terça-feira, 10 de julho de 2012

Em que cremos | Outras religiões

Como a Igreja vê as outras religiões?


A Igreja respeita tudo o que de bom e verdadeiro têm as outras religiões. Estima e apoia a liberdade de religião como um direito humano. Não obstante, sabe que Jesus Cristo é o único redentor da humanidade. Só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo14,6). [841-848]




 Quem incessantemente procura Deus está próximo de nós, cristãos. Existe um especial grau de "afinidade" com os muçulmanos. Tal como o Judaísmo e o Cristianismo, também o Islamismo pertence ao MONOTEÍSMO. Os muçulmanos adoram igualmente o Deus Criador e veneram Abraão como pai da sua fé. Para o Corão, Jesus é um grande profeta e Maria, Sua mãe, é uma mãe-profetiza. A Igreja ensina que todas as pessoas que, sem culpa própria, desconhecem Cristo e a Sua Igreja, mas buscam Deus de coração sincero e seguem a voz da própria consciência, alcançam a salvação eterna. Quem, porém, sabe que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida, mas não O quer seguir, não encontrará a salvação em outros caminhos. É isso que significa a frase em língua latina  "Extra ecclesiam nulla salus" ("fora da Igreja não há salvação").


Youcat 136

sábado, 7 de julho de 2012

XÔ PECADO!


Fuga das ocasiões de pecado: um dos mais graves deveres da vida espiritual.

Santo Afonso Maria de Ligório
  
I. Da obrigação de evitar as ocasiões perigosas  
Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas 
almas lá no inferno não se lastimam e queixam: Infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela 
ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!  
Falando aqui da ocasião de pecado, temos em vista a ocasião próxima, pois deve-se distinguir 
entre ocasiões próximas e remotas. Ocasião remota é a que se nos depara em toda a parte e 
que raramente arrasta o homem ao pecado. Ocasião próxima é a que, por sua natureza, 
regularmente induz ao pecado. Por exemplo, achar-se-ia em ocasião próxima um jovem que 
muitas vezes e sem necessidade se entretêm com pessoas levianas de outro sexo. Ocasião 
próxima para uma certa pessoa é também aquela que já a arrastou muitas vezes ao pecado. 
Algumas ocasiões consideradas em si não são próximas, mas tornam-se tais, contudo, para uma 
determinada pessoa que, achando-se em semelhantes circunstâncias, já caiu muitas vezes em 
pecado em razão de suas más inclinações e hábitos.  Portanto, o perigo não é igual nem o 
mesmo para todos.  
O Espírito Santo diz: 'Quem ama o perigo nele perecerá' (Ecli 3, 27). Segundo S. Tomás, a 
razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou 
dele não nos afastamos. São Bernardino de Siena diz que dentre todos os conselhos de Jesus 
Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos 
recomenda a fuga da ocasião de pecado.  
Se fores, pois, tentado, e especialmente se te achares em ocasião próxima, acautela-te para 
não te deixares seduzir pelo tentador. O demônio deseja que se se entretenha com a tentação, 
porque então torna-se-lhe fácil a vitória. Deves, porém, fugir sem demora, invocar os santos 
nomes de Jesus e Maria, sem prestar atenção, nem sequer por um instante, ao inimigo que te 
tenta. S. Pedro nos afirma que o demônio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: 'Vosso 
adversário, o demônio, vos rodeia como um leão que ruge, procurando a quem devorar' (I Ped 
5, 8). São Cipriano, explicando essas palavras, diz que o demônio espreita uma porta por onde 
possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: 'eis a 
porta pela qual poderei entrar', e imediatamente sugere a tentação. Se então a alma se mostrar 
indolente para fugir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado 
impuro. É a razão por que ao demônio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões 
de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não 
evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os  olhos para não vermos as verdades 
eternas, as ilustrações divinas e as promessas feitas a Deus.  
Quem estiver, porém, enredado em pecado contra a castidade, deverá, para o futuro, evitar não 
só a ocasião próxima, mas também a remota, enquanto possível, porque em tal se sentirá muito 
fraco para resistir. Não nos deixemos enganar pelo pretexto da ocasião ser necessária, como 
dizem os teólogos, e que por isso não estamos obrigados a evitá-la, pois Jesus Cristo disse: 'Se 
teu olho direito te escandaliza, arranca-o e lança-o de ti' (Mt 5, 29). Mesmo que seja teu olho 
direito deverás arrancá-lo e lançar fora de ti, para que não sejas condenado. Logo, deves fugir 
daquela ocasião, ainda que remota, já que, em razão de tua fraqueza, tornou-se ela uma 
ocasião próxima para ti.  
Antes de tudo devemos estar convencidos que nós, revestidos de carne, não podemos por 
própria força guardar a castidade; só Deus, em Sua imensa bondade, nos poderá dar força para 
tanto.  
É verdade que Deus atende a quem Lhe suplica, mas não poderá atender à oração daquele que 
conscientemente se expõe ao perigo e não o deixa, apesar de o conhecer, pois, como diz o 
Espírito Santo, quem ama o perigo perecerá nele.  Ó Deus, quantos cristãos existem que, apesar de levarem uma vida piedosa, caem finalmente e 
obstinam-se no pecado, só porque não querem evitar a ocasião próxima do pecado impuro. Por 
isso nos aconselha S. Paulo (Fil 2, 12): 'Com temor e tremor operai a vossa salvação'. Quem 
não teme e ousa expor-se às ocasiões perigosas, principalmente quando se trata do pecado 
impuro, dificilmente se salvará.  
II. De algumas ocasiões que devemos evitar cuidadosamente  
Como queremos salvar nossa alma, é nosso dever fugir da ocasião do pecado. Principalmente 
devemos abster-nos de contemplar pessoas que nos suscitam maus pensamentos. 'Pelos olhos 
entra a seta do amor impuro e fere a alma', diz S. Bernardo (De modo bene viv., c. 23), e essa 
seta, ferindo-a, tira-lhe a vida. O Espírito Santo  dá-nos o conselho: 'Desviai vossos olhos de 
uma mulher adornada' (Ecli 9, 8).  
Para se livrar de tentações impuras, um antigo filósofo arrancou os olhos. Nós, cristãos, não 
podemos assim proceder, mas devemos cegar-nos espiritualmente, desviando os olhos de 
objetos que possam ocasionar-nos tentações. São Luís Gonzaga nunca olhava para uma mulher 
e, mesmo em conversa com sua própria mãe, tinha os  olhos postos no chão. É claro que o 
mesmo perigo existe para mulheres que cravam seus olhares em homens.  
Em segundo lugar, deve-se evitar todas as más companhias e as conversas e entretenimentos 
em que se divertem homens e mulheres. Com os santos te santificarás e com os perversos te 
perverterás. Anda com os bons e tornar-te-ás bom, anda com os desonestos e tornar-te-ás 
desonesto.  
O homem toma os hábitos daqueles que convivem com ele, diz São Tomás de Aquino. Se 
estiveres metido numa conversação perigosa, que não possas abandonar, segue o conselho do 
Espírito Santo: Cerca teus ouvidos de espinhos para que os pensamentos impuros dos outros 
não achem neles entrada. Quando São Bernardino de Siena, ainda pequeno, ouvia uma palavra 
desonesta, sentia o rubor subir à sua face, e por isso seus companheiros tomavam cuidado para 
não pronunciar tais palavras em sua presença. E Santo Estanislau Kostka sentia tal asco ao 
ouvir tais palavras, que perdia os sentidos.  
Quando ouvires alguém conversando sobre coisas impuras, volta-lhe as costas e foge. Assim 
costumava proceder São Edmundo. Havendo uma vez abandonado seus companheiros por 
estarem conversando sobre coisas desonestas, encontrou-se com um jovem 
extraordinariamente belo, que lhe disse: Deus te abençoe, caríssimo. Ao que o Santo 
perguntou, admirado: Quem és tu? Ele respondeu: Olha para minha fronte e lerás meu nome. 
Edmundo levantou os olhos e leu: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. Com isso Nosso Senhor 
desapareceu e o Santo sentiu uma alegria celestial em seu coração.  
Achando-te em companhia de rapazes que conversam sobre coisas desonestas e, não podendo 
retirar-te, não lhes dês atenção, volta-lhes o rosto e dá-lhes a conhecer que tais conversas te 
desagradam.  
Deves também abster-te de considerar quadros menos decentes. São Carlos Borromeu proibiu a 
todos os pais de família conservarem tais quadros em suas casas. Deves igualmente evitar a 
leitura de maus livros, revistas e jornais, e não só dos que tratam ostensivamente de coisas 
imorais, como também dos que tratam de histórias insinuantes, como certos poetas e 
romancistas.  
Vós, pais de famílias, proibi a vossos filhos a leitura de romances: estes causam muitas vezes 
maiores danos que os livros propriamente imorais, porque deixam nos corações dos jovens 
certas más impressões que lhes roubam a devoção e os induzem ao pecado. São Boaventura diz 
(De inst. nov., p. 1 , c. 14): 'Leituras vãs produzem pensamentos vãos e destroem a devoção'. 
Dai a vossos filhos livros espirituais, como a história eclesiástica, ou vidas de santos e 
semelhantes.  
Proibi a vossos filhos representar um papel qualquer em comédia inconveniente e mesmo a 
assistência a representações imorais. 'Quem foi casto para o teatro, de lá volta manchado', diz 
São Cipriano. Se para lá se dirigiu aquele jovem ou aquela donzela, em estado de graça, de lá voltam ambos em estado de pecado. Proibi também a vossos filhos a ida a certas festas, que 
são festas do demônio, nas quais há danças, namoros, canções impudicas, gracejos e 
divertimentos perigosos. Onde há danças, celebra-se uma festa do demônio, diz Santo Efrém.  
Mas que há de ruim quando se graceja? dirá alguém. Esses tais gracejos não são gracejos, mas 
crimes, responde São João Crisóstomo, são graves ofensas contra Deus. Um companheiro do 
padre João Vitellio, contra a vontade deste servo de Deus, se dirigiu uma vez para um tal 
divertimento em Nórcia. Que lhe aconteceu? Perdeu primeiramente a graça de Deus, entregouse em seguida a uma vida desregrada e foi finalmente assassinado por seu próprio irmão.  
Poderás aqui perguntar-me se é pecado mortal namorar. Responderei a essa pergunta na 
segunda parte, c. 6, § IV. Aqui só direi que tais namoros tornam-se ocasião próxima do pecado. 
A experiência ensina que em tais casos só poucos deixam de pecar. Se não pecam já no 
começo, caem no decorrer do tempo. No princípio se entretêm só por mútua inclinação; esta 
torna-se, porém, em breve, paixão, e a paixão, uma vez arraigada, cega o espírito e arrasta a 
muitos pecados de pensamentos, palavras e obras.  
III. Fúteis objeções contra as sobreditas verdades 
Objetar-me-ás: Mudei duma vez de vida; não tenho nenhuma má intenção, nem mesmo uma 
tentação quando vou visitar fulana ou sicrana. Respondo: Conta-se que há uma espécie de 
ursos que caçam macacos: ao avistar o urso, fogem estes para as árvores. Mas que faz o urso? 
Deita-se debaixo da árvore e faz-se de morto. Descem os macacos com esse engano e então, 
de um salto, captura-os e devora-os. É o que pratica o demônio: representa a tentação como 
morta, e assim que desceres, isto é, logo que te expuseres ao perigo, desperta-a de novo, e ela 
te tragará. Oh! Quantos cristãos, que se davam ao exercício da oração e da comunhão e, 
mesmo, levavam uma vida santa, não caíram nas garras do demônio, porque se expuseram ao 
perigo.  
A história eclesiástica narra que uma mulher mui piedosa se ocupava em obras de caridade e, 
em especial, em enterrar os corpos dos Santos Mártires. Encontrando uma vez o corpo de um 
mártir que ainda dava sinais de vida, levou-o para sua casa, curou-o e o mártir restabeleceu-se. 
Mas que aconteceu? Por causa da ocasião próxima, esses dois santos – pois esse nome 
mereciam – primeiramente perderam a graça de Deus e depois a Fé.  
Mas a visita àquela casa, a continuação daquela amizade, me traz proveitos, dizes. Sim, porém, 
se notares que ‘aquela casa é o caminho para o inferno’ (Prov 7, 27), nenhum proveito te trará, 
e tu a deves deixar se desejas ser feliz. Mesmo que fosse teu olho direito a causa da perdição, 
deverias arrancá-lo e lançá-lo longe de ti, diz o Senhor. Nota as palavras: lança-o de ti, não 
deves deixá-lo perto, mas repeli-lo para longe, isto é, deves evitar por completo a ocasião. – 
Mas daquela pessoa nada tenho a temer, pois ela é tão devota – dizes. A isso responde São 
Francisco de Assis: O demônio tenta diferentemente  os cristãos piedosos que se deram 
inteiramente a Deus e os que levam uma vida desregrada. Ele não procura prendê-los com uma 
corda já no princípio; contenta-se com um cabelo, servindo-se então de um fio e, finalmente, de 
uma corda, arrastando-os ao pecado.  
Quem quiser ser preservado deste perigo deve já no  começo evitar todos os fios, todas as 
ocasiões, quer sejam saudações, quer presentes.  
Ainda uma observação importante: Um penitente que nunca evitou seriamente as ocasiões 
perigosas, nas quais tem regularmente caído em pecado mortal, apesar de todas as suas 
confissões, deverá fazer uma confissão geral, visto terem sido inválidas as confissões feitas em 
tal estado, em razão da falta de propósito de evitar a ocasião próxima. O mesmo se deve dizer 
a respeito dos que confessam seus pecados, mas nunca deram sinal de emenda, continuando 
logo depois da confissão a cometer os mesmos pecados, sem empregar nenhum meio contra a 
queda. Só uma confissão geral poderá trazer-lhes garantia e tranqüilidade, servindo de base 
para uma verdadeira emenda; feita a confissão, poderão encetar uma vida nova e perfeita, pois 
os maiores pecadores, como acima provamos, poderão, com a graça de Deus, alcançar a 
perfeição.”  
(Santo Afonso Maria de Ligório, Escola da Perfeição Cristã,Compilação de textos do Santo Doutor pelo
padre Saint-Omer, CSSR, IV Edição, Editora Vozes, Petrópolis: 1955, páginas 44-48)    

Nossa Igreja


O verdadeiro significado da palavra Igreja.

 Origem etimológica da palavra Igreja.

Essa é a tradução do latim ecclesia, que por sua vez, traduz o grego ekklesia, tradução do hebraico qahal Jahwe, conforme a Septuaginta (1), significando o ato da reunião ou também a própria comunidade reunida.
No novo testamento, os cristãos, assim conhecidos e chamados pelos judeus em Antioquia pela primeira vez (Atos dos Apóstolos, 11, 26), empregavam a palavra Igreja em três sentidos:
- a comunidade reunida em alguma cidade, seja da Judéia, Galiléia ou Samaria (1 Cor, 1,2; 16,1; Atos dos Apóstolos 9,31),
- ou a assembléia eucarística (1 Cor 11,18; 14, 19),
- ou a Igreja espalhada por todo o mundo (1 Cor, 15,9; Gálatas 1,13; Atos dos Apóstolos 20,28).
De modo geral, a palavra ekklesia significa o novo, o verdadeiro Israel, a comunidade existente, o ato de reunir a comunidade e a própria comunidade reunida. A palavra tem, portanto, o significado de acontecimento e instituição.
Assim, cada vez que dizemos ou pensamos a Igreja estamos afirmando a comunidade de fé, a assembléia de todos os cristãos. De acordo com o sentido etimológico da palavra, está errado dizer ou pensar que a Igreja são apenas os padres, os religiosos, as religiosas, ou mesmo o templo ou a casa construída para oração e reunião da comunidade. Na verdade, todo o batizado é a Igreja, no sentido de que, pelo batismo, todo o cristão começou a integrar a comunidade de fé.


(1) A Septuagésima ou Setenta (do latim septuaginta, setenta) é o nome comumente dado à versão grega do Antigo Testamento, feita no período pré-cristão. Mais tarde, Orígenes (+254 d.C.) fez uma revisão da mesma.  



A origem divina da Igreja.

A Igreja de Jesus nasceu com o “sim” da Virgem Maria, quando da anunciação feita pelo Arcanjo Gabriel. A Lei e os Profetas atestam o caráter divino com que Deus prenunciava a formação da Igreja a partir da Encarnação do Verbo.
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 Quando a Santíssima Virgem deu seu “sim” nascia ali a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo a Virgem a primeira co-participante da obra de Redenção da humanidade.
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Maria foi a primeira seguidora do plano de Deus e primeira discípula de seu Filho, foi a primeira pessoa a crer em Jesus, como o Filho de Deus e o Salvador da humanidade. Sua resposta ao anjo não foi algo mágico ou passivo, mas um ato de coragem, de fé profunda e de disponibilidade a Deus, a serviço da humanidade.
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Quando, no Calvário, Jesus disse: “Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua Mãe.” Maria recebeu de seu Filho a anunciação de sua maternidade: Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo de Deus. Tendo Deus como Pai, Jesus como Filho de Deus, nosso irmão e amigo, e Maria por Mãe, o povo de Deus (Igreja) sente-se como uma família. E, através da evangelização, a Igreja gera novos filhos, e nesse parto sempre renovado Maria é nossa Mãe. Ela intercede com amor materno, pelos irmãos de seu Filho que ainda estão na luta desta vida. Com compaixão, misericórdia e bondade, intercede junto a seu Filho, como o fez em Caná da Galiléia.

Missão divina da Igreja.

 A Encarnação e a Redenção operadas pelo Verbo tiveram por fim restabelecer a ordem e dar a possibilidade de salvação a todas as almas de boa vontade. A finalidade da Redenção sempre foi, é (lembre-se que o Santo Sacrifício se repete sempre em cada missa!) e será arrancar as almas a Satanás homicida, para restituí-las a Deus Criador, Salvador e Santificador.
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Com a Redenção, então, consolida-se a Igreja, Sacramento de salvação, e na Igreja, o sacerdócio, para formar, por seu intermédio, os colaboradores de Cristo, que devem constituir a coluna vertebral do Seu Corpo Místico.
Com a morte de Cristo na cruz e com sua ressurreição, estava terminada a obra da redenção: “Está tudo consumado”. No entanto, restava ainda aplicá-la a cada indivíduo em particular. Esta é a obra de santificação, tarefa que a Igreja tem de cumprir através dos séculos. Esta missão da Igreja, São Paulo a vê figurada na grandiosa metáfora de ser Cristo a cabeça a qual todos devem ser incorporados como membros, para receberem a vida divina que se irradia de Cristo como cabeça.
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Para esse fim, foi-lhe confiado o tríplice ministério: doutrinal – de ensinar; sacerdotal – de santificar; e pastoral – de governar.
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À Igreja cabe levar os homens à eterna bem-aventurança. Não se trata de um reino terrestre. Saliente-se que não lhe foi dado o poder nem a incumbência de regular negócios deste mundo. Estado e Igreja são sociedades individualmente perfeitas e supremas, cada qual autônoma no que lhe compete. O Reino de Deus é o Reino dos Céus: “Meu reino não é deste mundo”.
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A Igreja distingue-se de todas as outras sociedades humanas pela sua organização, enquanto sociedade perfeita, onde o humano e o divino se encontram, se entrelaçam e se fundem de modo que se diferencia, se distingue e se eleva acima das famílias, dos povos, das outras sociedades humanas, precisamente por causa da sua natureza misteriosa, que tem por fim guiar e orientar os povos, através da luz das suas verdades das quais é a depositária e guardiã, pelo caminho da salvação eterna. Nenhuma outra sociedade, fora da Igreja, tem uma missão igual e, conseqüentemente, uma igual dignidade e ação salvadora. Mas que fique bem claro: a grandeza da Igreja não tira a sua origem do fausto, da riqueza, da pompa, do exterior, mas sempre e unicamente do mistério da sua natureza humana e divina, da sua missão no mundo, que consiste em guiar os homens e os povos para a pátria celeste do Paraíso.


Organização da Igreja

Primado e Episcopado

   Jesus Cristo instituiu a Sua Igreja sobre o fundamento dos Apóstolos (Ef. 2, 20) escolhendo doze à maneira de colégio ou grupo estável (Lc. 6, 13) com poderes especiais (Mt. 18, 18). A um em particular, Simão Pedro, constitui a Rocha da Sua Igreja, prometendo-lhe as “chaves do Reino” e amplos poderes (Mt. 16, 18-19) e a ele, após a Ressurreição, confere o Primado sobre todo o rebanho da Igreja (Jô, 21, 15-17).

   
No Pentecostes (50 dias depois da Páscoa), Maria estava junto aos apóstolos rezando com eles, fortalecendo-os e alimentando sua esperança. Após a descida do Espírito Santo em Pentecostes, a Igreja inicia sua atuação como missionária para proclamar o Reino de Cristo até os confins da terra (At. 1, 8). Veja bem: a Igreja nasce com o sim de Maria, consolida-se com o sacrifício de Jesus na cruz, e começa a atuar através dos apóstolos após o Pentecostes. 

   
A atuação dos apóstolos e discípulos de Jesus, a partir de Pentecostes, consiste em:

   
1º) Pregar o Cristo Ressuscitado: os apóstolos iniciam a propagar o grande anúncio: “Jesus, que foi crucificado, está vivo e por isso Ele é o Cristo, o Senhor”. Esta era a Boa Nova (Evangelho) anunciada e testemunhada pelos Apóstolos.

   
2º) Celebrar o Batismo: todos aqueles que estavam dispostos a aderir ao Cristo vivo e ressuscitado eram batizados. Pelos testemunhos do primeiro século de cristianismo, sabemos que, aos poucos, os candidatos ao batismo eram longamente preparados, através de um curso chamado Catecumenato e os batizados eram sempre celebrados na noite de Páscoa.

   
3º) Formar comunidades: havia uma consciência muito clara de que o batizado deveria estar inserido em uma comunidade. A partir da convivência com Jesus, os apóstolos sabiam que não existe “cristão avulso”, isto é, que não pertença a nenhum grupo ou comunidade.
Portanto de instituição divina são apenas o Episcopado e o Primado do Papa. É pela conservação dessas instituições que o catolicismo se legitima como Igreja de Jesus Cristo.

   
Só ela recebeu de Cristo o mandato e os meios de levar os homens à felicidade eterna, mandato, este, expresso nas passagens bíblicas sobre o primado de São Pedro, onde se lê: “Tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam”. (Mt. 16, 18).

   
Instituição e continuidade do Episcopado.
(Convocando os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre os demônios, assim como poder de curar as doenças. E os enviou a proclamar o Reino de Deus e curar os doentes. Luc. 9, 1-2)

   
À testa da Igreja primitiva estão os apóstolos, sob a chefia de São Pedro. Os apóstolos recebem jurisdição, não da comuna, mas do próprio Cristo. Apóstolo quer dizer “mensageiro”. Nas antigas comunas cristãs existiam, também, mensageiros que, com a devida legitimação, faziam o serviço de estafetas entre as várias igrejas.

   
Os apóstolos, porém, são mensageiros de Cristo. Não dos homens, mas de Jesus Cristo e de Deus Pai é que São Paulo diz ter recebido a sua missão (Gál. 1, 12; Cor 5, 20). O primeiro requisito para a missão apostólica não eram os carismas mas a missão recebida em nome de Cristo. Representantes que são de Cristo, devem prosseguir com a obra de Cristo: “Assim como o meu Pai me enviou, eu vos envio a vós” (Jo 20,21). Cristo envia-os com a incumbência de continuar a sua obra: “A mim foi dado todo o poder, no céu e na terra. Por isso, ide e ensinai a todos os povos” (Mt 28, 18). E Cristo, por sua vez, toma como própria a missão dos apóstolos: “Quem vos ouve, a mim me ouve. Quem vos repele, a mim é que repele” (Lc 10, 16). 

   
Os apóstolos instituíram quem lhes sucedesse, sagrando Bispos pela imposição das mãos e pela oração, exortando-os: “Atendei por vós e por todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos instituiu Bispos, para governardes a Igreja de Deus” (At 20, 28).

   
A continuidade do apostolado também se deduz, necessariamente, da missão que cabe à Igreja, de transmitir à humanidade inteira as graças da redenção. Portanto, até a consumação dos séculos deve haver “mensageiros de Cristo” que perpetuem a sua obra e administrem os seus mistérios: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28, 20).

O Primado Papal.


   
Diz-se primado (do latim, primeira sede) para indicar o ofício de Pedro como chefe dos Doze e, como conseqüência, de toda a Igreja. O primado de Pedro foi transmitido aos seus sucessores, ou seja, ao Papa, como Bispo de Roma, pois foi a Igreja fundada pelo apóstolo Pedro e onde ele foi martirizado. O primado do Papa é de jurisdição e não apenas honorífico por comportar uma real autoridade no governo de toda a Igreja, como direito e dever oriundos de Jesus Cristo.

   
Como instituição viva e contemporânea, fundada por Jesus Cristo, a Igreja católica aparece, desde a sua origem, não só como Igreja Episcopal, mas também como Igreja Papal.

   
O primado confere o poder e o direito de reger a Igreja de Deus. O Papa é o supremo legislador, juiz e administrador da Igreja universal. O Papa recém eleito recebe, diretamente de Deus, jurisdição e poderes.
Para o Papa não existe sagração ou ordenação especial. A sagração de Bispo é o supremo grau das ordenações. O primado outorga ao Papa uma jurisdição verdadeiramente episcopal sobre a Igreja inteira.



 fonte: Maria Mãe da Igreja.

Pôr-se de joelhos na oração exprime precisamente a atitude de adoração perante Deus. As palavras do Santo Padre
06.07.2012 -
Da catequese do Santo Padre de quarta-feira, 27 de junho de 2012:
O hino da Carta aos Filipenses oferece-nos aqui duas indicações importantes para a nossa oração. A primeira é a invocação «Senhor», dirigida a Jesus Cristo, sentado à direita do Pai: Ele é o único Senhor da nossa vida, no meio de muitos «dominadores» que a querem orientar e guiar. Por isso, é necessário dispor de uma escala de valores na qual a primazia compete a Deus, para afirmar com São Paulo: «Sim, considero que tudo isto foi mesmo uma perda, por causa da maravilha que é o conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor» (Fl 3, 8). O encontro com o Ressuscitado levou-o a compreender que Ele é o único tesouro pelo qual vale a pena despender a própria existência.
A segunda indicação é a prostração, o «dobrar-se de todos os joelhos» na terra e nos céus, que evoca uma expressão do profeta Isaías, onde indica a adoração que todas as criaturas devem a Deus (cf. 45, 23). A genuflexão diante do Santíssimo Sacramento, ou o pôr-se de joelhos na oração exprimem precisamente a atitude de adoração perante Deus, também com o corpo. Daqui a importância de realizar este gesto não por hábito e à pressa, mas com consciência profunda. Quando nos ajoelhamos diante do Senhor, professamos a nossa fé nele, reconhecemos que Ele é o único Senhor da nossa vida.
* * *
A seguir, alguns exemplos de zelo episcopal em aberto contraste com as afirmações do Santo Padre:
Igreja da Santíssima Trindade – Santuário de Fátima, dedicada em 2007 pelo Cardeal Bertone.
Capela do Centro Pastoral Diocesano de Leeds (abaixo, a capela do Santíssimo): eis o resultado da modernização desejada pelo atual secretário do Culto Divino, Dom Roche.
Igreja Kikiana
Catedral de Reggio Emilia: graças ao Arcebispo Caprioli, em vez de bancos, têm surgido recentemente cadeiras.
Cripta da nova igreja de San Giovanni Rotondo: foi Dom Crispino Valenziano quem baniu os genuflexórios.
Igreja de Santa Maria Maior em Trento: depois da reabertura, nenhum banco com genuflexório. Por vontade de Dom Bressan.
Igreja de São Francisco de Sales, em Roma, dedicada pelo Cardeal Ruini em 2005 (apenas um dos tantos exemplos de igrejas romanas horrendas construídas desde os anos 90 até hoje).
Fonte: http://fratresinunum.com/
Rainha Maria

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tudo Posso!




Posso, tudo posso, naquele que me fortalece
Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir
Quero, tudo quero, sem medo entregar meus projetos
Deixar-me guiar nos caminhos
Que Deus desejou pra mim e ali estar

Vou perseguir, tudo aquilo que deus desejou pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que deus sonhou
Em meu lugar estar, à espera de um novo que vai chegar
Vou insistir, continuar a esperar e crer

E MESMO QUANDO A VISÃO SE TURVA
E O CORAÇÃO SÓ CHORA
MAS NA ALMA, HÁ CERTEZA DA VITÓRIA

Vou vivendo, mas seguindo enquanto tantos não entendem
Vou cantando, minha história, profetizando, que eu posso
Tudo posso em Jesus
Celina Borges

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Latim - língua que deu origem ao português


Divulgação: Curso de Latim Livre - em Brasília no DF
Se você deseja conhecer a língua que deu origem ao português que falamos e a muitas outras línguas que são faladas no mundo todo;
-Conhecer hábitos e costumes dos antigos romanos, povo ao qual devemos grande parte da nossa cultura e civilização;
-Ler e entender textos originais escritos por homens  de notável  conhecimento e grande sabedoria como Cícero, Vergílio, São Tomás, Santo Agostinho e outros;
-compreender melhor a nossa gramática, o verdadeiro significado e sentido de muitas palavras portuguesas e assim adquirir maior fluência e domínio de expressão;
-Conhecer a língua na qual são feitos os registros oficiais da Igreja como bulas, decretos, canonizações, etc;
Poder usufruir da beleza e riqueza espiritual do Canto Gregoriano e orações tradicionais da Igreja, estude conosco.

AULAS: Uma vez por semana( sexta-feira)
PROFESSOR: Fabrício Santos
HORÁRIO: 19h às 21h
LOCAL: Paróquia Nossa Senhora do Carmo - Gama Leste
INÍCIO: 17 de agosto de 2012

MÓDULOS SEMESTRAIS:
-Módulo I  - Introdução ao Latim
-Módulo II - Latim Intermediário I
-Módulo III- Latim Intermediário II
-Módulo IV- Latim Avançado
MENSALIDADE: R$ 150,00 (pagamento no ato da inscrição)
INFORMAÇÕES: Secretaria da Paróquia (61)3484 4235 / Sandra(61) 9948 6638
Vagas limitadas.

Enviado por Sônia Maria Flores
Fonte: site Rainha Maria

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