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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Para que estamos no mundo?


 Estamos no mundo para conhecer e amar Deus, para fazer o bem segundo a Sua vontade e um dia ir para o céu. [1-3, 358] 






Ser pessoa humana significa vir de Deus e ir para Deus. Nós vimos de mais longe que dos nossos pais. Nós vimos de Deus, do qual provém toda felicidade do Céu e da Terra, e somos esperados na Sua eterna e ilimitada bem-aventurança. Entretanto, vivemos neste mundo. de vez em quando, sentimos a proximidade do nosso Criador; frequentemente não sentimos mesmo nada. Para encontrarmos o caminho pra casa, Deus enviou-nos o Seu Filho, que nos libertou do pecado, nos salvou de todo mal e nos conduz infalivelmente À verdadeira Vida. Ele é o Caminho, a verdade e a Vida. (Jo14,6)


#Youcat 1

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Padre Ruffus Pereira, mais um intercessor no Céu!


Morre na Inglaterra o pregador exorcista padre Ruffus. Para quem não  o conhecia ou não pôde acompanhar os retiros, padre Ruffus Pereira há 13 anos participava dos retiros de cura e libertação na Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista. Postamos aqui o texto da Canção Nova e a biografia.

Padre Ruffus, mais um intercessor no Céu! 

Exorcista Padre Ruffus morre na inglaterra.


O sacerdote indiano Padre Rufus Pereira faleceu na madrugada dessa quarta-feira, 2, de parada cardíaca durante o sono. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por sua secretária pessoal, Érika Gibello. 


O padre estava em sua residência em Londres, na Inglaterra, durante esta semana e aparentava estar bem, segundo divulgou a Irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed, em suas redes sociais. A religiosa esteve com ele no último sábado, 28, e disse que ele "estava radiante, muito feliz". 




O corpo de padre Rufus permanecerá na Inglaterra até que terminem os preparativos para levá-lo à Índia, onde será sepultado. A data ainda não foi divulgada. 



Padre Rufus completaria 79 anos neste domingo, 6, e era conhecido no mundo todo por seu ministério de exorcismo. Ele foi vice-presidente da Associação Internacional dos Exorcistas e iniciou a Associação Internacional para o ministério de libertação. 


Ele esteve na sede da Comunidade Canção Nova sete vezes, conduzindo encontros de cura e libertação. "Padre Rufus era um santo, um homem incansável, pregador do Evangelho, apaixonado por Jesus Cristo e por sua missão", lembra Vinícius Adamo, tradutor do sacerdote no Brasil.   



Biografia




Padre Rufus foi sacerdote na Arquidiocese de Bombaim, Índia. Estudou Filosofia, Teologia e Sagrada Escritura em Roma, onde foi também ordenado em 1956. Era doutor em Teologia Bíblica.



Durante vários anos serviu como diretor de quatro escolas secundárias em Mumbai. Além de pregador de retiros, conferencista e professor de Bíblia, ele também era editor da Revista Nacional Carismática da India “Charisindia”. Foi professor de Sagrada Escritura em cursos de pós-graduação em vários Institutos Teológicos Pontifícios.



O sacerdote era também presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas. Publicou numerosos artigos bíblicos e teológicos, especialmente, sobre evangelização e cura.



Conheceu a Renovação Carismática Católica (RCC), em 1972, logo quando esse movimento eclesial teve início na Índia. Foi designado pelo Arcebispo Cardeal Gracias para se dedicar exclusivamente a esse movimento. Desde então atuava pregando em encontros, retiros e missões por todo o seu país e também pela Ásia, África, Europa e em alguns lugares na América Latina, como o Brasil, onde esteve várias vezes, inclusive na Comunidade Canção Nova.



Padre Rufus também foi diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico. E recentemente foi integrado aoInternational Catholic Charismatic Renewal Services (ICCRS), em Roma, como o responsável mundial pelo ministério de cura e libertação.




Canção Nova Notícias

Fotos: Canção Nova

sexta-feira, 23 de março de 2012

Namoro: Sexo ou Castidade?

Hoje em dia o sexo anda banalizado, e sendo visto como algo muito natural durante o namoro e infelizmente até mesmo eu outras situações em que não existe o menor compromisso. Com isso a opinião da Igreja é mais uma vez deixada para trás e ganhando o rótulo de retrógrada, antiquada e ditadora.
Muitos acreditam que para a Igreja Católica sexo é algo horroroso, pecaminoso e intocável. Mas a verdade é que a Igreja vê o sexo, a sexualidade humana como algo precioso, como um grande tesouro que precisa ser bem guardado e utilizado da forma adequada e no momento adequado. A esta forma prudente e adequada eu chamo de castidade.
Embora a sociedade tenha verdadeiro pavor da palavra castidade, “ Todo batizado é chamado a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida próprio.” (CIC 2394)
Todos nós somos chamados a viver a castidade, inclusive os casados. No namoro, a castidade é vivida na forma de abstinência total do sexo e demais carícias que possam provocar um relacionamento mais intenso, desta forma viverão a descoberta do respeito mútuo, a aprendizagem da fidelidade, do carinho, da esperança de receberem ambos da parte de Deus, deixando para o casamento as manifestações mais íntimas de ternura, específicas do amor conjugal. É belíssimo!
Para entender melhor é preciso que saibamos que o sexo tem por finalidade a união do casal e a procriação. “No casamento, a intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor de comunhão espiritual.”(CIC 2360)  Porém quando o prazer sexual é buscado por si só, isolado de suas reais finalidades, torna-se moralmente desordenado.
 Casamento é união de corpos, mas é especialmente união de duas almas que se amam e optam por viver juntos para todo o sempre. Muitos dão a desculpa que é preciso conhecer o outro também sexualmente antes do casamento, mas perdoem-me se for grosseira, mas nem todo aquele(a) que é bom de cama será bom esposo (a) e nem muito menos fiel como é o necessário.
A castidade será uma força para o casal de namorados. Onde se vive a castidade existe mais carinho, mais respeito e maior auto domínio de si, quem vive a castidade no namoro terá mais chances de viver a fidelidade no casamento. Aqueles que conseguem viver a abstinência sexual durante o namoro dão grande prova de amor uma ao outro além de se exercitarem no autodomínio também de outras forças em nós mesmos especialmente a do temperamento.
Muitas moças e rapazes têm medo de serem trocados, rejeitados ou até mal interpretados por conta da castidade, mas este medo não deve existir! O sexo jamais poderá ser exigido como uma prova de amor, ao contrário a castidade sim será uma grande prova de amor e uma grande força na união do casal.
Quem constrói um namoro solidificado pela castidade certamente será feliz no matrimônio. Todos desejam ter uma família santa e feliz, para isso é preciso construir um namoro santo, casto.  
São muitas as desculpas para se viver o sexo fora do matrimônio, mas só quem experimenta a castidade no namoro é quem sabe o quanto mais se vive de carinho, conhecimento e amor.
A Palavra de Deus diz: ” Torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade.[...] Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem.” (I Tim 4,12;16b).
A Igreja católica quando afirma que o sexo é para o matrimônio, não está sendo antiquada e retrógrada, mas uma mãe zelosa que por experiência sabe as conseqüências do sexo antes do casamento e as feridas que ele provoca na alma de ambas as partes. Por causa do sexo sem compromisso são muitas as jovens que engravidam, interrompem seus estudos, outras cometem abortos, são abandonadas por seus namorados, com um filho, ou às vezes sem filho, jovens ficam depressivas pois doaram aquilo que tinham de mais íntimo, rapazes que não conseguem se controlar, têm sua sexualidade ferida e afetividade baseada no sexo… Enfim são muitas as conseqüências dolorosas que associadas a Palavra de Deus nos levam a termos a certeza que o namoro precisa ser vivido na castidade, e que isto será um bem não só para católicos mas para todos que quiserem ser mais felizes e construírem uma família com bases sólidas no amor.
Castidade não é uma recomendação apenas católica, mas em quase todas as religiões fica a recomendação de um namoro casto, deixando claro aqui que sexo antes do casamento será algo prejudicial não só para católicos, mas para todos. Sexo é fonte de vida, mas fora do casamento poderá se tornar em fonte de morte para qualquer um.
Sexo é um belo presente de Deus e vale apena esperar o matrimônio. A castidade é um grande escudo que protege o namoro e o casamento contra traições, desamor, falta de carinho e especialmente um escudo que protegerá contra as más escolhas e um casamento infeliz. Quem viver a castidade verá o quanto é lindo e maravilhoso.
Lembremo-nos sempre que somos chamados a santidade, a sermos santos, como Deus é Santo, e a castidade é um grande exercício de santidade. Para alcançá-la a vida de oração a dois será uma força incomparável.


Um abraço fraterno

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu quero o #amor vivido do jeito certo.


A castidade não indica apenas algo que NÃO devo fazer, mas exatamente uma virtude que DEVO cultivar nos pensamentos e desejos.
Para ser casto não basta eliminar toda a malícia, pecados sexuais, impurezas, infidelidades, etc.
É preciso algo mais.
A castidade é o amor vivido do jeito certo.
Ser casto é respeitar a dignidade do corpo, da mente e do coração .
A castidade habilita a pessoa à comunhão.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Epifania do Senhor

Queridos irmãos e irmãs!
   
Celebramos hoje a solenidade da Epifania do Senhor. É uma festa muito antiga, que tem a sua origem no Oriente cristão e coloca em realce o mistério da manifestação de Jesus Cristo a todos os povos, representados pelos magos que foram adorar o Rei dos Judeus recém- nascido em Belém, como narra o Evangelho de Mateus (cf. 2,1-12). Aquela "luz nova" que se acendeu na noite de Natal (cf. Prefácio de Natal I), hoje, começa resplender no mundo, como sugere a imagem da estrela, um sinal celeste que atraiu a atenção dos Magos e guiou-os na sua viagem rumo à Judeia.



Todo o período do Natal e da Epifania é caracterizado pelo tema da luz, ligado também ao fato de que, no hemisfério norte, após o solstício de inverno, o dia volta a ser mais duradouro que a noite. Mas, para além da posição geográfica, para todos os povos vale a palavra de Cristo: "Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8,12). Jesus é o sol aparecido no horizonte da humanidade para iluminar a existência pessoal de cada um de nós e para guiar-nos todos juntos rumo à meta da nossa peregrinação, rumo à terra da liberdade e da paz, em que viveremos para sempre em plena comunhão com Deus e entre nós.

O anúncio deste mistério de salvação foi confiado por Cristo à sua Igreja. "Isso - escreve São Paulo - foi revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas. A saber: que os gentios são co-herdeiros conosco (que somos judeus), são membros do mesmo corpo e participantes da promessa em Jesus Cristo pelo Evangelho" (Ef 3,5-6). O convite que o profeta Isaías destinava à cidade santa de Jerusalém pode-se aplicar à Igreja: "Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina" (Is 60,1-2). É assim: o mundo, com todos os seus recursos, não é capaz de dar à humanidade a luz para orientar o seu caminho. Percebemos isso também em nossos dias: a civilização ocidental parece ter esquecido a orientação, navega à deriva. Mas a Igreja, graças à Palavra de Deus, vê através destas neblinas. Não possui soluções técnicas, mas tem o olhar voltado à meta, e oferece a luz do Evangelho a todos os homens de boa vontade, de toda a nação e cultura...
                                                                      

                                                                                    



   Angelus de Bento XVI - 06/01/2012

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

'Olhando a cruz vejo o quanto custei caro'

Quando oferecemos uma rosa a alguém, não é a rosa em si que é ofertada, é preciso olhar para o que está por trás do gesto. Essa flor é apenas um sinal do amor e do apreço que temos por alguém.

Estivemos todos os dias olhando para a cruz peregrina e para o ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude, mas é preciso olhar para o que está por trás desse sinal: o amor de Cristo pelo homem.


Hoje fomos à Paróquia de Santana, na Zona Norte de São Paulo, quando chegamos ao local vimos um grupo de alunos fazendo a meditação da Via-Sacra. Rezavam pelas intenções dos jovens excluídos e marginalizados. Lembraram de massacres nos quais vítimas muito jovens e cheias de sonhos a ser realizados foram ceifadas do meio de nós.

Lembramo-nos também que naquela região ficava situado o antigo presídio Carandiru, ou o que restou dele, palco de uma das maiores tragédias de extermínio humano do país, onde cento e onze detentos foram assassinados.

Olhando para tantas realidades difíceis podemos nos questionar: “Onde estava Deus em tudo isso?” Mas, também poderíamos nos questionar um pouco mais: “Será que não são as coisas que estão erradas? Será que as escolhas feitas pelo homem não o estão fazendo caminhar para um grande buraco negro?”
Não sei se temos respostas neste momento, o que vi foi que a cruz peregrina, durante estes dias na capital da cidade de São Paulo, denunciou, nos questionou e amou aqueles que talvez nós não escolhêssemos para amar.
Padre João Luíz Miqueletti, pároco da Igreja de Santana, fez uma bela homilia, levando todos os presentes à reflexão na Celebração Eucarística de hoje: “Não nos conformemos com o que vemos de errado! O Cristianismo é profético e sua vivência denuncia o mal. Não se conformem com este mundo!”
É essa a mensagem que a cruz dos jovens e o ícone da Virgem Maria nos deixam. Sejamos este sinal profético sem medo de expressar nossa fé.
“Olhando para a cruz vejo o quanto custei caro. Olhando para o espelho vejo o quanto eu me vendo barato para o pecado” (Trecho de um dos Sermões do Padre Vieira, grande pregador no período do Brasil Colônia).
Olhemos para este sinal de amor que veio se encontrar conosco. Temos muito trabalho a fazer nestes dois anos de preparação para a JMJ até 2013, são muitos os jovens abandonados na nossa sociedade, que não têm direito à boa educação, que não são preparados para o mercado de trabalho, que usam a violência como resposta a seus direitos violados.
Sejamos anunciadores de Cristo! Sejamos anunciadores do amor!
Ah! Hoje quando já estávamos voltando para casa para fazer esta matéria de encerramento da nossa cobertura, minha companheira de missão, Clarissa Oliveira, quase foi assaltada por uma menina de uns 6 anos de idade, que tentou tomar seu celular das mãos. Eu vi quando ela se aproximava, seu olhar se fixou no objeto desejado e sua testa franzia, era uma linda menina morena, de pés descalços, seu rosto foi se desfigurando quando assumiu a face de ‘má’. Mas era só uma criança, não tinha forças para tirar o celular das mãos da Clarissa, ela foi embora sem o objeto de seu desejo ou de sua necessidade.
São situações que nos fazem refletir. Reflita você também.
Uma santa Jornada Mundial da Juventude para todos nós! 
 


Por Cris Henrique e Clarissa Oliveira – Produção Destrave

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Queridos jovens amigos!
Agradeço as carinhosas palavras que me dirigiram os jovens representantes dos cinco continentes. Com afeto, saúdo a todos vós que estais aqui congregados - jovens da Oceania, Africa, América, Ásia, e Europa- e também a quantos não puderam vir. Sempre vos tenho muito presente e rezo por vós. Deus concedeu-me a graça de vos poder ver, vos ouvir mais de perto e de nos colocarmos juntos à escuta da sua Palavra.

Na leitura que há pouco foi proclamada, ouvimos uma passagem do Evangelho onde se fala de acolher as palavras de Jesus e de as pôr  em prática. Há palavras que servem apenas para entreter, e passam como o vento; outras instruem, sob alguns aspectos, a mente; as palavras de Jesus, ao invés, têm de chegar ao coração, radicar-se nele e modelar a vida inteira. Sem isso, ficam estéreis e tornam-se efêmeras; não nos aproximam d´Ele. E deste modo, Cristo continua distante, como uma voz entre muitas outras que nos rodeiam e às quais estamos habituados. Além disso, o Mestre que fala não aprendeu algo que aprendeu de outros, mas o que Ele mesmo é, o único que conhece verdadeiramente o caminhos do homem para Deus, pois foi Ele que o abriu para nós, que o criou para podermos alcançar a vida autêntica, a vida que sempre vale a pena viver em todas as circunstancias  e que nem mesmo a morte pode destruir. O Evangelho continua explicando estas coisas com a sugestiva imagem de quem constrói sobre a rocha firme, resistente às invetidas das adiversidades, contrariamente a quem edifica sobre a areia. Talvez numa paisagem paradisiaca, poderiamos dizer hoje, mas que se desmorona à primeira rajada de ventos e fica em ruinas.

Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que estejais em vós “espirito e vida” (jo 6 , 36), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente a cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o caminho da vida. Bem sabeis que, quando não se caminha ao lado de Cristo, que nos guia, extraviamo-nos por sendas, como a dos nossos própios impulsos cegos e egoístas, a das propostas lisonjeiras, mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração.

Aproveitai estes dias para conhecer melhor a Cristo e inteirar-vos de que, enraizados n´Ele, o vosso entusiasmo e alegria, os vossos anseios de crescer, de chegar ao mais alto, ou seja, a Deus, têm futuro sempre assegurado, porque a vida em plenitude já habita dentro do vosso ser. Fazei-a crescer com a graça divina, generosamente e sem mediocridade, propondo-vos seriamente a meta da santidade. E, perante as nossas fraquezas, que às vezes nos oprimem, contamos também com a misericórdia do Senhor, sempre disposto a dar-nos de novo a mão e que nos oferece o perdão no sacramento da Penitencia.

Edificando-a sobre a rocha firme, a vossa vida será não só segura e estável, mas contribuirá também para projetar a luz de Cristo sobre os vossos coetâneos e toda a humanidade, mostrando uma alternativa válida a tantos que viram a sua vida desmoronar-se, porque os alicerces da sua existencia eram inconcientes: a tantos que se contentaram com seguir as correntes da moda, se refugiaram em opiniões pessoais, em vez de procurar a verdade sem adjetivos.

Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm nessecidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si sós, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir que é injusto viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita. É importante não sucumbir a elas, porque na realidade conduzem a algo tão fútil, como uma existencia sem horizontes, uma liberdade sem Deus. Pelo contrário, sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para sermos protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas ações e não meros executors cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlecutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-lo. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo, e, radicados n´Ele, damos asas à nossa liberdade. Porventura, não é este o grande motivo de nossa alegria? Não é este um terreno firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem?

Queridos amigos, sede prudentes e sábios, edificai as vossas vidas sobre o alicerce firme que é Cristo. Esta sabedoria e prudencia guiará os vossos passos, nada vos fará tremer e, em vosso coração, reinará a paz. Então sereis bem –aventurados, ditosos, e a vossa alegria contagiará os outros. Perguntar-se-ão qual seja o segredo da vossa vida e descobrirão que a rocha que sustenta todo o edifício e sobre a qual assenta toda a vossa existencia é a própia pessoa de Cristo, vosso Amigo, Irmão e Senhor, o Filho de Deus feito homem, que dá consistencia a todo o universo. Ele morreu por nós e ressucitou para que tivéssemos vida, e agora, junto do Trono do Pai, continua vivo e proximo a todos os homens, velando continuamente com amor para cada um de nós.

Confio os frutos desta Jornada Mundial da Juventude a Santissima Virgem, que soube dizer “sim” à vontade de Deus e nos ensina, como ninguém, a fidelidade ao seu divino Filho, que acompanhou até a sua morte na cruz. Meditaremos tudo isto mais pausadamente ao longo das diversas estações da Via-Sacra. Peçamos para que o nosso “sim” de hoje a Cristo seja também, como o dela, um “sim” incondicional à sua amizade, no fim desta Jornada Mundial e durante toda a vossa vida. Muito obrigado!







(Homilia do Papa Bento XVI)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dez conselhos de Bento XVI aos jovens


Conversar diariamente com Deus, ler a Bíblia, ir à Missa aos Domingos, contar as alegrias e penas a Cristo, dar exemplo ou ser útil aos outros: são alguns dos conselhos que o Papa dá aos jovens.


09 de abril de 2006




1) Conversar com Deus


“Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: "Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar". Durante estes dias podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.  




2) Contar-lhe as penas e alegrias

“Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o "direito de vos falar" durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração. 





3) Não desconfiar de Cristo


“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso "sim" ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: 'Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. ¡Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta’. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”. 





4) Estar alegres: querer ser santos
“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (...). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”. 



5) Deus: tema de conversa com os amigos

 “São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”. 



6) No Domingo, ir à Missa

Não vos deixeis dissuadir departicipar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente. 






7) Demonstrar que Deus não é triste

Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não.




8) Conhecer a fé

Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em conseqüência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura. 







9) Ajudar: ser útil

Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes. 





10) Ler a Bíblia

O segredo para ter um "coração que entenda" é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: "O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo"







Em resumo...



Construir a vida sobre Cristo, acolhendo com alegria a palavra e pondo em prática a doutrina: eis aqui, jovens do terceiro milênio, o que deve ser o vosso programa! É urgente que surja uma nova geração de apóstolos enraizados na palavra de Cristo, capazes de responder aos desafios do nosso tempo e dispostos a difundir o Evangelho por toda a parte. Isto é o que o Senhor vos pede, a isto vos convida a Igreja, isto é o que o mundo – ainda que não saiba – espera de vós! E se Jesus vos chama, não tenhais medo de responder-lhe com generosidade, especialmente quando vos propõe segui-lo na vida consagrada ou na vida sacerdotal. Não tenhais medo; confiai n’Ele e não ficareis decepcionados.



BENTO XVI

fonte opusdei

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