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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sim santos são de carne e osso

Nesse mês, aconteceu na nossa paróquia o encontro para mulheres. E, nesse encontro, estava a relíquia da Beata Elena Guerra. Rezando a Deus junto com minha amiga, Elena Guerra, algo começou a mexer comigo, comecei a notar naquela relíquia que se tratava de um pedacinho do osso de seu joelho. Aquele joelho que tantas vezes adorou a Deus e se prostrou pedindo por um perene Pentecostes, agora era sinal de Deus.
Relíquia da Beata Elena Guerra, apóstola do Espírito Santo.
Foto de Olívia Ferreira.
Tantas vezes quando pensamos nos santos, olhamos para eles como alguém escolhido a dedo por Deus, alguém com uma natureza especial, que desde seu nascimento foi separado e livre de qualquer pecado. Mas olhando para aquele pedacinho de seu osso, comecei a pensar na humanidade de tantas pessoas que conseguiram, realmente, ser realizadas na vida.
Passamos grande parte de nossa vida, se não toda ela, nos preparando para uma profissão, estudamos, fazemos pós-graduação e buscamos ser realizados na profissão em que escolhemos. Nada disso é errado, muito pelo contrário, é dever nosso buscar a realização na profissão e um futuro melhor. Mas precisamos olhar além e ver que a vida não acaba quando completamos noventa ou cem anos! Precisamos viver nesta terra em busca do que é eterno. A verdadeira realização do ser humano é a santidade!
Mais uma vez citando o livro que o Papa fez para nós, gostaria de escrever um trecho que fala sobre ser santo e quebrar, de uma vez por todas, esta ideia ERRADA sobre santidade: "Devemos ser todos santos?
Sim. O sentido de nossa vida está em unirmo-nos a Deus em amor, em corresponder aos sonhos de Deus. Devemos permitir a Deus 'Viver uma vida em nós' (Madre Teresa de Calcutá). Isto significa ser "santo". 

Qualquer pessoa pergunta: Quem sou eu e para que estou aqui, como me realizo? A fé responde: Só na santidade o ser humano se torna aquilo para que Deus o criou. Só na santidade o ser humano chega à verdadeira harmonia consigo mesmo e com o Criador. A santidade não é, todavia, uma perfeição de "fabrico caseiro"; ela atinge-se por união  com o Amor encarnado, que é Cristo. Quem, deste modo, atinge uma vida nova, torna-se e descobre-se santo."
Ser santo não é fugir da realidade, não é estar alienado, não é ser melhor do que ninguém, nem pior. Ser santo é estar situado no sentido da vida, é estar onde Deus nos colocou, com amor e viver a cada instante como único! É ser obediente, acolhendo a Palavra de Deus que nos diz: "Sede santos como o vosso Pai que está no Céu" 
Os santos são pessoas como eu e você, de carne e osso, mas que escolheram ser realizados, que caíram mas recomeçaram, passaram pela cruz, seguiram o Mestre, não são maiores que o Mestre, mas junto com Ele são glorificados!
Na Bíblia, em IICr 15,9 há este versículo: "Pois os olhos do Senhor percorrem toda a terra para sustentar aqueles cujo coração é totalmente dele" Este versículo fala de mim e de você, crismado. Somos de Deus, e a promessa que Ele nos faz é nos dar o sustento! Um dia, Ele procurou cuidadosamente por toda a terra algum coração capaz de acolher seus propósitos, ser fiel e realizado. E encontrou você! Estes são os santos. Somos de carne e osso como tantos outros como Terezinha, Rita, Jorge, Elena Guerra, Clara, João Paulo II, Gianna e ... você.
" A santidade não é um luxo de umas poucas pessoas, mas um simples dever para ti e para mim." 

Beata Madre Teresa
Estamos no ano da fé, e o convite que a Igreja nos faz é  ter uma fé madura. Que neste ano da fé, tomemos a decisão de perseguir a santidade como nossa meta de vida. 

Youcat pág 190, número 342. Evangelho de Mateus cap.5 vers.48. 
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sábado, 28 de abril de 2012

Vem Espírito Santo!

...A Tua Luz acendeu em meu coração e eu pude ver em meio a escuridão Tua presença, Tua Fidelidade, Graça e Amor me levantaram outra vez, me deram forças e prosseguirei.

Irei contigo onde quer que fores meu Senhor. O Teu Chamado cumprirei na Alegria ou na dor. E toda vez que eu chorar ou quiser desanimar o Teu Espírito me consolará...
Celebração da Crisma de 2011.

Uma grande expectativa... Os anjos começam a afinar os instrumentos e a ensaiar os cantos no Céu, os santos com alegria se confraternizam. O Céu está em festa, dentro de pouco mais de 48 horas mais uma turma de jovens (144 jovens) e adultos (40 adultos) serão crismados em nossa Paróquia.
Missa de encerramento do retiro para jovens Jovem Levanta-te.
Março / 2012. 
Sexta-feira eles entraram em retiro e domingo serão crismados! A cerimonia será presidida pelo nosso querido Arcebispo Dom Orani João, no Colégio Nossa Senhora da Piedade, av. Amaro Cavalcante 2.591 - Encantado - às 18horas. Todos estão convidados.
Peço a Deus que como Saulo (primeira leitura de sexta-feira, At 9, 1-20) estes sejam os dias de mudança de vida, de conversão e encontro pessoal com Jesus, Amigo, Mestre e Ressuscitado. 
É tempo de clamarmos o Espírito Santo para que estes jovens e adultos se abram à Graça do Espirito Santo, que é derramado com largueza sobre aqueles que pedem. Que eles estejam preparados para receber este Sacramento tão importante, que com esta maturidade espiritual a cada dia sejam mais santos e mais cheio do Espírito Santo.
Contamos com a presença de todos os amigos, paroquianos, crismados, crismandos, enfim, todo o povo de Deus está mais do que convidado, está convocado!
Parabéns crismandos!



Nos encontraremos lá!
Um grande abraço. 


Vem Espírito Santo!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A Perfeição na Vida de Família


A família católica não é como outra família qualquer. Para nós, ela é a família por excelência: se inicia com o casamento, “instituído pelo próprio Deus no princípio do mundo para a propagação e conservação do gênero humano e por Ele decretado indissolúvel, (…) feito mais indissolúvel e mais santo ainda por Cristo, que lhe conferiu a dignidade de Sacramento, e dele fez a figura da sua união com a Igreja” (Leão XIII, Quod Apostolici Muneris, 28 de dezembro de 1878)
Assim, a família surgida do sacramento do matrimônio é o único modelo de família reconhecido pela Igreja. Esta família se baseia na união indissolúvel de um homem e uma mulher com vistas à geração e educação da prole, e auxílio mútuo do casal.
Já de início é possível perceber a enorme distância desta família católica daquelas outras, chamadas de família, mas que verdadeiramente, no sentido cristão, não o são. A começar pelo laço eterno entre esposos: isto quer dizer que o casamento católico não acaba… não existe divórcio, como nas uniões realizadas pelos protestantes ou no civil. Nosso Senhor foi veemente quanto a isto, dizendo “Portanto, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não o deve separar” (Mt 19,6; cf. Mc 10,9).
Depois, o dever da procriação: dever singular, que não permite o uso de quaisquer meios artificiais para “evitar” a vinda da prole. Então, é impensável para um casal católico o uso de pílulas anticoncepcionais, dispositivos-intrauterinos, preservativos… A Igreja, pela voz do sacerdote, nos pergunta no momento da celebração do matrimônio: “aceitam os filhos que Deus lhes confiar?” A resposta, obviamente, só pode ser uma: “sim”. E se a resposta é sim, quer dizer que devemos estar sempre abertos à vida. Desde tempos imemoriais, a família numerosa foi considerada uma benção de Deus; nas Sagradas Escrituras se diz:
Tua mulher será em teu lar
Como uma vinha fecunda.
Teus filhos em torno à tua mesa serão
Como brotos de oliveira (Sl 127,3)
Mas, não basta a indissolubilidade e a procriação para fazer de uma família a imagem verdadeira do lar católico. Santo Afonso de Ligório diz que a educação cristã é obrigação dos pais: “os pais pecam, se não ensinam a seus filhos as coisas da Fé e da salvação eterna”.
Estes são os pressupostos para a existência de uma família católica: ou seja, os elementos básicos que formam a família cristã, de acordo com a Igreja.
Retirado do Blog: As chamas do lar Cristão...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Namoro: Sexo ou Castidade?

Hoje em dia o sexo anda banalizado, e sendo visto como algo muito natural durante o namoro e infelizmente até mesmo eu outras situações em que não existe o menor compromisso. Com isso a opinião da Igreja é mais uma vez deixada para trás e ganhando o rótulo de retrógrada, antiquada e ditadora.
Muitos acreditam que para a Igreja Católica sexo é algo horroroso, pecaminoso e intocável. Mas a verdade é que a Igreja vê o sexo, a sexualidade humana como algo precioso, como um grande tesouro que precisa ser bem guardado e utilizado da forma adequada e no momento adequado. A esta forma prudente e adequada eu chamo de castidade.
Embora a sociedade tenha verdadeiro pavor da palavra castidade, “ Todo batizado é chamado a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida próprio.” (CIC 2394)
Todos nós somos chamados a viver a castidade, inclusive os casados. No namoro, a castidade é vivida na forma de abstinência total do sexo e demais carícias que possam provocar um relacionamento mais intenso, desta forma viverão a descoberta do respeito mútuo, a aprendizagem da fidelidade, do carinho, da esperança de receberem ambos da parte de Deus, deixando para o casamento as manifestações mais íntimas de ternura, específicas do amor conjugal. É belíssimo!
Para entender melhor é preciso que saibamos que o sexo tem por finalidade a união do casal e a procriação. “No casamento, a intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor de comunhão espiritual.”(CIC 2360)  Porém quando o prazer sexual é buscado por si só, isolado de suas reais finalidades, torna-se moralmente desordenado.
 Casamento é união de corpos, mas é especialmente união de duas almas que se amam e optam por viver juntos para todo o sempre. Muitos dão a desculpa que é preciso conhecer o outro também sexualmente antes do casamento, mas perdoem-me se for grosseira, mas nem todo aquele(a) que é bom de cama será bom esposo (a) e nem muito menos fiel como é o necessário.
A castidade será uma força para o casal de namorados. Onde se vive a castidade existe mais carinho, mais respeito e maior auto domínio de si, quem vive a castidade no namoro terá mais chances de viver a fidelidade no casamento. Aqueles que conseguem viver a abstinência sexual durante o namoro dão grande prova de amor uma ao outro além de se exercitarem no autodomínio também de outras forças em nós mesmos especialmente a do temperamento.
Muitas moças e rapazes têm medo de serem trocados, rejeitados ou até mal interpretados por conta da castidade, mas este medo não deve existir! O sexo jamais poderá ser exigido como uma prova de amor, ao contrário a castidade sim será uma grande prova de amor e uma grande força na união do casal.
Quem constrói um namoro solidificado pela castidade certamente será feliz no matrimônio. Todos desejam ter uma família santa e feliz, para isso é preciso construir um namoro santo, casto.  
São muitas as desculpas para se viver o sexo fora do matrimônio, mas só quem experimenta a castidade no namoro é quem sabe o quanto mais se vive de carinho, conhecimento e amor.
A Palavra de Deus diz: ” Torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade.[...] Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem.” (I Tim 4,12;16b).
A Igreja católica quando afirma que o sexo é para o matrimônio, não está sendo antiquada e retrógrada, mas uma mãe zelosa que por experiência sabe as conseqüências do sexo antes do casamento e as feridas que ele provoca na alma de ambas as partes. Por causa do sexo sem compromisso são muitas as jovens que engravidam, interrompem seus estudos, outras cometem abortos, são abandonadas por seus namorados, com um filho, ou às vezes sem filho, jovens ficam depressivas pois doaram aquilo que tinham de mais íntimo, rapazes que não conseguem se controlar, têm sua sexualidade ferida e afetividade baseada no sexo… Enfim são muitas as conseqüências dolorosas que associadas a Palavra de Deus nos levam a termos a certeza que o namoro precisa ser vivido na castidade, e que isto será um bem não só para católicos mas para todos que quiserem ser mais felizes e construírem uma família com bases sólidas no amor.
Castidade não é uma recomendação apenas católica, mas em quase todas as religiões fica a recomendação de um namoro casto, deixando claro aqui que sexo antes do casamento será algo prejudicial não só para católicos, mas para todos. Sexo é fonte de vida, mas fora do casamento poderá se tornar em fonte de morte para qualquer um.
Sexo é um belo presente de Deus e vale apena esperar o matrimônio. A castidade é um grande escudo que protege o namoro e o casamento contra traições, desamor, falta de carinho e especialmente um escudo que protegerá contra as más escolhas e um casamento infeliz. Quem viver a castidade verá o quanto é lindo e maravilhoso.
Lembremo-nos sempre que somos chamados a santidade, a sermos santos, como Deus é Santo, e a castidade é um grande exercício de santidade. Para alcançá-la a vida de oração a dois será uma força incomparável.


Um abraço fraterno

sábado, 25 de fevereiro de 2012

"Santo assassino"


A cada dia, uma nova chance de Recomeçar!

“Santo assassino" 
Posted by Carlos Eduardo Burle in Santos 

Estamos acostumados a ouvir 
histórias de santos que desde a infância tiveram uma adesão humilde e forte à fé recebida em seu santo Batismo. Santos que se tornaram notáveis pelo amor incondicional à Igreja e ao próximo. Santos que gozavam de tamanha fé que lhes permitia operarem grandes milagres. Isto fez com que alguns encarassem a santidade como algo extraordinário, impossível de ser alcançado. Eis a razão pela qual muitos se escandalizaram quando foi encerrada a fase de informação diocesana e aberto o processo de beatificação de Jacques Fesch, jovem francês, condenado à prisão e finalmente executado na guilhotina há 53 anos, por ter matado um policial e ferido um funcionário de uma casa de câmbio numa tentativa de roubo. 

Nascido em família rica, filho de um poderoso banqueiro belga, ateu e adúltero, indiferente quanto à formação religiosa de seus filhos. Não possuía gosto pelos estudos. Foi enviado à Alemanha para combater pelo exército francês. Depois de ter prestado serviço militar, foi-lhe arranjado um emprego com alto salário em um banco, sendo demitido após três meses. Levava uma vida mundana. Com fama de playboy, era dado à bebedeiras e frequentemente se envolvia com prostitutas. Casou-se aos 21 anos numa cerimônia civil com Pierrette Polack, filha da vizinha, que estava esperando um filho seu. Seus pais, antissemitas, não aceitaram o fato de sua nora ser filha de pai judeu. Não obstante o nascimento da filha, o jovem Fesch continuou a se encontrar com outras mulheres. Desses encontros nasceu Gérard, filho bastardo que foi entregue aos cuidados de um orfanato. Logo após, o casal se divorciou. 

Inquieto e deprimido, pretendendo fugir das responsabilidades da família que, muito jovem, havia formado, decidiu empreender uma navegação solitária em redor do mundo. Pediu a seus pais a ajuda financeira necessária para comprar um barco e realizar tal viagem. Eles, não compreendendo a delicada situação emocional de seu filho, tendo-o por desequilibrado e ilusionista, negaram todo o apoio. A fim de conseguir recursos para o seu plano, acertou com o famoso cambista Alexander Silberstein a troca de dois milhões de francos por barras de ouro. No entardecer do dia 25 de fevereiro de 1954, dirige-se à casa de câmbio. Lá, apontou um revólver e exigiu a entrega do dinheiro que estava guardado na registradora. O cambista reagiu, sendo atingido com duas coronhadas na cabeça. Enquanto fugia com a quantia roubada, por meio de uma rua movimentada, deparou-se com um policial, Jean Vergne, de 35 anos, viúvo e pai de uma filha pequena. O policial, que havia sido alertado por alguém que estava a passar, de que aquele jovem havia assaltado uma casa de câmbio, ordenou que ele parasse e se entregasse. Hesitante, o jovem atirou três vezes, o que custou a vida do policial. Revoltada, a multidão começou a perseguir o assassino, que continuava a atirar, ferindo uma moça no pescoço. Finalmente, ele se rendeu e foi preso. 

O crime ganhou repercussão na França. O homicida não era um homem comum, mas filho de um rico banqueiro. Levado a julgamento, não demonstrava arrependimento. Com seu característico humor sarcástico, limitou-se a dizer: “Arrependo-me de não ter usado uma metralhadora”. O tribunal marcou uma audiência futura, na qual seria decidida a condenação à guilhotina. Já na prisão de La Santé, foi levado ao capelão, a quem falou: “Não tenho fé. Não se preocupe comigo”. No entanto seu advogado, Paul Baudet, católico fervoroso, decidiu lutar não apenas para salvar a vida de seu cliente, mas, sobretudo para salvar sua alma. Jacques Fesch contava também com o apoio espiritual do velho capelão dominicano. Com o passar do tempo, começou a sentir uma angústia que penetrava no mais profundo de seu ser. Uma angústia pela vergonha que havia causado à sua família. Crescia o temor da morte, ao passo que os dias para sua possível execução se aproximavam. Entretanto, ele continuava cético e descrente. Chegou por vezes a ter desejos de atentar contra sua própria vida. 

Foi na noite de 28 de fevereiro de 1955 que sofreu uma conversão repentina após ter passado por uma experiência mística. Assim descreve: “Estava deitado, olhos abertos, realmente sofrendo pela primeira vez na vida. Repentinamente, um grito saiu de meu peito, uma súplica por ajuda – Meu Deus – e, como um vento impetuoso que passa sem que soubesse de onde vem, o Espírito do Senhor me agarrou pela garganta. Tive a impressão de um infinito poder e de uma infinita bondade que, daquele momento me fez crer com convicção que nunca estive abandonado.” 

Fesch ainda passaria dois anos e meio na prisão. Durante este tempo, levou uma vida ascética. Evitava qualquer regalia. Dizia sempre que na cadeia existem duas formas de viver, ou se rebelar contra sua própria situação, ou adotar um estilo de vida monástico. Tendo verdadeiramente a certeza de que começara a viver pela primeira vez, recluso em sua cela, transmitia a sua fé por meio de cartas que se tornaram objetos de reflexão por parte de jovens católicos franceses. Mesmo passando por períodos depressivos, o temor da morte desapareceu face ao temor de morrer em pecado. Finalmente, após quase três anos de espera, Jacques foi levado ao julgamento definitivo. Lá, demonstrou sincero arrependimento pelo que havia causado ao policial e à sua família. Todavia, não obstante a eloquência do advogado e as lágrimas de remorso do réu, a corte foi unânime em declará-lo condenado à morte. Agendada a data da decapitação, procurou aguardar a execução em paz e em oração, enxergando-a como uma forma de santificação. Resistiu à tentação de odiar aqueles que o haviam sentenciado ao cruel destino. Escreveu em seu diário: “Que cada gota do meu sangue apague um pecado mortal.” 

As notícias de sua conversão comoveram milhares de pessoas. Sua última esperança seria a absolvição dada pelo presidente René Coty. Este, por pressão da polícia, não demonstrou misericórdia. Nas vésperas da execução, o jovem escreveu: “Último dia de luta. Amanhã, nesta hora, estarei no Paraíso. Que eu morra, se essa for a vontade do bom Deus. A noite avança e eu fico cada vez mais apreensivo. Meditarei na agonia do Senhor no Horto das Oliveiras. Oh, bom Jesus, ajudai-me, não me abandoneis. Mais cinco horas, e estarei na verdadeira Vida. Mais cinco horas, e eu verei Jesus!”. Foi guilhotinado em 1º de outubro de 1957. 

Sua experiência mística, sua espiritualidade fervorosa, sua vitória na batalha contra si mesmo e contra os demônios da amargura e do desespero, inspiraram a abertura de seu processo de beatificação. Porém, não faltaram objeções. Uns alegaram que era um absurdo se beatificar um criminoso. Outros argumentavam que a beatificação poderia levar outros assassinos a usarem a desculpa de conversão como meio de evitar qualquer punição. É salutar ressaltar que na história da Igreja há um só condenado à morte por crimes que foi elevado à glória dos altares: o Bom Ladrão, a quem a Tradição atribuiu o nome de Dimas, morto com o Senhor no Calvário. Essa é a prova de que ninguém está perdido aos olhos de Deus, mesmo que a sociedade o tenha condenado e desprezado. Ele conhece nossas fraquezas, nossos limites e, com a ternura de um Pai, está sempre disposto a nos perdoar, mesmo que nos arrependamos nos últimos momentos. 

Por se tratar de um precedente único, o processo de beatificação de Jacques Fesch foi tratado com a maior cautela. Foram analisados todos os seus escritos. Quando estava para ser aberto o processo, o Em.mo Sr. Cardeal Jean-Marie Lustiger, então arcebispo de Paris, declarou que para a Igreja declarar alguém santo, não significa propor à admiração seus erros ou crimes; pelo contrário, significa apontar o exemplo de conversão de alguém que, apesar de uma vida pregressa condenável, soube ouvir a voz de Deus e retornar a Ele. Não existem pecados, por mais graves que sejam, que impeçam a Deus de ir ao encontro do ser humano e de lhe propor a salvação, concluiu o cardeal.

Hoje, concluído o processo de beatificação, resta aguardar a comprovação de um milagre alcançado por sua intercessão. É provável que o Santo Padre Bento XVI tenha a honra de elevar aos altares em um futuro não muito longínquo, um jovem desorientado pertencente à alta burguesia, homicida e condenado à morte, que, no cárcere, logrou em pouco tempo altos cumes de espiritualidade com sua fulgurante conversão. Penso que se ele foi capaz de entregar-se totalmente a Deus, também nós, apesar de nossa fraqueza e miséria, não devemos nos desesperar, por pouco que perseveremos em sair de nossos pecados. Basta que ponhamos nossa confiança no nosso Salvador, sempre vivo a interceder por nós e disposto a nos perdoar.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A prova do #Amor é a #Castidade

É possível ter um coração puro.


Hoje vamos falar de pureza, este dom que nós devemos ter. A Palavra de Deus nos ensina que os humildes, os puros de coração, são felizes porque deles é o Reino dos Céus. A pureza deve ser a nossa meta. Para isso te convido a cantar comigo uma canção do Dunga que apresenta bem está realidade, cantemos:

“Ao ver a multidão ele se compadeceu. Sobre o monte se sentou e começou a ensinar,tal a sede do seu povo maltrado e sofredor. Anseavam escutar a voz daquele bom pastor. Que desse fim daqueles anos, de guerras, queda e escravidão. Mirando os olhos do seu povo, Jesus então nos declarou. Feliz os humildes em espírito, porque deles é o reino dos céus”.

Para ter um coração sarado, puro, precisamos clamar todos os dias a humildade. Nossa humanidade vive no tempo do ter, do querer, do poder, e buscamos as riquezas, nossos tesouros nesta terra, mas o Senhor nos promete o Céu.

O Cristão precisa caminhar dia a dia, buscando somente Senhor, e lutarmos com todas as nossas forças para não desviar o nosso olhar da meta que é o céu, a eternidade.

A Palavra de Deus, é a arma para a purificação de nossa vida contra o pecado, malícia, impureza. A pureza do nosso coração vem da Palavra de Deus, somente o homem e a mulher da Palavra alcança a pureza, pois ela nos purifica, nos renova.

Não há outra maneira de viver a pureza se não for por meio da Palavra do Senhor, ela garante que somos mais que vencedores, que tudo que era velho passou, pois Deus faz nova a todas as coisas. Então meu irmão assuma a Palavra de Deus em sua vida e assim você viverá na pureza. 


O mundo está deturpando a palavra amor, tem-se falando em fazer amor, amor não se faz, se vive. A prova de amor é a castidade. O amor verdadeiro, corrigi, muda, leva para Deus. 

Precisamos nos comprometer em viver o amor puro, santo, na amizade, no namoro, em todos os nossos relacionamentos. 

Aqui na Canção Nova vivemos assim, na Sadia Convivência, está é a pérola da Comunidade. Ora você também é chamado a viver desta forma, no amor puro, um do outro. Este amor nos corrigi, nos faz crescer, nos tira do egoísmo, e nos leva a dar a vida pelo outro. 

Amados vamos trabalhar a pureza em nós, a obediência a vontade de Deus, a voz do Senhor. Lá em nossa casa precisamos voltar a viver na Sadia Convivência, na pureza, com coração de crianças. 

Viver o amor pleno é olhar para o crucificado, prova de amor verdadeiro é doar a vida pelo irmão. Voltemos a pureza, com os irmãos, pois sozinhos não podemos viver, por isso vamos cantar:

“Eu quero amar, eu quero ser aquilo que Deus quer, sozinho eu não posso mais viver...”

Jovens Sarados o que Deus quer de nós? Que sejamos santos, mas somente seremos santos se tivermos um coração puro, por isso assuma que sozinho você não pode mais viver, cante novamente, cante forte: 

“Eu quero amar, eu quero ser aquilo que Deus quer, sozinho eu não posso mais viver...”

Jovens Sarados vocês devem ter a bandeira da santidade, da castidade. Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. 

Deus quer de nós uma decisão, esta decisão é pessoal, porém ela faz com que muitos se decidam também a partir da sua decisão. Meus irmãos, na luta diária somos conduzidos a santidade. Na minha vida todos os dias eu digo ao Senhor que eu só quero fazer sua vontade, e Ele vem ao meu socorro.


Os Jovens Sarados são chamados a viver assim todo dia buscando somente o Senhor. Não desiste da santidade, mesmo que o mundo não fale dela, diga, gaste o seu tempo, a sua vida pelo Senhor. Leve a pureza aos outros, aproveitem os meios, as redes sociais, para mostrar ao mundo que vocês buscam a santidade, eu peço apenas a vocês que não desistam da santidade.


Este é o ano de encontrarmos o Senhor, de buscar com todo o nosso coração somente Ele. Jovem não deixe de sonhar, acreditar, pois Deus sonha os seus sonhos. Lute meus irmãos, não desista do Senhor, gaste o seu tempo, a sua vida para somente buscar o Senhor e a sua vontade, assim você viverá na pureza, e Ele realizará o milagre em sua vida. 



Busque a pureza do coração e seja um jovem sarado, um homem novo para um mundo novo. Acredite Ele está avivando os corações, ressuscitando as esperanças, está fazendo o milagre acontecer. 



Assuma este é o ano, para a nossa santidade. 



Que a benção do Senhor desça sobre vocês, sobre a vossa decisão pela santidade. 



Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

Pregação do Padre Bruno, consagrado da Comuniade Canção Nova, atualmente ele mora na Missão Canção Nova de Cuiabá. Acampamento Jovens Sarados.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Jovens ligados à fonte do poder...


“ E comendo com os apóstolos, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem aí o cumprimento da promessa de seu Pai, ‘que ouvistes’- disse ele- ‘ da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.”
“ mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.”
“ Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruido, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram  a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concediam falassem.”
( confira os capítulos 1 e 2 do livro dos Atos dos Apóstolos.)


Em outra tradução diz : recebereis a potencia do alto.

Temos que estar ligados ao Senhor que é a nossa fonte de Poder. Assim como os eletro-domésticos precisam estar ligado a uma fonte de Poder para ter função, nós crismados precisamos estar ligados, conectados, unidos ao Senhor. O Senhor é uma fonte de Poder inesgotável. Quando vou à Casa de Deus assim como os eletro-domesticos,eu ligo a tomada na fonte de Poder que vem de Deus. Esse Poder nos pega do jeito em que estamos e nos coloca em um lugar de destaque porque Deus se alegra em honrar o seu povo.

Deus quer dar Potencia à todas as áreas de sua vida, esta Potencia é o Poder que vem do Alto, a Promessa que Ele fez: O Espírito Santo.

Somos filhos de Deus cheios do Espírito Santo. Deus te fez filho de Deus para que você seja Luz onde você mora, onde você estuda, onde você trabalha, onde você vive. Em fl 2,15 São Paulo diz que vivemos em uma sociedade depravada e maliciosa, o que Deus quer é que sejamos santos e integros, apegados a Palavra da Vida. É um grande desafio para nós né? Mas este é o objetivo da vida, este é o porquê de você ser cheio do Espírito Santo. Deus quer que você seja um JOVEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO para que você seja a presença de Deus no meio dos que não conhecem a Deus. Só existem duas opções: ou caminhamos na contra mão, ou seremos envolvidos pela mentalidade deste mundo.

Para sermos cheios do Espírito Santo precisamos ser jovens da Palavra. Esta Palavra da vida que São Paulo nos convida a nos agarrar, a nos apegar é a Palavra de Deus. Precisamos conhecer a Palavra de Deus porque é ela que nos revela quem somos, o devemos ser conosco mesmos, com Deus e com as pessoas que Deus colocou perto de nós. Este é o nosso GPS. É a Palavra de Deus que nos ensina o caminho a seguir. É o Espírito Santo que é o professor da Palavra de Deus, Ele que nos ensina, nos explica e nos lembra tudo o que Jesus ensinou. É o Espírito Santo que nos faz santos. São seus dons que nos ajudam a servir, a construir o Reino de Deus...

Nós crismados, pelo batismo, fomos ligados a esta Fonte de Poder, e a confirmamos quando fomos crismados.

A consequencia da nossa conversão quando é sincera é o batismo no Espírito Santo. Somos mergulhados e encharcados do poder de Deus. Recebemos seus dons, servimos a Deus simplesmente por amor a Jesus. Quando somos batizados no Espírito Santo já não somos mais levados pelos jeito de pensar da ‘sociedade depravada e maliciosa’ mas temos a Coragem para testemunhar Jesus. O Espírito Santo nos transforma de ateus em amigos de Jesus, de jovem da ‘sociedade depravada e maliciosa’ em jovem santo, cheio do Espírito Santo. O Espírito Santo faz morrer o homem velho e faz crescer em nós um homem novo. Ele é a Força do fraco. Sem Ele ficaremos sempre como somos. Não pode faltar nada a uma alma que tem o Espirito Santo como amigo, Ele é uma pessoa. Ele é o melhor amigo que nossa alma pode ter.

Sem Ele não existe recomeço. É o Espírito Santo que faz acontecer o recomeço em nossa vida!

O Espírito Santo é o Amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai. Este Amor foi derramado em nossos corações.

O Senhor disse : mas descerá sobre vós a potencia do Espírito Santo. Essa promessa não foi só para aquela época, mas é para todo o que crer. É só querer e pedir : Vem Espírito Santo!

Uma beata, Elena Guerra, chamada a apóstola do Espírito Santo dizia: A vinda do Espírito Santo no Cenáculo foi como o beijo da reconciliação dado por Deus à humanidade, redimida com o Sangue de Jesus Cristo.

Jesus pediu aos seus discipulos que não se afastassem da promessa do Pai. A promessa do Pai é que sejamos mergulhados, encharcados no Espírito Santo. A promessa é para todo o que crer. É só querer e pedir.

Não podemos deixar que a Chama que foi acesa em nosso coração se apague, precisamos reavivar esta chama pedindo a Deus que nos dê seus dons para servir os que são mais sedentos de Deus.

Reze com esta música e peça ao Senhor que as Águas de Seu Manancial possam fluir em você:

Senhor, estou aqui para te adorar
Em tua presença desejo estar
Eu sei que nada sou
Mas vim me humilhar
Preciso de ti vem me restaurar

Eu quero ser como um jardim fechado
Regado e cuidado pelo seu Espírito
Flua em mim
Como um manancial
Do meu interior
Com Águas vivas
Restaura meu ser
Para teu louvor


Eu te farei como um jardim fechado
Regado e cuidado pelo Espírito
Eu fluirei
Como um manancial
Do teu interior
Com Águas Vivas
Te restaurarei
Para o meu louvor
( Manancial - Diante do Trono ) 





Senhor, estou na sua presença, a minha alma tem sede de ti. Eu sou precioso (a) aos teus olhos, não posso continuar acabado pelo que o mundo fez em mim, preciso ser restaurado(a)  por ti. Espírito Santo faz de mim uma nova criatura, quero ser cuidado(a) por ti. Restaura-me, fui feito(a) à tua semelhança. Quero viver com um fôlego novo, Senhor sopra em mim o Teu Espírito Santo e faz-me um (a) Jovem guiado(a) por esta força, decidido (a) por ti, com vontade de ser santo(a). Não quero ser mais um (a) nesta sociedade, mas que eu possa te apresentar aos meus amigos, como O Que Vive, como meu amigo. Quero fazer a diferença, eu sinto algo diferente dentro de mim é o Espírito Santo desejoso por fluir em mim e me fazer uma fonte, que as pessoas que se encontrarem comigo possam te conhecer através de mim, eu quero ser uma contradição neste mundo. Espírito Santo, dá-me Tua Força para perseverar contigo. Quero estar transbordando das Águas do Espírito, vem Espírito Santo sobre mim renova a minha vida, muda a minha vida com o teu poder, com teus dons, em Nome de Jesus, eu te peço batiza- me com teu Espírito e faz de mim um novo ser. Eu te peço, Espírto Santo vem sobre toda a juventude, sobre os que não te conhecem, sobre os que estão no pecado, sobre os que te conheceram mas cairam denovo, que toda a juventude possa esperiementar a Graça de Pentecostes! Amém.

Que a partir de hoje você se abra ao Recomeço que o Espírito Santo deseja fazer em sua vida lhe restaurando, lhe tornando um novo ser, fazendo de você a diferença de Deus neste mundo. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Eu e você, santos?

Hoje a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. Uma linda festa na Igreja Militante e ainda maior na Igreja Triunfante. Festa que, no Brasil, é transferida para o domingo seguinte, caso esse não seja dia 02/11.
Eis aqui um ótimo dia para refletirmos sobre a santidade. Quando a Igreja decreta alguma festa de algum santo ela está dizendo para todos os fiéis (portanto, a cada um de nós): Olhem para esse santo, olhem para a vida, olhem para o esforço. É possível sim chegar a santidade.
Tá, mas aí você nos questiona: eu lá sou um Santo Agostinho, com toda a sua inteligência? Eu lá sou uma Santa Faustina, com toda a sua vida de penitência? Eu lá sou um João Paulo II, com todo o seu pontificado extraordinário? Sou uma Santa Mônica com toda a sua paciência?
É…concordo contigo. Você não é nenhum deles, mas você é VOCÊ. E isso faz a grande diferença.
Os santos viveram suas vidas não para serem iguais a outros santos. Eles se espelharam sim, em outro, mas a vida que eles queriam imitar era a de Jesus Cristo.
E isso, tenho certeza, você tem buscado: imitar a Cristo em seus gestos e atitudes.
Mas agora lanço um desafio: Como imitar a Cristo na vida que eu levo?
Isso só depende de você.
Você topa esse desafio? Você quer ir além? Você quer levar aqui nessa Terra uma vida de santidade?
Apresentamos aqui em poucas linhas a vida de dois jovens (como nós dois, como vocês que lêem) que não pararam diante das limitações da vida e quiseram ir além, quiseram levar a vida de santidade já aqui.
Vocês já devem ter lido algumas coisas sobre eles, mas como eu disse, hoje é um dia para refletirmos sobre a santidade. Tenho certeza que ler a história deles de novo, vai reacender o desejo de santidade no seu coração.
Os nomes, vocês já devem ter acertado: Beato Pier Giorgio Frassati e Beata Chiara Luce
Beato Pier Giorgio Frassati
Pier Giorgio nasceu em uma família abastada em Turim na Itália no ano de 1901. Seu pai, um empresário, foi muito influente na política, o que levou Pier Giorgio a se tornar membro ativo do Partido Popular.
Dedicou grande parte de seu tempo livre para servir os doentes e os necessitados, cuidando dos órfãos e ajudando os militares que retornavam da Primeira Guerra Mundial. Sua caridade não se resumia em simplesmente dar algo aos outros, mas em dar-se inteiramente.
Como todo jovem, gostava muito de esportes. Seu esporte preferido era o Alpinismo. Todas as vezes que saia para as montanhas ele aproveitava para evangelizar os seus amigos. Esses, eram constantemente convidados á irem a Missa, rezar o rosário e a Liturgia das Horas.
Sua frase mais conhecida (Verso l’Alto – Para o Alto) foi escrita em sua última escalada em 07 de Junho de 1925. Essa frase resume a sua vida terrena: uma luta constante para alcançar a vida eterna.
Muito católico, Pier Giorgio tinha um carinho especial por São Paulo e por suas cartas. Em 1922
entrou para a Ordem Terceira Dominicana.
Teve um grande amor (Laura Hidalgo) mas que por causa de sua família que não apoiava sua união, acabou sofrendo e sacrificando esse amor.
Iniciou sua faculdade de Engenharia mineral e só não a concluiu porque acabou contraindo poliomielite. E apenas um mês depois (no dia 04 de Julho de 1925) com apenas 24 anos, Pier Giorgio foi elevado aos céus por conta dessa doença.
Em 20 de maio de 1990 foi beatificado pelo Beato João Paulo II e proclamado como “o homem das oito Bem-Aventuranças, que leva consigo a graça do Evangelho, da Boa Nova, da alegria da Salvação que Cristo nos oferece.
Chiara Luce
Filha única, nasceu em uma família simples de cristãos praticantes.
Era uma “esportista por excelência”, guardava suas economias e sonhava em ser médica para ajudar as crianças da África. Aos 9 anos entrou como Gen (geração nova) no Movimento dos Focolares. Gostava de patinar, de montanhas e do mar, lembra sua mãe. “Era uma menina cheia de vida: gostava de rir, cantar e dançar.”
No dia em que fez a sua primeira Comunhão recebeu um presente muito especial, o livro dos Evangelhos. Foi para ela um “magnífico livro” e “uma extraordinária mensagem”; como havia afirmado: “Para mim, é fácil aprender o alfabeto, deve ser a mesma coisa viver o Evangelho!”.
Desde muito jovem fez o propósito profundo de não “doar Jesus aos amigos com as palavras, mas com o comportamento”. Tudo isso nem sempre é fácil; de fato, repetirá algumas vezes: “Como é duro ir contra a corrente!”. E para conseguir superar cada obstáculo, repetia: “É por ti, Jesus!”.
Aos 17 anos foi acarretada por uma doença, que mudaria o rumo de sua vida e talvez de sua fé. De repente, uma dor aguda no ombro esquerdo revelou, nos exames e nas inúteis operações, um osteossarcoma que deu início a um calvário de dois anos aproximadamente.
Depois que ouviu o diagnóstico de que estava com câncer, Chiara não chorou, não se revoltou e ficou imóvel e em silêncio. Após 25 minutos saiu dos seus lábios o seu sim à vontade de Deus. Repetiu muitas vezes: “Se é o que você quer, Jesus, é o que eu quero também”. Assim sendo, não perdeu o sorriso e com alegria enfrentou tratamentos doloroso. Ela não aceitou receber morfina para não perder a lucidez (foi muito corajosa) e ofereceu tudo pela Igreja, pelos jovens (por mim. por você), pelos ateus, pelo Movimento Gen, pelas missões, etc. Sempre permaneceu serena e forte. Repetia: “Não tenho mais nada, contudo tenho o meu coração e com ele posso sempre amar”.
Ao apresentar esses dois testemunho de santidade, desejamos que você possa perceber que a santidade não é algo inatingível. Comporta algumas renúncias e sofrimentos, mas que é possível por causa da nossa decisão.
Cada um, na sua particularidade, pode ir além, pode aspirar a santidade, com aquilo que somos e aquilo que sentimos.
Então, qual é a diferença dos dois beatos apresentados e de cada um de nós? NENHUMA
A única coisa é que eles deram passos para ir além. Eles caminharam na escolha que fizeram: Amar Jesus Cristo acima de tudo.
E você, vai ficar aí parado?
Conte com nossas orações.
#TamuJunto

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