A devoção a São Jorge no Ocidente: trazida pelas Cruzadas
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São Jorge, Paris |
A devoção teve imenso papel na cruzada de Reconquista da Espanha e Portugal, países invadidos pelos muçulmanos. O milagre da Batalha de Alcoraz no Reino de Aragão marcou época.
Aragão ficou ligado à figura do santo cavaleiro que apareceu naquela batalha combatendo lado a lado contra o moraima muito superior em número e que ainda confessou ter visto o cavalheiro sobrenatural de brancas insígnias.
Desde então, o reino aragonês adotou como emblema a própria Cruz de São Jorge (cruz vermelha sobre fundo branco) e quatro cabeças de mouros.
O rei Pedro IV o Cerimonioso, por ocasião de um enfrentamento com o rei Pedro I de Castela, ordenou a seus exércitos levar bandeiras “com o sinal de São Jorge” (1356-1359). Até o dragão ‒ o drac ‒ apareceu nas roupagens de cerimônia.
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São Jorge, igreja de Saint Nizier, Lyon |
A devoção a São Jorge de início foi quase uma exclusividade do monarca e dos cavaleiros. Mas no século XIII apareceram muitas confrarias sob o patrocínio do Santo guerreiro.
O rei Pedro IV promoveu uma confraria posta “no serviço de Deus e de Nossa Senhora Santa Maria e em veneração e reverência ao Senhor São Jorge, composta de nobres e cavaleiros”.
Em Huesca, 1243, foi fundada a Confraria de São Jorge. E, em Teruel, outra do mesmo nome, em 1263 sob o patrocínio real de Jaime I.
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São Jorge, o santo guerreiro contra o dragão infernal |
As primeiras igrejas do santo guerreiro foram a de Monzón, Espanha, mencionada em 1090, e a de São Jorge de las Boqueras, perto de Huesca, da qual já se falava por volta de 1094. Inumeráveis outras foram construídas nos séculos posteriores.
Fonte: Pandeoro.
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