude carioca, que se preparará espiritualmente para receber a JMJ RIO2013. Creio que as vigílias serão um momento de unidade de toda a juventude, para estar bem preparada para receber o chefe de nossa Igreja, o Papa Bento XVI. (...) Muitas serão as tentações e encalços que a Igreja no Brasil enfrentará durante esse ano; portanto, só com oração, amor e fé realizaremos bem a Jornada Mundial da Juventude, disse Anna Bayer.

vigília#Rio2013

Um movimento dentro da internet está sendo organizado pelo Setor Juventude para os dias 7 e 13 de janeiro, para o qual todos estão convocados e convidados a usar no final de suas citações, tanto no Facebook, quando no Twitter, a hasteg vigília#Rio2013.

A Igreja de Sant’Ana fica na Praça Cardeal Dom Sebastião Leme, 11 – Centro. Informações através do blog da Pastoral da Juventude Rio (PJRio): www.pastoraldajuventuderio.blogspot.com .

Raphael Freire


A festa de são Sebastião nos chama a não ter medo de anunciar Jesus Cristo:


São Sebastião: exemplo de testemunho para os cristãos

Finalizando o quinto dia de peregrinação pela cidade com a réplica da imagem original do Padroeiro do Rio de Janeiro, o cortejo ao Jovem Discípulo de Jesus Cristo visitou, nesta quarta-feira, 11 de janeiro, a Paróquia São Sebastião, em Bento Ribeiro.

Com uma grande queima de fogos, a comunidade acolheu a Imagem Peregrina do Santo Mártir e participou da Celebração Missionária, presidida pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, e concelebrada pelo Vigário Episcopal do Vicariato Suburbano, Monsenhor Gilson José Macedo da Silveira, pelo Pároco Padre Alexander Prata de Oliveira, e pelo Padre Tiago Sardinha.

Durante a reflexão da Palavra de Deus (Hebreus 11, 1-2. 12, 1-4), o Arcebispo ressaltou a importância das várias testemunhas de Jesus Cristo para os cristãos, sendo São Sebastião uma delas.

- Nós conhecemos muitas pessoas que vivem como heróis e testemunham Jesus Cristo. E a Igreja também reconhece aqueles que ela já beatificou e canonizou. Como diz a Carta aos Hebreus: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem. Por ela, os antigos receberam um bom testemunho de Deus. Portanto, com tamanha nuvem de testemunhas em torno de nós, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que nos envolve”. São Sebastião é uma dessas testemunhas que compõem essa tamanha nuvem que está escrita em  Hebreus. Precisamos olhar para ele não só como intercessor, mas como aquele que testemunha a fé, afirmou Dom Orani.

O Pároco, Padre Alexander Prata de Oliveira, agradeceu a presença do Arcebispo e testemunhou a devoção de todos os paroquianos, que durante alguns dias peregrinaram pelas ruas do bairro com algumas imagens do Padroeiro, levando a mensagem do Evangelho e o testemunho de São Sebastião a diversos lugares.

- De modo especial eu fico muito feliz com este carinho de Deus, que nos traz uma experiência de continuidade na missão. Renovemos a situação difícil que se apresenta hoje em nossas vidas e olhemos com fé para nosso Padroeiro. Que nos ajuda a enxergar esse amor de Deus por nós. (...) Cada uma das imagens de São Sebastião, que foram a tantos lugares, levaram a Palavra e esse amor de Deus que faz, fez e fará maravilhas em nossas vidas. Por isso, saímos às ruas para dizer que somos filhos de Deus e uma, duas, três milhões de flechas não irão nos abater, porque estamos em Jesus Cristo, ressaltou Padre Alexander.

O Vigário Episcopal do Vicariato Suburbano, Monsenhor Gilson José Macedo da Silveira, também falou sobre a missionariedade de São Sebastião, exortando os fiéis para que não tenham medo de testemunhar Jesus Cristo.

- Nós todos somos os peregrinos de Jesus, e ele nos convida a caminhar no mundo de hoje como aqueles que levam a luz de Cristo. O maior sinal que São Sebastião deu foi testemunhar e levar a verdadeira luz a todos. Que não tenhamos medo das trevas e que a luz de Jesus Cristo acenda em qualquer lugar por onde formos. Que manifestemos o Senhor em todas as nossas ações, orientou Monsenhor Gilson.

No término da Celebração Missionária, os fiéis foram aspergidos com água benta e se despediram da imagem peregrina de São Sebastião, com cânticos em homenagem ao Santo Padroeiro e outra grande queima de fogos.
– Para nós, é um momento de benção e graça acolher a Imagem do Padroeiro da comunidade e do Rio de Janeiro, e o nosso Arcebispo, que tem sido um verdadeiro pai para todos de nossa Arquidiocese. É sempre uma grande graça para nós acolher a Trezena e que São Sebastião possa interceder por todos nós, disse a paroquiana Tininha.

Em apenas cinco dias da Trezena de São Sebastião, a Arquidiocese do Rio de Janeiro já levou a Imagem Peregrina do Santo Padroeiro a vinte lugares diferentes, entre paróquias, capelas, conventos, hospitais, órgãos de segurança pública, empresas de comunicação, praças e comunidades da cidade.

Na próxima quinta-feira, 12 de janeiro, o cortejo a São Sebastião visitará a sede da Prefeitura, na Cidade Nova, e o Mosteiro de Nossa Senhora da Ajuda, em Vila Isabel.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Jovens ligados à fonte do poder...


“ E comendo com os apóstolos, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem aí o cumprimento da promessa de seu Pai, ‘que ouvistes’- disse ele- ‘ da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.”
“ mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.”
“ Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruido, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram  a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concediam falassem.”
( confira os capítulos 1 e 2 do livro dos Atos dos Apóstolos.)


Em outra tradução diz : recebereis a potencia do alto.

Temos que estar ligados ao Senhor que é a nossa fonte de Poder. Assim como os eletro-domésticos precisam estar ligado a uma fonte de Poder para ter função, nós crismados precisamos estar ligados, conectados, unidos ao Senhor. O Senhor é uma fonte de Poder inesgotável. Quando vou à Casa de Deus assim como os eletro-domesticos,eu ligo a tomada na fonte de Poder que vem de Deus. Esse Poder nos pega do jeito em que estamos e nos coloca em um lugar de destaque porque Deus se alegra em honrar o seu povo.

Deus quer dar Potencia à todas as áreas de sua vida, esta Potencia é o Poder que vem do Alto, a Promessa que Ele fez: O Espírito Santo.

Somos filhos de Deus cheios do Espírito Santo. Deus te fez filho de Deus para que você seja Luz onde você mora, onde você estuda, onde você trabalha, onde você vive. Em fl 2,15 São Paulo diz que vivemos em uma sociedade depravada e maliciosa, o que Deus quer é que sejamos santos e integros, apegados a Palavra da Vida. É um grande desafio para nós né? Mas este é o objetivo da vida, este é o porquê de você ser cheio do Espírito Santo. Deus quer que você seja um JOVEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO para que você seja a presença de Deus no meio dos que não conhecem a Deus. Só existem duas opções: ou caminhamos na contra mão, ou seremos envolvidos pela mentalidade deste mundo.

Para sermos cheios do Espírito Santo precisamos ser jovens da Palavra. Esta Palavra da vida que São Paulo nos convida a nos agarrar, a nos apegar é a Palavra de Deus. Precisamos conhecer a Palavra de Deus porque é ela que nos revela quem somos, o devemos ser conosco mesmos, com Deus e com as pessoas que Deus colocou perto de nós. Este é o nosso GPS. É a Palavra de Deus que nos ensina o caminho a seguir. É o Espírito Santo que é o professor da Palavra de Deus, Ele que nos ensina, nos explica e nos lembra tudo o que Jesus ensinou. É o Espírito Santo que nos faz santos. São seus dons que nos ajudam a servir, a construir o Reino de Deus...

Nós crismados, pelo batismo, fomos ligados a esta Fonte de Poder, e a confirmamos quando fomos crismados.

A consequencia da nossa conversão quando é sincera é o batismo no Espírito Santo. Somos mergulhados e encharcados do poder de Deus. Recebemos seus dons, servimos a Deus simplesmente por amor a Jesus. Quando somos batizados no Espírito Santo já não somos mais levados pelos jeito de pensar da ‘sociedade depravada e maliciosa’ mas temos a Coragem para testemunhar Jesus. O Espírito Santo nos transforma de ateus em amigos de Jesus, de jovem da ‘sociedade depravada e maliciosa’ em jovem santo, cheio do Espírito Santo. O Espírito Santo faz morrer o homem velho e faz crescer em nós um homem novo. Ele é a Força do fraco. Sem Ele ficaremos sempre como somos. Não pode faltar nada a uma alma que tem o Espirito Santo como amigo, Ele é uma pessoa. Ele é o melhor amigo que nossa alma pode ter.

Sem Ele não existe recomeço. É o Espírito Santo que faz acontecer o recomeço em nossa vida!

O Espírito Santo é o Amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai. Este Amor foi derramado em nossos corações.

O Senhor disse : mas descerá sobre vós a potencia do Espírito Santo. Essa promessa não foi só para aquela época, mas é para todo o que crer. É só querer e pedir : Vem Espírito Santo!

Uma beata, Elena Guerra, chamada a apóstola do Espírito Santo dizia: A vinda do Espírito Santo no Cenáculo foi como o beijo da reconciliação dado por Deus à humanidade, redimida com o Sangue de Jesus Cristo.

Jesus pediu aos seus discipulos que não se afastassem da promessa do Pai. A promessa do Pai é que sejamos mergulhados, encharcados no Espírito Santo. A promessa é para todo o que crer. É só querer e pedir.

Não podemos deixar que a Chama que foi acesa em nosso coração se apague, precisamos reavivar esta chama pedindo a Deus que nos dê seus dons para servir os que são mais sedentos de Deus.

Reze com esta música e peça ao Senhor que as Águas de Seu Manancial possam fluir em você:

Senhor, estou aqui para te adorar
Em tua presença desejo estar
Eu sei que nada sou
Mas vim me humilhar
Preciso de ti vem me restaurar

Eu quero ser como um jardim fechado
Regado e cuidado pelo seu Espírito
Flua em mim
Como um manancial
Do meu interior
Com Águas vivas
Restaura meu ser
Para teu louvor


Eu te farei como um jardim fechado
Regado e cuidado pelo Espírito
Eu fluirei
Como um manancial
Do teu interior
Com Águas Vivas
Te restaurarei
Para o meu louvor
( Manancial - Diante do Trono ) 





Senhor, estou na sua presença, a minha alma tem sede de ti. Eu sou precioso (a) aos teus olhos, não posso continuar acabado pelo que o mundo fez em mim, preciso ser restaurado(a)  por ti. Espírito Santo faz de mim uma nova criatura, quero ser cuidado(a) por ti. Restaura-me, fui feito(a) à tua semelhança. Quero viver com um fôlego novo, Senhor sopra em mim o Teu Espírito Santo e faz-me um (a) Jovem guiado(a) por esta força, decidido (a) por ti, com vontade de ser santo(a). Não quero ser mais um (a) nesta sociedade, mas que eu possa te apresentar aos meus amigos, como O Que Vive, como meu amigo. Quero fazer a diferença, eu sinto algo diferente dentro de mim é o Espírito Santo desejoso por fluir em mim e me fazer uma fonte, que as pessoas que se encontrarem comigo possam te conhecer através de mim, eu quero ser uma contradição neste mundo. Espírito Santo, dá-me Tua Força para perseverar contigo. Quero estar transbordando das Águas do Espírito, vem Espírito Santo sobre mim renova a minha vida, muda a minha vida com o teu poder, com teus dons, em Nome de Jesus, eu te peço batiza- me com teu Espírito e faz de mim um novo ser. Eu te peço, Espírto Santo vem sobre toda a juventude, sobre os que não te conhecem, sobre os que estão no pecado, sobre os que te conheceram mas cairam denovo, que toda a juventude possa esperiementar a Graça de Pentecostes! Amém.

Que a partir de hoje você se abra ao Recomeço que o Espírito Santo deseja fazer em sua vida lhe restaurando, lhe tornando um novo ser, fazendo de você a diferença de Deus neste mundo. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dez conselhos de Bento XVI aos jovens


Conversar diariamente com Deus, ler a Bíblia, ir à Missa aos Domingos, contar as alegrias e penas a Cristo, dar exemplo ou ser útil aos outros: são alguns dos conselhos que o Papa dá aos jovens.


09 de abril de 2006




1) Conversar com Deus


“Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: "Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar". Durante estes dias podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.  




2) Contar-lhe as penas e alegrias

“Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o "direito de vos falar" durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração. 





3) Não desconfiar de Cristo


“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso "sim" ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: 'Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. ¡Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta’. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”. 





4) Estar alegres: querer ser santos
“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (...). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”. 



5) Deus: tema de conversa com os amigos

 “São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”. 



6) No Domingo, ir à Missa

Não vos deixeis dissuadir departicipar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente. 






7) Demonstrar que Deus não é triste

Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não.




8) Conhecer a fé

Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em conseqüência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura. 







9) Ajudar: ser útil

Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes. 





10) Ler a Bíblia

O segredo para ter um "coração que entenda" é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: "O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo"







Em resumo...



Construir a vida sobre Cristo, acolhendo com alegria a palavra e pondo em prática a doutrina: eis aqui, jovens do terceiro milênio, o que deve ser o vosso programa! É urgente que surja uma nova geração de apóstolos enraizados na palavra de Cristo, capazes de responder aos desafios do nosso tempo e dispostos a difundir o Evangelho por toda a parte. Isto é o que o Senhor vos pede, a isto vos convida a Igreja, isto é o que o mundo – ainda que não saiba – espera de vós! E se Jesus vos chama, não tenhais medo de responder-lhe com generosidade, especialmente quando vos propõe segui-lo na vida consagrada ou na vida sacerdotal. Não tenhais medo; confiai n’Ele e não ficareis decepcionados.



BENTO XVI

fonte opusdei

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